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Política

Em relatório sobre América Latina, Banco Mundial diz que Argentina se destaca e que Brasil ‘sofre’ com a perda de dinamismo

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Lula e Milei durante encontro do Mercosul
Luis ROBAYO / AFP
O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (8) um relatório sobre o panorama econômico regional para a América Latina e o Caribe, no qual avalia que a economia argentina se destaca, ao mesmo tempo em que o Brasil e o México sofrem com a perda de dinamismo em meio a “condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial”.
No documento, o organismo internacional avalia que as perspectivas de crescimento da América Latina e Caribe permanecem “limitadas”, apesar de condições financeiras globais ligeiramente mais favoráveis e da sustentação dos preços das “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos, entre outros).
E analisa que a falta de melhora em relação a 2025 “oculta perspectivas mais fracas para muitos países e implica ganhos de renda per capita praticamente estagnados”. Diz, também, que o consumo segue na liderança, mas que “seu impulso é modesto, à medida que a renda real se recupera gradualmente e os custos reais de crédito continuam elevados”.
“O principal fator limitante é o investimento, que permanece contido, enquanto as empresas aguardam sinais mais claros sobre o ambiente externo e os arcabouços de políticas internas. A Argentina emergiu como a principal exceção positiva, à medida que a estabilização e as reformas melhoraram as expectativas e as condições financeiras”, diz o documento.
No relatório, o Banco Mundial projeta um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% para a Argentina neste ano, contra 4,4% em 2025 e tombo de 1,3% em 2024. Em comparação, a estimativa para a expansão da economia brasileira é de 2,2% em 2025, contra 2,8% no ano passado e 3,4% em 2024.
Reformas na Argentina
De perfil liberal, o presidente argentino, Javier Milei, tem levado adiante, nos últimos anos, uma agenda de reformas econômicas para conter a inflação e estimular o crescimento do país. Segundo o Banco Mundial, a Argentina “se destaca nesse contexto [da região]”.
“Um ajuste decisivo liderado pela política fiscal — passando de um grande déficit em 2023 para superávits primários e globais, isso por meio da racionalização dos gastos, do combate ao desperdício e às ineficiências administrativas, além do redirecionamento dos subsídios energéticos baseados em preços, deixando de contemplar as famílias de maior renda — tem contribuído para ancorar as expectativas de inflação e reduzir o risco soberano [taxa de juros]”, diz o documento.
Entre as medidas adotadas, o Banco Mundial cita, por exemplo: a reforma tributária, o Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que visa grandes projetos nos setores de energia, com redução de tributos e estímulo às exportações, além da aprovação da reforma do mercado de trabalho, bem como os “esforços contínuos para melhorar o ambiente de negócios e o marco regulatório”, estimulando investimentos.
“Outrossim, têm surgido âncoras externas complementares, tendo em vista que no dia 5 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e a Argentina lançaram uma estrutura estratégica para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos vinculando explicitamente instrumentos de financiamento e demanda dos EUA ao RIGI da Argentina”, acrescentou o Banco Mundial.
Acrescenta, porém, que “riscos negativos permanecem significativos, especialmente diante das grandes necessidades de financiamento externo da Argentina em um contexto de reservas internacionais líquidas negativas e ainda limitado acesso aos mercados internacionais de dívida”.
O organismo internacional concluiu que, de modo geral, uma maior clareza em relação à âncora fiscal e à agenda de reformas contribuiu para ancorar as expectativas, melhorar as condições financeiras e promover a recuperação do consumo e do investimento privados” na Argentina.
Economia brasileira
No relatório sobre a América Latina, o Banco Mundial avalia que a queda dos juros no começo deste ano e os preços de “commodities” vantajosos “permanecem insuficientes para superar o entrave causado por tensões comerciais persistentes, incertezas em matéria de políticas, espaço fiscal limitado e demanda privada fraca” no Brasil.
“Nesse contexto, espera-se que o Brasil desacelere ainda mais em relação a 2025, à medida que as condições financeiras restritivas — com as taxas de juros permanecendo elevadas até o início de 2026— e o ambiente externo fraco pressionam o crédito, o investimento e o comércio. Consequentemente, uma melhora mais perceptível deverá ocorrer apenas se as condições monetárias se normalizarem e as pressões globais diminuírem”, diz o organismo internacional.
Nos últimos anos, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram elevados vários tributos mas, mesmo assim, o almejado superávit primário do governo (sem contar juros da dívida) ainda não foi alcançado por conta do aumento de gastos, principalmente com benefícios sociais – apesar da aprovação de uma nova regra para a contas públicas que previa trajetória positiva ao fim do mandato.
Analistas avaliam que o aumento de despesas no governo Lula contribuiu para pressionar a inflação no Brasil, obrigando o Banco Central a elevar a taxa básica de juros em um primeiro momento, e impedindo um corte mais rápido posteriormente — com o objetivo justamente de conter a expansão econômica (e a inflação, por tabela).
O Banco Mundial diz, ainda, que entre as grandes economias sul-americanas, a demanda doméstica vem enfraquecendo nos países em que as condições monetárias permanecem restritivas (juros altos) e o espaço fiscal é limitado — “principalmente no Brasil, onde taxas reais elevadas continuam a restringir o crédito, o investimento e os gastos discricionários [despesas livres do governo]”.
O organismo internacional analisa, também, que a inadimplência de crédito vem aumentando gradualmente, refletindo os efeitos defasados das elevadas taxas reais de juros e das condições mais fracas para tomadores mais vulneráveis. “Ainda assim, os níveis de inadimplência permanecem moderados em termos históricos”, acrescenta.
O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população. A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%.
Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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