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Escândalo expõe problemas do mercado de crédito de carbono na Amazônia, diz jornal

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Financial Times, do Reino Unido, mencionou reportagem do g1 para expor a fragilidade e as brechas dos projetos de crédito de carbono em comunidades tradicionais do Pará. Entre os problemas estão o uso de terras públicas como se fossem particulares para negociar créditos com multinacionais. Comunidade ribeirinha em área de assentamento estadual nas margens do rio Anapu, em Portel (PA).
Giaccomo Voccio/g1
Na melhor das hipóteses, o mercado de crédito de carbono na Amazônia envolve regras opacas e direitos à terra complicados, e fazer negócios é uma tarefa árdua. Na pior, a região é uma terra sem lei.
A conclusão é de uma reportagem publicada nesta terça (11) no Financial Times, publicação britânica especializada em economia.
O texto parte de uma investigação publicada no g1 que revelou que empresas brasileiras e estrangeiras usaram terras públicas na Amazônia para lucrar, de forma irregular, com a venda de créditos de carbono para gigantes multinacionais.
A Defensoria Pública do Pará entrou com ações na Justiça contra empresas que criaram os projetos os colocaram à venda na Verra, maior plataforma internacional do mercado voluntário de crédito de carbono.
O g1 esteve em comunidades tradicionais ribeirinhas em Portel, área que pertence ao governo do Pará. No local foram vendidos créditos de carbono para gigantes como Boeing, Air France e o Liverpool, clube de futebol da Premier League inglesa. Essas corporações não são alvo das ações da Defensoria.
Fraude na Amazônia: empresas usam terras públicas como se fossem particulares para vender créditos de carbono a multinacionais
O Financial Times diz que as falhas no processo de venda de crédito de carbono impõem a necessidade de “due diligence”, ou uma auditoria prévia, com o objetivo de analisar eventuais riscos e investigar mais a fundo as informações importantes da empresa alvo.
“Projetos de crédito de carbono não são para organizações bem-intencionadas que não tenham um bom nível de especialização”, disse ao Financial Times Pedro Brancalion, professor do Departamento de Ciências Florestais da Universidade de São Paulo. “É um território complicado. Não é para amadores.”
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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