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Política

Entenda como o fator Hugo Motta mexeu com as eleições pela presidência da Câmara

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Marcos Pereira abriu mão da disputa em favor do colega de partido e embaralhou a corrida pela cadeira de Arthur Lira, que tenta construir uma sucessão sem sobressaltos. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi alçado nesta semana ao centro das negociações pela sucessão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Lula deu aval para Hugo Motta concorrer na Câmara, diz deputado Marcos Pereira
Correndo por fora na disputa pelo comando da Casa desde o último ano, a entrada de Motta bagunçou um cenário há muito já estabelecido e deflagrou uma operação de Lira para construir uma candidatura de consenso à presidência da Câmara .
Nos últimos meses, três pré-candidatos — Marcos Pereira (Republicanos-SP), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Antonio Brito (PSD-BA) — se colocaram como postulantes à sucessão de Lira.
Elmar era o mais cotado e visto pelos pares como o favorito para receber o apoio formal do atual presidente da Câmara na disputa pelo comando da Casa em 2025. Lira chegou a sinalizar a aliados que o escolhido seria, de fato, Elmar e que o anúncio ocorreria até o fim de agosto.
Montagem com deputados Antonio Brito (PSD-BA), Elmar Nascimento (União-BA) e Marcos Pereira (Republicanos-SP).
Montagem com fotos de Bruno Spada/Câmara dos Deputados, e Reprodução Globo News
O presidente da Câmara tentou, ao longo das últimas semanas, construir consenso e converter os nomes em uma candidatura única. Sem sucesso, Lira adiou o anúncio de seu escolhido e seguiu com as negociações.
O deputado alagoano se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em meio a conversas com líderes partidários e pré-candidatos, Lira recebeu, na terça (2), o anúncio de que Marcos Pereira deixaria a corrida ao comando da Câmara.
No lugar, Pereira indicou o líder do Republicanos na Casa, Hugo Motta. Marcos Pereira afirma ter deixado a disputa depois de não ter conseguido unificar apoio em torno de seu nome. Ele atribuiu o fato a um recuo de Brito, que havia se comprometido a apoiá-lo.
À procura de consenso
A mudança de cenário alterou a rota do presidente da Câmara, que deu início a uma nova rodada de negociações a fim de construir uma candidatura única. As tratativas passam por uma tentativa de consenso.
Lira já indicou que deseja eleger o seu sucessor em uma eleição sem sustos, sem divisões, com um bom número de votos.
Ele tenta reeditar a disputa de 2023, quando foi reeleito com apoio do PT ao PL. Por trás desses movimentos, dizem parlamentares, o deputado quer também demonstrar sua força e manter sua relevância depois de deixar o cargo.
Arthur Lira durante sessão na Câmara
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Motta desponta, na avaliação de alguns parlamentares, como o favorito para assumir o posto de indicado de Arthur Lira.
Nos bastidores, ele já era mencionado como um nome viável para os planos de Lira: uma candidatura única, de consenso, com potencial de reunir grande quantidade de votos em diferentes partidos — o que aliados de Lira já diziam não ver em Elmar Nascimento.
Disputa na Câmara: os fatores que levaram à desistência de Pereira e ao fortalecimento de Motta
Os sinais de que Lira caminha para apoiar oficialmente Hugo Motta levaram a reações nos dois principais blocos partidários da Casa, que reúnem 308 deputados de partidos do chamado Centrão.
Segundo o blog da Ana Flor no g1, o União Brasil e o PSD devem se aliar para lançar uma candidatura de contraponto a Lira.
O novo candidato
Hugo Motta já era mencionado como possível candidato nos bastidores da Câmara, mas esbarrava no desejo de Marcos Pereira em ser presidente.
Os deputados Marcos Pereira e Hugo Motta.
Bruno Spada e Zeca Ribeiro/Câmara
À imprensa, sempre que perguntado, Pereira dizia que não desistiria. Chegou a sinalizar que, se fosse eleito para o comando da Casa, Motta viraria presidente do Republicanos, cargo atualmente ocupado pelo deputado paulista.
Ao recuar da candidatura, Marcos Pereira disse que Hugo Motta terá mais capacidade de construir o consenso buscado por Arthur Lira.
O deputado paraibano terá o desafio de viabilizar a sua candidatura e reunir forças políticas divergentes. Ele é visto pelos pares como um deputado acessível e com boa circulação entre diferentes bancadas.
Exemplo disso foram conversas que ocorreram na quarta (4), horas após ter sido apresentado como candidato do Republicanos ao comando da Câmara, com Lula e com Bolsonaro — as maiores lideranças do PT e do PL, que juntos representam 160 deputados.
