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Política

Empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp diz que vai monitorar conteúdo sobre eleições

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Segundo a Meta, objetivo é combater fake news; ‘centro de monitoramento’ será feito no Brasil e nos EUA. Empresa firmou parceria com TSE para atuar contra conteúdo falso. A empresa Meta, que controla as redes sociais Facebook, WhatsApp e Instagram, informou nesta quinta-feira (12) em Brasília que criará um “centro” para monitorar o conteúdo publicado por usuários sobre as eleições deste ano.
Segundo a Meta, a medida faz parte de uma série de ações que buscam combater fake news nas redes sociais.
As ferramentas têm sido desenvolvidas a partir de uma parceria firmada em fevereiro com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fachin diz que quem trata da eleição são as ‘forças desarmadas’;
Brasil ganhou 2 milhões de eleitores entre 16 e 18 anos;
Barroso: redes sociais cooperam contra fake news.
Segundo a Meta, o “centro de monitoramento” será feito por funcionários da empresa no Brasil e nos Estados Unidos. O modelo já foi testado no Brasil durante as eleições de 2018 e de 2020.
Ainda conforme a meta, o centro agirá diante de denúncias de possíveis violações às regras das plataformas.
“A integridade das eleições é uma prioridade da Meta. Queremos garantir uma resposta rápida da empresa a qualquer momento emergencial que possa vir a acontecer”, afirmou a gerente de Programas de Resposta Estratégica da Meta América Latina, Debs Delbart.
O centro, informou a empresa, será formado por especialistas que deverão monitorar, em tempo real, comportamentos de usuários e publicações que representem eventual interferência nas eleições.
>> Veja no vídeo abaixo como usar o WhastApp para tirar dúvidas sobre eleições e fake news:
Como usar o WhatsApp para tirar dúvidas sobre eleições e fake news
Comportamentos ‘inautênticos’
Ainda durante o anúncio desta quinta-feira, a Meta informou que o foco do centro de monitoramento será combater “comportamentos inautênticos coordenados”, isto é, páginas e perfis que escondem a verdadeira identidade dos criadores e, de maneira deliberada, tentam manipular o debate público.
Um outro exemplo de atuação do grupo, de acordo com a gerente de Políticas Públicas da Meta Brasil, Monica Guise, será a remoção “célere” de conteúdos que provoquem “supressão de votos”.
Segundo ela, por exemplo, será monitorada a ação de usuários que publicam panfletos de candidatos com números diferentes dos reais ou até mesmo com a data da eleição alterada.
Somente no primeiro turno de 2020, informou a Meta, 140 mil publicações assim foram removidas.
Violência
Debs Delbart e Monica Guise disseram, ainda, que a Meta irá remover comportamentos que levem à violência durante as eleições.
Nos Estados Unidos, em janeiro de 2021, apoiadores de Donald Trump invadiram a sede do Congresso em protesto à vitória de Joe Biden. Na ocasião, cinco pessoas morreram na confusão.
“Um cenário de violência é algo que podemos e vamos monitorar dentro do centro de operações. Estaremos atentos a qualquer momento. Sempre que um conteúdo tiver um potencial de gerar danos na vida real, na vida offline, fora da plataforma, uma vez identificado, ele será removido”, disse Mônica
“A gente aprendeu com eventos passados para aprimorar as nossas respostas”, acrescentou Debs Delbart.
Instagram e Facebook
Outras ações da empresa já têm sido adotadas e devem ser aprimoradas até outubro deste ano. No Instagram e no Facebook, a Meta afirma que adotará:
canal de denúncias de publicações, que poderão ser excluídas após análise da Meta;
treinamentos para autoridades eleitorais — regional e nacionalmente – e outros parceiros;
rótulo em publicações que falam sobre as eleições, direcionando as pessoas ao site oficial da Justiça Eleitoral;
lembretes sobre datas importantes do calendário eleitoral.
Também entrará em vigor a política de transparência de anúncios eleitorais, já aplicada desde 2018 e que define que toda publicidade política deve exibir um aviso de que se trata de anúncio.
WhatsApp
Segundo o chefe da área de Políticas Públicas do WhatsApp, Dario Durigan, a plataforma quer privilegiar “mensagens originais”.
Desde 2018, a plataforma tem adotado medidas que reduziram o alcance de mensagens encaminhadas.
O combate aos disparos em massa, segundo Durigan, será automatizado, com ferramentas que vão identificar um uso automatizado do perfil. Durigan afirma que 75% das contas classificadas dessa forma são excluídas automaticamente.
Dario Durigan afirmou também que a plataforma planeja criar treinamentos e eventos com as autoridades eleitorais. Ele disse que pretende falar com os partidos e políticos e com as campanhas presidenciais.
Rótulo de informação falsa
Conforme a Meta, as publicações poderão receber um rótulo de informação falsa. Isso, segundo Mônica Guise, deve contribuir para a redução do alcance da publicação.
Ainda de acordo com Monica, a Meta não fará moderação de discursos de candidatos.
“É o discurso mais escrutinizado. A gente acha que é importante o eleitor saber o que o seu candidato pensa”, afirmou.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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