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Economia

ES vira destino para estrangeiros que procuram empreender no Brasil

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De acordo com o Sebrae, número de microempreendedores individuais (MEIs) estrangeiros no estado cresceu 90,1%. Manchito, colombiano que tem negócio no ES.
Arquivo pessoal
O Espírito Santo foi o destino procurado pelo colombiano Germán Eduardo, de 33 anos, quando ele saiu da sua terra natal há mais de 10 anos. Formado em gastronomia e morador de Vitória, ele foi mais um dos microempreendedores individuais estrangeiros que escolheram o estado para tocar os próprios negócios.
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O levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) considerou dados desde 2019 e apontou que nos últimos quatro anos o número de empreendedores estrangeiros no estado aumentou 90,1%, passando de 409 para 780 até o início de julho deste ano.
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Germán é conhecido como Manchito e é um dos 153 microempreendedores colombianos no estado, nacionalidade que lidera o ranking de MEIs estrangeiros seguida da portuguesa, argentina, peruana, argentina, peruana e italiana.
Ranking – empreendedores estrangeiros no ES (2023)
Dono de um food truck de hambúrgueres artesanais e empanadas, o colombiano contou ao g1 que estudava engenharia de sistemas, mas não tinha afinidade com o curso, e decidiu sair do próprio país para começar a vida em outro lugar em 2012.
“Tenho um irmão que morava aqui e ele me ofereceu vir e começar a minha vida aqui em Vitória. Cheguei dando aulas de espanhol e comecei a estudar gastronomia. Minha ex-mulher é daqui de Guarapari, a gente se conheceu aqui e começamos emprender juntos”, disse Germán.
“Eu gosto demais de Vitória, achei uma cidade muito linda e tranquila, que oferece muitas oportunidades e tem muito potencial para empreender.”
Germán Eduardo, de 33 anos, conhecido como Manchito, é um dos 153 microempreendedores individuais colombianos do ES.
Arquivo pessoal
No começo, os lanches artesanais eram preparados em uma bikefood no mesmo ponto onde hoje funciona o food truck. Em setembro deste ano, o empreendimento do colombiano completa sete anos.
Para os estrangeiros que desejam ou pensam em empreender no Espírito Santo, Germán disse se sentir em casa em terras capixabas.
“Sou muito orgulhoso de ser colombiano, amo meu país mas aqui [em Vitória] me sinto em casa”
“Não tenho nada a reclamar dos brasileiros. Aqui estabeleci família, tenho um filho. Sempre fui muito bem acolhido, sempre que precisei me brindaram ajuda e me mostraram o caminho certo, sempre vivo muito agradecido por tudo que aconteceu na minha vida aqui em Vitória, tanto que não passa pela minha cabeça voltar para Colômbia”, disse Manchito.
Holandês e libanês também escolheram o ES para viver e empreender
Menno Faber é holandês e faz parte do grupo de empreendedores estrangeiros do Espírito Santo.
Arquivo pessoal
O holandês Menno Faber é formado em Sistemas de Computação e mestre na área de Telecomunicação. Ele chegou ao estado em 2009 durante um intercâmbio na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e, desde 2019 é sócio de uma empresa de serviços e tecnologia, que atua no setor de automação industrial, principalmente na área de petróleo, gás e mineração.
“Acho Vitória maravilhosa pra viver. As pessoas são muito receptivas e o clima também ajuda bastante”
O holandês casou há sete anos. Ao g1 ele disse que planejava expandir os negócios.
“Começamos a crescer na tecnologia e temos sempre procurado outras oportunidades no nosso ramo. A empresa cresceu bastante nos últimos anos e estamos reinvestindo pra crescer mais. No começo em 2016 eram 15 pessoas e hoje já são cerca de 30 pessoas”, disse Menno.
Do Líbano para o ES
libanês Fadi Srour maquiando uma de suas clientes.
Arquivo pessoal
Outro que escolheu o Espírito Santo como destino para morar e trabalhar foi o libanês Fadi Srour. O maquiador, esteticista e designer de sobrancelhas chegou ao Espírito Santo há sete anos depois de conhecer a esposa, Aparecida Ribeiro Soares, pela internet.
“Conheci minha esposa no facebook. Ela foi para o Líbano, casou comigo, fizemos festa e depois casamos aqui no Brasil. Comecei a trabalhar em vários salões de beleza e depois fiz mais cursos para aprender novas técnicas. Além dos certificados que tenho do meu país, obtive mais alguns aqui para ter mais experiência e saber técnicas novas e ficar a par do que os brasileiros gostam”, contou Fadi.
O libanês disse ao g1 que a adaptação foi um pouco difícil por causa da diferença de culturas e a falta de conhecimento e experiência com a língua portuguesa.
Libanês Fadi Srour e a esposa, Aparecida Ribeiro Soares, se casaram após se conhecerem pela internet. Casal vive em Vitória e tem uma filha de 3 anos.
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“O início foi um pouco difícil para adaptar porque a cultura é diferente. Eu cheguei aqui não sabia falar nenhuma palavra em português. Comecei a aprender, trabalhar, acostumar com a cultura. Agora já me adaptei muito bem. Estou gostando, estou feliz e vivendo muito bem. Minha filha nasceu aqui. Já tem três anos. É brasileirinha”, disse o libanês.
Atualmente, ele atende no seu espaço em Jardim Camburi e outros bairros de Vitória, onde mantém parceria com alguns salões. Recentemente Fadi também começou a vender pratos típicos do seu país.
Pratos feitos pelo libanês Fadi Srour.
Arquivo pessoal
“Gosto muito de cozinhar e tive essa ideia de trabalhar com comida. Tenho vendido para os meus vizinhos do condomínio”, contou Fadi.
Estado receptivo
Para Adriana Rocha, gerente do Sebrae, o fato do estado ser receptivo está entre os fatores que contribuem para que tantos estrangeiros se interessem em empreender no Espírito Santo.
“Além de ser um estado muito receptivo, o Espírito Santo tem um ambiente favorável ao empreendedorismo, uma vez que existe um trabalho de desburocratização de processos para facilitar a vida de quem deseja empreender”, disse Adriana.
De acordo com o Sebrae, o estrangeiro que deseja empreender pode se formalizar por meio da plataforma gov.br. Contudo, é necessário ter Carteira Nacional de Registro Migratório ou Documento Provisório de Registro Nacional Migratório ou Protocolo de Solicitação de Refúgio, que podem ser solicitados via cadastro no departamento de Polícia Federal com a indicação do número de registro.
Para estrangeiros com visto temporário, será permitido registro como MEI apenas para cidadãos de países membros do Mercosul e dos Estados Associados e que possuam residência temporária de dois anos, dessa forma, poderá ser empresário, titular ou sócio ou administrador. Atualmente, não é mais necessário fazer uma Declaração de Imposto de Renda de PF.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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