Política
Endividamento das famílias: o que dizem pré-candidatos à Presidência
Enquanto os planos de governo não são apresentados, g1 levanta as declarações dos presidenciáveis sobre temas relevantes aos brasileiros. Endividamento das famílias: o que os pré candidatos à Presidência já disseram sobre o tema
Sete em cada 10 famílias brasileiras têm alguma dívida em aberto, segundo o último levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Fala, candidato #01: Alta no preço dos combustíveis
Fala, candidato #02: Inflação dos alimentos
O g1 reuniu as declarações dos presidenciáveis sobre o assunto. Leia o que os pré-candidatos pensam sobre o endividamento das famílias:
Lula (PT)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta (12) de encontro com sindicalistas em SP
Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Lula citou o tema no lançamento de sua pré-candidatura, mas não detalhou até aqui como vai reduzir endividamento das famílias.
“Viver ficou muito mais caro. Neste primeiro trimestre de 2022, a renda familiar dos brasileiros desabou para o menor nível dos últimos dez anos. O resultado é que 77,7% das famílias estão endividadas. E o mais triste é que grande parte dessas famílias estão se endividando não para pagar a viagem de férias com os filhos, ou a reforma da casa própria, ou a compra de uma televisão ou de uma geladeira. Elas estão se endividando para comer. Ou seja: o Brasil voltou a um passado sombrio que havíamos superado”, disse, no lançamento da pré-candidatura, em 7 de maio.
Jair Bolsonaro (PL)
O presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto em 4 de maio de 2022
Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro (PL) considera o Auxílio Brasil uma política que contribui para amenizar o endividamento das famílias. Segundo ele, o fato do programa social manter o pagamento para pessoas que busquem emprego funciona como uma forma de os brasileiros conseguirem renda extra para pagar dívidas. Bolsonaro não também apresentou até aqui um plano direcionado exclusivamente para diminuir o endividamento.
“A concessão do novo auxílio, chamado Auxílio Brasil. O Bolsa Família pagava em média R$ 900… Em média, R$ 190. O novo auxílio passou a pagar, no mínimo, R$ 400. Tem muita família que ganha o dobro disso. É uma ajuda do governo federal aos mais necessitados e a grande mudança no Auxílio Brasil em relação ao Bolsa Família: quem for trabalhar não perde o Auxílio Brasil”, afirmou, em 5 de maio, durante entrega de obra hídrica na Paraíba.
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Ciro Gomes (PDT)
Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT
Vinicius do Prado/Agência F8/Estadão Conteúdo
Ciro Gomes (PDT) tem defendido um plano — apresentado na campanha presidencial de 2018 — que prevê que o governo faça uma espécie de empréstimo para que as famílias saiam do endividamento.
A proposta visa a negociar com bancos para que os juros de dívidas ativam sejam diminuídos.
“Então, veja: salário em depressão, o consumo das famílias vem da renda. A informalidade hoje está impondo ao povo brasileiro uma depressão na renda sem precedente e o consumo das famílias vem do crédito. Emprego e renda vêm depois que cresce. Portanto, onde eu posso fazer uma coisa para começar a inverter a lógica é no crédito colapsado das famílias. 78 de cem famílias brasileiras estão superendividadas. Isso é recorde. E como o povo brasileiro é honesto, você tem que entender por que que 65 milhões dos brasileiros estão inadimplentes, com o nome sujo no SPC. Portanto, banidos do crédito. Então, o que que eu vou fazer: vir em socorro das famílias brasileiras com o Banco do Brasil e Caixa Econômica, vou promover um leilão reverso: todos os grandes credores vão ser chamados para um leilão reverso. Quem der o maior desconto, o governo chama primeiro para negociar e pagar. Como vai pagar? Emprestar para família brasileira, só que eu vou trocar juros de 350%, que é um assalto a mão desarmada […] então eu tiro Banco do Brasil e Caixa Econômica e vou rivalizar, em bases profissionais, só que eu vou trocar os juros de 300% por um juros de 15%, que é uma exorbitância, remunera muito bem o banco, mas vai permitir à família brasileira tirar o nome do SPC”, disse, em entrevista à TV Bandeirantes, no dia 8 de maio.
João Doria (PSDB)
O governador João Doria (PSDB) em evento nesta quinta-feira (31) em São Paulo.
Reprodução/TV Globo
Para João Doria (PSDB), a forma de resolver a questão é “garantir renda e previsibilidade” para as famílias, sem interferir no setor privado.
“O governo estimulou artificialmente a economia e a fatura chegou. As pessoas confiaram e se endividaram muito, e agora sofrem com inflação alta e juros mais altos ainda. O resultado é a inadimplência subindo. O que o governo pode fazer é garantir renda e previsibilidade para essas pessoas, mas não pode intervir no setor privado”, afirmou o tucano, ao g1, em posicionamento enviado por sua assessoria de imprensa em 19 de maio.
André Janones (Avante)
André Janones, pré-candidato ao Planalto pelo Avante
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
André Janones (Avante) diz que seu governo atacaria a inflação e criaria um programa de renda mínima para que as famílias endividadas consigam colocar as contas em dia.
“O endividamento das famílias é um drama que atinge quase 80% dos lares brasileiros. É importante ressaltar que a situação é resultado de um desgoverno que não tem qualquer empatia com as necessidades do povo brasileiro e um ministro que insiste em culpar os pobres pelos enormes problemas do país. Não existe solução mágica. Há, primeiro, que se enxergar que a realidade do Brasil é cuidar dos que mais precisam e não oferecer condições especiais a amigos empresários do governo. O que precisamos fazer? Mudar essa lógica. Oferecer estabilidade política para controlar a inflação, programa de renda mínima para melhorar as condições dos que passam fome, um plano real para criação de empregos e renda, e normas claras que regulem a cobrança de juros estratosféricos no sistema bancário”, disse ao g1, em posicionamento enviado por sua assessoria de imprensa, em 19 de maio.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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