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Política

Entidades repudiam ameaças a senadores contrários a PL que flexibiliza acesso a armas

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Em nota assinada por 19 organizações, atos foram classificados como ‘inadmissíveis’. Parlamentares que defenderam adiamento da votação da proposta relataram tentativas de intimidação. Dezenove entidades e organizações divulgaram uma nota nesta segunda-feira (14) em que repudiam ameaças e ataques a senadores que se posicionaram contra o projeto de lei que flexibiliza o acesso a armas de fogo por colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs). Na última quarta-feira (9), os parlamentares defenderam o adiamento da votação do projeto.
A proposta, relatada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES), está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto altera o Estatuto do Desarmamento e é alvo de discussões no Congresso. A votação do projeto estava prevista para a semana passada, mas a análise foi adiada, por 15 votos a 11. Ainda não há uma nova data para a deliberação do tema.
Senado deve retomar discussão de projeto de lei que altera porte de armas
Após o adiamento, os senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA), Simone Tebet (MDB-MS) e Eduardo Girão (Pode-CE), contrários à proposta, relataram que eles e outros senadores foram alvos de ataques e ameaças na Internet (veja mais abaixo).
Um inquérito para investigar os ataques foi aberto pela Polícia Legislativa do Senado. O prazo para conclusão das investigações, que correm sob sigilo, é de 30 dias.
O g1 apurou que os investigadores já identificaram dois suspeitos. Um deles teria feito ameaças contra as senadoras Eliziane Gama e Simone Tebet. O outro teria realizado ataques, por e-mail, ao senador Eduardo Girão.
Na nota divulgada pelo Instituto Sou da Paz, as entidades classificam os atos contra os congressistas como “inadmissíveis”.
“Que o debate seja feito […] por parlamentares eleitos, não há o que contestar. Mas que aqueles ou aquelas parlamentares que denunciam os verdadeiros interesses dos que promovem esta proposta sejam atacados pelo livre exercício de seus mandatos, justamente por pessoas que defendem o acesso a armas de alto potencial lesivo, é inaceitável”, diz o documento divulgado pelas organizações.
No comunicado, as entidades também afirmam que a proposta contém previsões que “desmontam completamente a política de controle de armas e munições do país”.
As organizações declaram ainda que o texto “em nada tem a ver” com a prática desportiva, com o lazer ou com a atividade de colecionadores; e que resultará na “ampliação da circulação de armas” no país.
Defensores do projeto afirmam que o texto reduzirá a “insegurança jurídica” das atividades dos CACs.
‘Intolerável’
Na sessão do Senado da última quinta-feira (10), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) classificou como “intolerável” qualquer tipo de ameaça ou tentativa de intimidação contra parlamentares.
Pacheco disse também que o caso será apurado pela Polícia Legislativa do Senado e que o resultado das investigações vai ser encaminhado ao Ministério Público.
O presidente do Senado defendeu ainda a aprovação do projeto de lei das fake news, que, entre outros pontos, visa a combater o anonimato nas redes sociais.
“Essa covardia, infelizmente, está institucionalizada no Brasil, porque as pessoas acham que podem dizer o que querem na rede social, sem filtro e sem nenhum tipo de consequência. Não deve ser assim e não será assim”, afirmou Pacheco.
Palavras ‘impronunciáveis’
Líder da bancada feminina, Eliziane Gama relatou ter sofrido ataques e ameaças nas redes sociais. Ela contou que registrou uma denúncia na Polícia Legislativa do Senado.
“Nas redes sociais, se iniciou uma verdadeira avalanche de ataques contra nós, inclusive com ameaças claras. Eu recebi no meu e-mail e nas redes sociais várias ameaças. Eu nem vou ler, porque não vale a pena, e há palavras até impronunciáveis. Citam o meu nome e o nome da senadora Simone Tebet, falam claramente contra o senador Contarato e contra vários outros parlamentares que lutaram para que nós pudéssemos, na verdade, retardar a aprovação de um projeto que nós entendemos que é nocivo para a sociedade brasileira”, disse Eliziane.
Simone Tebet (MDB-MS) disse que não recuará de sua posição sobre a proposta em razão de ameaças.
“Se acharem que, por ameaças veladas, anônimas, por e-mails, vão impedir a nossa voz e a nossa consciência e vão impedir que a nossa consciência dite o nosso voto, estão muitíssimos enganados”, declarou a emedebista.
Eduardo Girão também afirmou ter acionado a Polícia Legislativa por causa das ameaças. Segundo ele, além das tentativas de intimidação, recebeu mensagens com palavrões, agressividade e constrangimento.
“Não tenho coragem de citar as palavras que foram colocadas para as senadoras e para mim. E esse pessoal com armas? Imagina esse tipo de situação com arma? Isso é muito perigoso”, disse o parlamentar do Podemos.
Relator diz não compactuar com ataques
Marcos do Val (Podemos-ES), relator do projeto, afirmou que repudia e não compactua com ataques e ofensas que os colegas dizem ter recebido de defensores do projeto. Ele cobrou a identificação dos autores das ameaças.
“Quero me colocar à disposição para o que for preciso, para que a gente possa descobrir quem são os autores”, afirmou do Val.
“Duvido que seja algum CAC dentro dos padrões daqueles com quem a gente tem conversado, mas existem alguns que não são CACs, mas entram nesse movimento para poderem atacar e configurar como se fossem os CACs ameaçando. Duvido muito que sejam, porque eles seguem a lei, a regra e a ordem. Eles querem, exatamente, que a lei seja aprovada logo para que eles possam continuar prosseguindo em respeito à lei”, acrescentou o relator do projeto.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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