Nas reuniões, tratou de sua trajetória política. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que participou do encontro de Motta com Bolsonaro, disse que a reunião foi “maravilhosa”.
Membros do PL na Câmara, que soma 92 deputados, têm sinalizado que deverão votar no candidato escolhido por Bolsonaro.
“O PL apoiará o candidato do presidente Bolsonaro. Se for combinado com o Lira, fica melhor”, afirmou o vice-líder do partido, Giovani Cherini (PL-RS).
Quem é Hugo Motta?
Hugo Motta vem de uma família com herança política. Ele é filho do prefeito de Patos (PB), Nabor Wanderley, é neto do ex-deputado federal Edvaldo Motta e da ex-deputada estadual Francisca Motta.
Médico, ele foi eleito à Câmara em 2010, pelo MDB, aos 21 anos — idade mínima para exercer o mandato de deputado. Até 2015, esteve na base de sustentação dos governos Dilma Rousseff (PT).
Na gestão de Henrique Eduardo Alves, ganhou a presidência da Comissão de Fiscalização e Controle da Casa — o único colegiado permanente presidido por ele desde que se tornou deputado.
Mas foi no período em que Eduardo Cunha — à época no MDB — presidiu a Câmara que Motta foi alçado aos holofotes. Por indicação de Leonardo Picciani (então filiado do MDB), o deputado virou presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, criada em meio às investigações da Operação Lava Jato.
Deputado Hugo Motta presidindo a CPI da Petrobras, em 2015.
Antonio Augusto/Câmara dos Deputados
A CPI foi um dos pontos de desgaste político que levaram à derrocada de Dilma, cujo processo de impeachment foi admitido pela Casa em abril de 2016, com voto favorável de Hugo Motta.
Parlamentares da base de Lula dizem que a proximidade entre Cunha e Motta pode ser um problema, e relembram, por exemplo, que o deputado chegou a contratar a filha do ex-presidente da Câmara — hoje, deputada federal — Dani Cunha (União-RJ) para serviços de marketing político. À época, Motta disse à imprensa ter pagado do próprio bolso.
Eduardo Cunha afirma que Hugo Motta contratou os serviços de Dani Cunha, que era “muito eficiente”, como “outros deputados também contrataram”.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha nega que o deputado paraibano tenha feito parte de uma chamada “tropa de choque” de sua gestão.
Ele diz ter convivido com Motta como outros parlamentares e que indicações do deputado a cargos na Casa foram feitas por acordos normais de lideranças, sem a sua participação.
“Convivia com ele assim como convivia com Elmar, Marcos Pereira, Arthur Lira e muitos outros. Tinha boa relação com todos eles e nada de que era tropa de choque.Cada um segue a sua carreira e tem os seus posicionamentos — independente de mim”, afirma.
Hugo Motta ficou no MDB até 2018, seguindo na base do governo de Michel Temer. No ano seguinte, já estava no Republicanos e foi membro da base aliada de Jair Bolsonaro. Em 2020, foi relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do orçamento de guerra . No início do governo Lula, disse que seguiria a orientação do partido e seguiria independente.
Favorito inicial
A caminhada rumo à presidência da Câmara, muitas vezes, começa anos antes da votação em si – o deputado começa a se destacar, ocupando lideranças, presidindo comissões ou relatando projetos de grande interesse, por exemplo.
Elmar Nascimento, por exemplo, foi relator da PEC da Transição – texto votado no fim de 2022 para garantir o Bolsa Família de R$ 600 e ampliar o teto de gastos no início do governo Lula, antes mesmo da posse do presidente. Na época, Lira ainda nem tinha sido reeleito para o comando da Câmara.
Elmar Nascimento (União-BA) é candidato de Lira à Presidência da Câmara em 2025.
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Em meio às discussões da PEC, Elmar passou a figurar como um dos cotados para o Ministério do Desenvolvimento Regional do futuro governo.
A nomeação não se confirmou mas, como líder do União Brasil na Câmara, o deputado se tornou uma peça estratégica para o governo – o partido tem três ministérios, mas se diz independente e, com 59 parlamentares, tem uma das maiores bancadas da Casa.
Elmar é aliado de primeira hora de Arthur Lira, mas rival político, na Bahia, do atual ministro da Casa Civil e ex-governador do estado Rui Costa (PT).
Após Pereira anunciar a entrada de Motta na disputa, Elmar se reuniu com presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, em São Paulo.
Segundo o blog da Ana Flor, PSD e União Brasil selaram acordo para lançar nome contra Hugo Motta na Câmara.
