Economia
Empresas envolvidas em golpe a jogadores do Palmeiras não tinham permissão para investir em criptomoedas
Reportagem do g1 checou os registros de órgãos reguladores do mercado financeiro e não encontrou autorizações necessárias; veja como conferir. Gustavo Scarpa avisou Willian Bigode de que iria registrar queixa na polícia sobre a empresa do atacante
TV Globo/Reprodução
Envolvida no golpe contra jogadores do Palmeiras, a empresa WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, que tem entre os sócios o atacante Willian Bigode, não está registrada em nenhum órgão regulatório do mercado financeiro.
O Fantástico deste domingo trouxe detalhes do caso, em que o meia Gustavo Scarpa aplicou R$ 6 milhões em um esquema de criptomoedas, após indicação de Bigode. Por meio de investimento na WLJC, a promessa era de rentabilidade assegurada de até 5% ao mês, algo impossível no mercado financeiro tradicional.
O g1 consultou os sistemas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e do Banco Central, e não encontrou autorização de atuação para a WLJC. Assim, a empresa não poderia operar com a venda de criptomoedas.
A Xland, empresa do Acre e parceira responsável pelos investimentos da WJLC, também não tinha a autorização de nenhuma instituição para o funcionamento.
Mensagens de texto e de áudio revelam detalhes do golpe sofrido por Gustavo Scarpa
Saiba como verificar
O g1 consultou os sistemas do BC, da CVM e da Anbima com o CNPJ da WLJC Consultoria e Gestão Empresarial e da Xland em mãos. Os links estão abaixo.
Banco Central
Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)
A reportagem procurou os órgãos para orientar investidores a checar empresas em que tenham o interesse de investir antes de realizar a aplicação.
A CVM diz que apenas instituições e pessoas autorizadas podem oferecer operações de forma profissional no mercado de valores mobiliários. “O investidor pode verificar se tal instituição ou pessoa possui autorização para atuar como participante do mercado de valores mobiliários por meio do site da CVM”, diz o órgão.
A resposta de BC e Anbima serão incluídas assim que forem encaminhadas.
Lei contra golpes com criptomoedas
Desde o fim de 2022, empresas que prestam serviços de compra e venda de ativos virtuais só podem funcionar no país mediante autorização prévia de órgão ou entidade da administração pública federal.
Para empresas que estejam em atividade, o órgão responsável pela regulação estabelecerá condições e prazos, não inferiores a seis meses, para a adequação às regras. Ainda não foi definido qual será o órgão — a expectativa do mercado é que seja a CVM ou o Banco Central. Portanto, o g1 entrou em contato com as principais instituições do país para saber se as duas companhias envolvidas no caso estavam reguladas.
Além disso, a lei acrescenta ao Código Penal um dispositivo que tipifica um novo tipo de estelionato para casos parecidos com o golpe aos jogadores do Palmeiras.
Será enquadrado no crime de fraude com a utilização de ativos virtuais quem organizar, gerir, ofertar ou distribuir carteiras ou intermediar operações envolvendo criptomoedas para obter vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro. A pena é de reclusão de quatro a oito anos, e multa.
A lei define ativo virtual como a representação digital de valor que pode ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e utilizada para realização de pagamentos ou com propósito de investimento.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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