Connect with us

Economia

EMS acerta compra da Medley, marca de remédios genéricos da Sanofi

Published

on

Marca de genéricos Medley
Divulgação
O Grupo EMS firmou um acordo com a farmacêutica francesa Sanofi para comprar 100% da Medley, uma das principais marcas de medicamentos genéricos do Brasil, informaram as empresas nesta sexta-feira (6).
🔎Segundo as companhias, a operação pretende combinar a presença da Medley no mercado brasileiro de genéricos com a capacidade industrial e produtiva do grupo brasileiro. O valor da transação não foi divulgado.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Fundada em 1996, a Medley é uma das principais marcas de genéricos do país e ganhou espaço ao longo dos anos com medicamentos de menor custo. Em 2009, a empresa foi comprada pela farmacêutica francesa Sanofi por cerca de R$ 1,5 bilhão.
Veja os vídeos em alta no g1
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O negócio ocorreu após uma disputa que mobilizou diversos laboratórios interessados no ativo. Além da EMS, empresas como Sun Pharma, Hypera, Biolab e Aché também apresentaram propostas pela Medley.
Com fábrica em Campinas (SP), a empresa produz comprimidos, cápsulas, drágeas, líquidos, pomadas, cremes e suspensões. Ao todo, a emprega cerca de 1.800 pessoas.
Para a EMS, a aquisição deve ampliar o portfólio de medicamentos e reforçar a presença da companhia no segmento de genéricos, considerado um dos pilares de crescimento do grupo. A companhia atualmente lidera o ranking da indústria farmacêutica no Brasil em vendas para no varejo, à frente de empresas como Eurofarma, Hypera Pharma e Sanofi.
“A empresa construiu uma marca muito sólida e respeitada no mercado brasileiro e possui medicamentos importantes. Esta aquisição é relevante para o povo brasileiro e para a indústria nacional”, afirmou Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do Grupo EMS.
“Nossos planos são, por meio da Medley, continuar dando acesso a medicamentos de qualidade a toda a população brasileira, manter sempre as operações separadas e garantir a cadeia de abastecimento da saúde.”
Para a Sanofi, a venda faz parte da estratégia de concentrar investimentos em medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas. A empresa informou que pretende direcionar recursos para áreas com maior potencial de impacto em tratamentos ainda pouco atendidos.
Durante o processo de aprovação da operação, a Medley continuará sendo administrada pela Sanofi, mantendo suas atividades normalmente, segundo as empresas.
A conclusão do negócio ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições regulatórias.
💊 Medicamentos genéricos são remédios que têm o mesmo princípio ativo, dose e eficácia que o medicamento de marca, mas são vendidos sem marca e por preço mais baixo. No Brasil, eles são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e são identificados pela tarja amarela com a letra “G” na embalagem.
Em 2025, o segmento de genéricos movimentou R$ 23 bilhões, alta de 13,4% em relação a 2024, e responde por cerca de 40% do mercado de medicamentos, segundo a PróGenéricos.
Hoje, 75% dos medicamentos mais prescritos no país são genéricos, presentes também em 85% dos itens do Programa Farmácia Popular, programa do Governo Federal de acesso gratuito a medicamentos.
Com sede em Hortolândia (SP), o Grupo EMS atua há mais de 60 anos no setor farmacêutico e tem cerca de 12 mil funcionários no Brasil.
A empresa integra o Grupo NC, conglomerado brasileiro controlado por Carlos Sanchez, que também reúne farmacêuticas como Germed, Novamed e Nova Química, além de atuar em biotecnologia e em investimentos em outros setores.
Tentativa de compra da Hypera
Dependências da farmacêutica EMS, em Hortolândia (SP)
William de Freitas
Em 2024, a EMS fez uma proposta para comprar até 20% das ações da Hypera, uma das maiores farmacêuticas do país e concorrente da companhia. A ideia era unir as operações das duas companhias e criar o maior grupo farmacêutico do Brasil.
A oferta previa pagar R$ 30 por ação, com prêmio em relação ao preço de mercado, e sugeria que a empresa resultante fosse listada no Novo Mercado da B3. O conselho da Hypera rejeitou a oferta.
As duas empresas também disputaram a compra das marcas Buscopan e Buscofem, que pertenciam ao portfólio da farmacêutica Boehringer Ingelheim. Na ocasião, a Hypera Pharma acabou vencendo a disputa contra a EMS, que também demonstrava forte interesse no negócio.
Já em 2025, a EMS entrou em um novo mercado ao lançar no Brasil suas canetas injetáveis para tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, com os medicamentos Olire e Lirux, à base de liraglutida.
A empresa se tornou a primeira fabricante totalmente brasileira a produzir análogos de GLP-1, classe de medicamentos usada no tratamento dessas doenças.
Os produtos chegaram às farmácias com preços a partir de cerca de R$ 307, com a estratégia de competir com marcas internacionais oferecendo valores mais baixos.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados