Política
Encontro com Ibaneis, relações políticas e falta de dinheiro no Master: o que Vorcaro disse à PF
Ibaneis Rocha, MDB, admitiu que esteve com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master pro BRB
Em depoimento à Polícia Federal (PF) no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro falou sobre a crise que culminou na liquidação do Master, em novembro, e disse que teve encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para discutir a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
Ibaneis confirmou as reuniões com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master ao BRB: “Entrei mudo e saí calado”. O negócio foi vetado pelo Banco Central (BC) em setembro.
A colunista Andréia Sadi, do g1, teve acesso à transcrição do depoimento, ocorrido em 30 de dezembro.
As falas de Vorcaro revelam a proximidade do banqueiro com figuras do poder e o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como base para os negócios do Master.
O BC determinou a liquidação extrajudicial do Master por falta de liquidez e indícios de fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB no valor de R$ 12,2 bilhões.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Banco Master
FGC como modelo de negócio
Segundo informações que constam da transcrição, feita com ajuda de inteligência artificial, Vorcaro afirmou que a instituição teve problemas de falta de dinheiro e usava a solidez do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para fechar negócios.
O dono do Master afirmou que o banco atravessava uma crise de liquidez. Isso acontece quando uma pessoa, empresa ou banco não consegue honrar compromissos ou pagar dívidas.
O banqueiro afirmou à PF que, apesar das dificuldades, o Master cumpriu com todos os compromissos até 17 de novembro. A liquidação ocorreu um dia depois.
Segundo Vorcaro, os problemas foram provocados por mudanças em regras sobre o FGC. O dono do Master sugeriu que houve pressão de outros bancos, e não detalhou que mudanças seriam essas.
❗FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Créditos. É uma espécie de “SOS” mantido com os recursos dos próprios bancos, que protege clientes em casos de intervenção ou quebra de uma instituição financeira. Em 30 anos, já foram 40 casos. O pagamento aos investidores do Banco Master deverá ser o maior da história do órgão: R$ 41 bilhões, divididos entre quem tinha aplicações de até R$ 250 mil.
Quando decretou a liquidação do Master, o BC apontou exatamente a falta de liquidez do banco, além de graves violações às normas do sistema financeiro.
Segundo Vorcaro, o plano de negócio do Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado, porque essa era a regra do jogo.
Ele disse que essas mudanças forçaram o Master a buscar outros meios de captar dinheiro no mercado. E que a partir daí o banco passou a ser alvo de uma campanha para destruir sua reputação.
Encontros com Ibaneis
Vorcaro confirmou ter mantido uma série de encontros com Ibaneis Rocha entre 2024 e 2025. Segundo o banqueiro, as reuniões ocorreram tanto em sua residência quanto na casa do governador, em Brasília.
O executivo afirmou que conversou com Ibaneis sobre a proposta de venda do Banco Master ao BRB, controlado pelo governo do DF.
O governador negou ter tratado disso. “Em momento algum, nas quatro vezes que o encontrei, tratei de assuntos relacionados ao BRB/Master”, disse.
Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar parte do Master, em uma operação com apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas posteriormente barrada pelo Banco Central.
O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025, e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Mais de R$ 12 bilhões foram usados para comprar carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e se provaram sem lastro.
Relações políticas de Vorcaro
No depoimento, Vorcaro foi questionado sobre contatos com ministros, parlamentares, secretários de Estado ou dirigentes de órgãos públicos para tratar da venda do Master ao BRB e confirmou apenas os encontros com Ibaneis e autoridades do Banco Central.
Vorcaro afirmou que não era capaz de citar os nomes de quem frequentava sua residência.
O banqueiro chegou a declarar que, se tivesse tantas relações políticas quanto é sugerido por especulações, não estaria atualmente cumprindo prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, em referência às medidas cautelares impostas pela Justiça.
Ele disse que o BC acompanhou todo o processo de negociação sobre a venda ao BRB e negou que tenha tido ajuda de políticos.
Prisão no aeroporto
Sobre sua prisão no Aeroporto de Guarulhos (SP) na noite de 17 de novembro, o banqueiro disse que foi pego de supresa, negou que estivesse fugindo e disse que avisou o Banco Central sobre a viagem. Ele afirmou que já havia ido a Dubai recentemente para discutir a venda do Master ao grupo Fictor, em um negócio com a participação de investidores dos Emirados Árabes. Vorcaro afirmou que, nem nos seus piores pesadelos, imaginava ser preso. Ele ficou 12 dias na cadeia e agora está em prisão domiciliar.
Acareação com ex-presidente do BRB
Na acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Bezerra, ex-presidente do BRB, realizada no mesmo dia após o depoimento, o dono do Master disse que a instituição não desembolsou nenhum real para adquirir uma carteira de créditos da empresa Tirreno, avaliada em R$ 6 bilhões.
A delegada questionou a transação, e Vorcaro afirmou que o valor ficou em uma conta reserva e que se tratava de um registro contábil, sem saída efetiva de dinheiro do caixa do banco. Após insistência da investigadora, Vorcaro disse que não realizou o pagamento.
A transcrição do que foi dito na acareação foi obtida pela colunista Julia Duailibi, do g1.
Vorcaro voltou a afirmar que o banco vivia uma crise de liquidez até 17 de novembro e disse que, após essa data, os problemas aumentaram em razão da liquidação do banco, decretada no dia seguinte.
Na mesma acareação, o presidente do BRB, ao ser questionado sobre por que não exerceu o direito de sacar os valores devidos pela Tirreno diante dos problemas, falou que sabia que o dinheiro não existia fisicamente.
Ele afirmou que os valores não existiam e que ele poderia causar uma quebra em sequência da Tirreno e do Banco Master.
A declaração sugere que o BRB manteve a operação para evitar a falência do parceiro, mesmo ciente dos graves problemas financeiros.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


