Economia
Empresa de sites Wix anuncia demissão de mil funcionários e cita avanço da inteligência artificial
Escritório da empresa de design de sites Wix.com em Tel Aviv, Israel
REUTERS/Baz Ratner
A empresa israelense de design de sites Wix.com anunciou nesta quinta-feira (28) a demissão de 20% dos funcionários, o equivalente a cerca de mil pessoas. A informação foi divulgada pelo CEO da companhia, Avishai Abrahami, em publicação na rede social X.
Segundo o executivo, a decisão foi motivada principalmente pela valorização do shekel, moeda de Israel, frente ao dólar, além do avanço acelerado da inteligência artificial (IA).
🔎 Nos últimos 12 meses, o shekel subiu quase 30% em relação à moeda americana e atingiu o maior nível em 33 anos, segundo informações da Reuters. Como a maior parte dos funcionários da Wix está em Israel e recebe em shekel, enquanto grande parte da receita da companhia vem em dólar, a empresa passou a enfrentar maior pressão sobre os custos.
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“Isso cria uma pressão estrutural sobre nossa capacidade de operar na escala atual”, explicou Abrahami em mensagem enviada aos funcionários.
O CEO também afirmou que a rápida evolução da inteligência artificial está mudando a forma como empresas são construídas e administradas, exigindo estruturas mais enxutas.
“Estamos testemunhando a mudança mais significativa na forma como empresas são construídas desde a invenção das linguagens modernas de programação nos anos 1970”, disse. “Companhias que abraçarem essa mudança não apenas construirão mais rápido, mas criarão coisas que a geração anterior literalmente não poderia imaginar.”
Segundo Abrahami, a Wix precisará se tornar “mais rápida, enxuta e menos hierárquica”, com menos níveis entre a liderança e os funcionários.
“Menos camadas significam decisões mais rápidas, responsabilidades mais claras e menos distância entre quem define a direção da empresa e quem constrói os produtos”, afirmou. “Mas isso também significa um número menor de pessoas.”
Em outro trecho da mensagem, o executivo classificou a decisão como “uma das mais difíceis” que já tomou. Ele também agradeceu aos funcionários afetados pelos cortes e afirmou que a empresa tentará conduzir o processo “com sensibilidade, respeito e cuidado”.
No fim do primeiro trimestre, a Wix tinha 5.277 funcionários. As ações da empresa, listadas na Nasdaq, acumulam queda de quase 50% em 2026.
A associação de fabricantes de Israel afirmou que as demissões também refletem a falta de medidas do governo e do banco central para conter a valorização do shekel.
“A reação da economia à queda do dólar é mais rápida e severa do que imaginávamos”, disse a entidade em comunicado, segundo a Reuters.
Apesar dos cortes, o CEO afirmou que a mudança é necessária para manter a competitividade da companhia no longo prazo.
“Estamos escolhendo competir”, disse. “É uma mudança dolorosa, mas acredito sinceramente que não temos outra escolha — precisamos evoluir.”
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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