Movimentações em 2024
O tema da sucessão de Lira ganhou mais força nas conversas internas da Câmara já em 2024, a menos de um ano da eleição. Em abril, houve “movimentações estratégicas”, por exemplo, na votação que manteve a prisão de Chiquinho Brazão (RJ), um dos supostos mandantes da execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) em 2018;
Elmar Nascimento votou pelo relaxamento da prisão – e sinalizou que faria isso como uma defesa das prerrogativas dos parlamentares, ou seja, em defesa da classe;
Marcos Pereira, atual vice-presidente da Câmara e então pré-candidato, se absteve da votação. Com isso, não precisou comprar briga com a esquerda – que era favorável à prisão – e nem com quem via abuso na prisão de Brazão.
Em junho, o cabo de guerra ultrapassou o debate na Câmara e gerou reações na sociedade. Isso, porque a sucessão de Lira foi apontada como um dos fatores para a decisão de pautar – e aprovar em tempo recorde – a urgência de um projeto que equipara o aborto após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio.
Congresso reage à aprovação da urgência de votação de projeto que equipara aborto após 22 semanas de gravidez ao crime de homicídio
A votação foi vista como um aceno de Lira à bancada conservadora na Casa, na tentativa de atrair votos para seu eventual candidato favorito à sucessão. O movimento ricocheteou, e Lira passou semanas sob questionamento público pela votação.
Perguntas e respostas
1) Por que Marcos Pereira desistiu?
Lira pediu que Pereira unificasse as candidaturas do seu bloco partidário, formado por MDB, PSD, Republicanos e Podemos. Além de Pereira, Antonio Brito (PSD-BA) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) tinham se colocado na disputa.
Segundo Pereira, havia um acordo para que os demais candidatos do bloco se retirassem e apoiassem ele. Isnaldo sinalizou nesse sentido, mas Brito não quis abrir mão, orientado por Gilberto Kassab, presidente do PSD.
A negativa de Brito e a possibilidade de fortalecimento da candidatura de Elmar Nascimento, que era o mais cotado para receber o apoio de Lira no cenário então colocado, fizeram com que Pereira se retirasse da disputa e anunciasse apoio a Motta.
Deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP).
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
2) O que Pereira ganha em abrir mão da disputa?
Nos bastidores, parlamentares afirmam que Pereira seria indicado para a próxima vaga que se abrirá no Tribunal de Contas da União (TCU), o que ele nega.
Para além de cargos, ao lançar Motta, Pereira contra-ataca Brito e Kassab – os responsáveis por sua saída da disputa – com uma candidatura competitiva e que tem capacidade de agregar tanto a base governista, quanto os deputados da ala bolsonarista.
Desde o início das articulações, parlamentares têm dito que o desejo de Lira era unificar os dois campos e procurava um nome que atendesse a Lula e Bolsonaro.
3) O que Lira ganhará se apoiar Motta e não Elmar?
Lira tenta construir uma vitória acachapante do nome que pretende apoiar como seu sucessor. Ele ainda não indicou quem será, mas, hoje, Motta desponta como o favorito por seu trânsito entre os parlamentares.
Elmar enfrenta resistência do Palácio do Planalto. Brito é tido como um nome mais próximo ao governo.
Um cacique do “Centrão” avaliou que, se Motta conseguir fugir do carimbo de governista, ele ganha as eleições com folga, o que é tudo que Lira pretende.
Para tanto, precisa convencer, principalmente o PL, de que não será candidato do governo. Incomodou integrantes do partido o fato de Marcos Pereira ter se reunido com Lula três vezes nas últimas semanas.
“Se o Hugo Motta ficar com o carimbo de candidato do Lula, ele perde. O PL jamais apoiaria um candidato a presidente da Câmara com o DNA do Lula”, afirmou o vice-presidente da Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
4) Por que a eleição importa?
A eleição para o comando da Câmara pode sinalizar os rumos que a Casa terá entre 2025 e 2026.
Cabe ao presidente da Câmara definir as propostas que serão colocadas em votação no plenário da Casa, o que pode ajudar ou atrapalhar os planos do governo.
Também é responsabilidade dele destravar pedidos de abertura de impeachment contra um presidente da República. Além disso, o comandante da Casa também ocupa o segundo lugar na linha de sucessão da Presidência da República.
5) Como é a eleição?
A eleição que definirá a nova Mesa Diretora da Câmara vai acontecer em fevereiro de 2025. Até lá, os candidatos devem reunir apoios e dissipar resistências ao seu nome em bancadas de diferentes partidos.
As regras da Casa estabelecem que, para ser eleito em 1º turno, um candidato precisa ter maioria absoluta dos votos (metade mais um), desde que 257 deputados tenham votado. Se isso não ocorrer, haverá um 2º turno entre os dois mais votados, e o eleito será o que reunir mais votos.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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