Política
Entenda como acampamentos golpistas montados depois da eleição resultaram em atos de violência e terrorismo em Brasília
Bolsonaristas que defendem pautas antidemocráticas se concentram em frente a quartéis após a vitória de Lula (PT). Quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em atos de vandalismo em Brasília. Operação prende suspeitos de tentar invadir a sede da Polícia Federal, em Brasília, no último dia 12
Desde a vitória de Lula (PT) nas eleições presidenciais deste ano, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas, estão concentrados em frente a quartéis do Exército defendendo pautas antidemocráticas. Em Brasília, a concentração acontece em um acampamento golpista montado em frente ao Quartel-General do Exército, no Setor Militar Urbano.
De acordo com as autoridades, o “QG bolsonarista” de Brasília tem ligação com dois atos violentos: a noite de vandalismo na capital, em 12 de dezembro, e a instalação de um artefato explosivo que foi encontrado perto do Aeroporto de Brasília, no último dia 24.
Nesta reportagem você vai saber mais sobre:
Os acampamentos golpistas
Noite de vandalismo em Brasília
Explosivo próximo ao aeroporto
Os suspeitos e a operação da polícia
Como está o acampamento agora?
Para navegar na reportagem, basta descer a página ou clicar em um dos tópicos acima.
1. Acampamentos golpistas
Entenda a seguir como os acampamentos golpistas surgiram pelo país:
Lula venceu a eleição no dia 30 de outubro, no segundo turno. De acordo com o TSE, ele recebeu mais de 60 milhões de votos (50,9% dos válidos), enquanto Bolsonaro teve 58 milhões de votos (49,1% dos válidos);
Insatisfeitos com a derrota de Bolsonaro nas urnas, bolsonaristas em todo o país passaram a ocupar a frente de quartéis com reivindicações golpistas;
Em Brasília, o movimento ficou concentrado em frente ao Quartel-General do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU);
Em alguns momentos, o acampamento chegou a atrapalhar o trânsito;
Alguns donos das barracas – algumas delas com 100 m² – chegaram a cobrar aluguel a preços acima de R$ 1 mil por dia, como relatado no blog da Andréia Sadi no g1;
Bolsonaro passou em frente ao local de moto;
Em diversos momentos, os bolsonaristas questionaram os resultados das eleições. Apesar disso, a vitória de Lula foi reconhecida pelo Ministério da Defesa, que entregou relatório sobre o sistema eleitoral sem apontar fraude ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Acampamento bolsonarista no Quartel-General do Exército em Brasília
TV Globo/Reprodução
2. Noite de vandalismo em Brasília
Apoiadores radicais de Bolsonaro deflagraram uma série de atos de vandalismo em Brasília na noite do dia 12 de dezembro. À época, ninguém foi preso.
De acordo com os bombeiros, os bolsonaristas:
depredaram e incendiaram oito veículos;
espalharam botijões de gás pelas ruas;
tentaram invadir a sede da Polícia Federal;
atacaram a 5ª Delegacia de Polícia, que fica na Asa Norte.
Ainda durante a ação:
Um shopping precisou ser fechado;
A Polícia Militar usou bombas de efeito moral e balas de borracha.
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Veículos incendiados e ataque a delegacia: como foram os atos de bolsonaristas radicais
3. Explosivo próximo ao aeroporto
Veja abaixo o que se sabe sobre o artefato explosivo que foi encontrado próximo ao Aeroporto de Brasília:
Na manhã de sábado (24), a Polícia Militar foi acionada por um caminhoneiro que percebeu um artefato estranho instalado no veículo, na via de acesso ao Aeroporto de Brasília;
O esquadrão de bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamado e confirmou que o artefato se tratava de um explosivo, que foi removido e detonado em um local seguro;
Durante a noite, o empresário bolsonarista identificado como George Washington de Oliveira Sousa foi preso suspeito de montar o artefato;
Ele, que é um dos frequentadores do acampamento golpista, foi autuado em flagrante por terrorismo;
Em depoimento aos policiais, George disse que o ato foi planejado por integrantes dos acampamentos que ocorrem em frente ao Quartel-General do Exército;
O bolsonarista afirmou ainda que a instalação da bomba tinha o objetivo de “dar início ao caos” e que pretendia alcançar a decretação de estado de sítio no país – quando há restrição de direitos e à atuação de Legislativo e Judiciário;
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que George chegou a fazer cursos de sniper para manusear armamentos de alta potência;
No apartamento onde o bolsonarista foi encontrado no sábado, os policiais acharam um arsenal com fuzil, espingardas, revólveres, munição e explosivos;
A Polícia Civil do DF acredita que George contou com a ajuda do bolsonarista Alan Diego dos Santos Rodrigues, que não foi encontrado pelos investigadores;
Segundo a polícia, assim como George, Alan frequenta o acampamento bolsonarista de Brasília.
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Bolsonarista preso após montar artefato explosivo perto do Aeroporto de Brasília
4. Os suspeitos e a operação da polícia
Nesta quinta-feira (29), a Polícia Federal e a Polícia Civil fizeram uma operação que envolve bolsonaristas radicais. Entenda a seguir a investigação e quem são os suspeitos:
A operação foi feita contra suspeitos de participarem de atos de vandalismo em Brasília e tentativa de golpe de Estado;
No total, 40 pessoas foram identificadas, e 11 delas foram alvo de mandados de prisão;
Até quinta-feira, quatro pessoas tinham sido presas em Rondônia, Rio de Janeiro e Distrito Federal;
Os presos são: Klio Damião Hirano, Atilla Mello, Joel Pires Santana e Samuel Barbosa Cavalcante. Sete pessoas são consideradas foragidas;
Um dos suspeitos, que estava em um hotel de Brasília, não foi encontrado pelos policiais e é um dos foragidos. O nome dele não foi divulgado;
A Polícia Federal afirmou que entre os alvos, estão bolsonaristas que frequentavam os atos no Quartel-General do Exército em Brasília;
Os crimes investigados são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
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Bolsonaristas foram presos em operação policial
Juan Silva/g1
5. Como está o acampamento agora?
O acampamento instalado em Brasília está com menos pessoas, mais ainda ativo;
O movimento de bolsonaristas aumenta principalmente aos fins de semana;
Nesta terça (27), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que o general Dutra, Comandante Militar do Planalto, se comprometeu a agilizar a desmobilização do acampamento golpista;
Já nesta quinta-feira, o Exército emitiu uma nota afirmando que resolveu adiar a operação para desmobilizar o acampamento;
De acordo com o Exército, a razão do adiamento foi preservar a segurança dos envolvidos.
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VÍDEOS: tudo sobre política
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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