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Esporte e Turismo foram os ministérios com maior fatia do orçamento vinda de emendas parlamentares em 2024; veja lista

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Maior parte da verba que essas pastas tiveram para gastar no ano passado partiu de indicações políticas. Para especialistas, esse modelo pode comprometer a qualidade dos gastos públicos, já que os critérios técnicos tendem a ficar em segundo plano. Presidente do Senado Davi Alcolumbre cumprimenta presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta.
TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Mais de 50% de tudo o que foi designado para o orçamento pelos ministérios do Esporte e do Turismo em 2024 vieram de emendas parlamentares. Na prática, isso significa que essas pastas foram as que mais perderam a autonomia sobre seus próprios recursos e passaram a depender de deputados e senadores para executarem suas políticas.
A maior parte da verba que essas pastas tiveram para gastar no ano passado partiu de indicações políticas. Para especialistas, esse modelo pode comprometer a qualidade dos gastos públicos, já que os critérios técnicos tendem a ficar em segundo plano.
O levantamento feito pelo g1 utilizou os valores de emendas parlamentares, de todos os tipos, empenhadas – ou seja, aquelas já reservadas para uso em determinadas ações – e comparou com todos os valores empenhados do Orçamento da União para os ministérios, entre os anos de 2020 e 2024.
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No ano passado, o orçamento do Ministério do Esporte ficou em R$ 1.8 bilhão enquanto as emendas enviadas foi de R$ 1,3 bilhão, o que mostra uma relação de dependência de 72,57% das emendas indicadas pelos parlamentares. Ou seja, para cada R$ 4 que o ministério tinha para gastar, R$ 3 vieram de emendas.
A pasta ainda teve um aumento de quase 22 pontos percentuais entre 2023 e 2024 na relação de dependência do seu orçamento perante as emendas parlamentares.
“”Os ministérios estão muito dependentes das emendas e quando a gente vê o que é alocado para os ministérios eles têm que bancar toda a parte de infraestrutura pessoal e sobra muito pouco para atividade, porque ele executa política pública, para atividade finalística”, afirmou a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP).
Percentual de dependência do orçamento dos ministérios com as emendas parlamentares
Já a relação do Ministério do Turismo em 2024 foi um pouco menor. A pasta empenhou R$ 1,3 bilhão, sendo 65,93% (R$ 850 milhões) proveniente de emendas parlamentares.
Especialistas apontam falhas do modelo
Essas variações mostram o quanto o orçamento da União deixou de ser pensado pelo governo e começou a ser, como no caso dessas duas pastas, comandado pelo Congresso Nacional ao longo dos últimos anos.
“Essa mudança que aconteceu de quatro, cinco anos pra cá ela tem uma uma questão muito séria, que é entender quem vai ser o agente fiscalizador. Porque quando o orçamento está na mão do Executivo, é função do Legislativo aprovar [fiscalizar]. E quando o próprio Legislativo fica responsável por uma fatia tão grossa do orçamento, não tem agente designado para essa fiscalização”, apontou a doutora em Ciência Política e professora da FGV Brasília, Graziella Testa.
Além da parte da fiscalização, o cientista político e professor do Insper, Leandro Cosentino, aponta também que a forma como as emendas estão estruturadas hoje é confortável para os parlamentares que as indicam, porque eles não têm “responsabilidade” sobre o uso do dinheiro que eles estão orçando.
“Estamos num presidencialismo, mas tratar esse presidencialismo como se fosse parlamentarismo, é o problema. Porque o Parlamento, tem a disposição a esses recursos, mas ele não tem o ônus, a responsabilidade de governar de fato, de atender uma agenda pré-estabelecida”, ponderou.
E, com isso, é comum ministros visitarem o Congresso para pedir que os parlamentares enviem emendas para suas pastas, uma forma de engordar o Orçamento do órgão. Mas dentro do próprio parlamento essa atitude não é vista com maus olhos e acaba sendo criticada por poucos parlamentares.
“Um ministro de Estado ficar percorrendo gabinetes de deputados e senadores com pires na mão para ver projetos do seu ministério sendo executados é uma inversão de valores evidentes”, criticou o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).
“Agora parece que o orçamento é que emenda as emendas [parlamentares] e não as emendas que emendam o orçamento”, brincou Consentino.
Graziella Testa ainda aponta que essa metodologia de construção de orçamento é “antidemocrática” e fere “os princípios que regem a Constituição de 1988”.
“O que a gente tem praticamente hoje é um parlamentarismo branco, onde o legislativo tem um poder de agenda muito grande, controla boa parte do processo orçamentário e agora o executivo perde essa moeda de troca e perde a capacidade de conseguir aglutinar apoios para implementar sua agenda”, completou Consentino.
Enquanto alguns ministérios tiveram variações crescentes na participação das emendas no orçamento nos últimos anos, como o do Esporte, Agricultura, Saúde e Cultura, outros tiveram redução drástica no percentual de dependência.
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É o caso do Ministério do Desenvolvimento Regional, responsável pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A empresa do governo federal doa máquinas e veículos para municípios por meio de emendas parlamentares.
Em 2020, o Congresso criou o famigerado “Orçamento Secreto”, onde o relator do orçamento ficava responsável pelo apadrinhamento das emendas, sem que o verdadeiro autor fosse identificado. Isso propiciou que a companhia passasse a receber muito em emendas, justificando um alto valor de dependência do orçamento à época.
Mas a situação mudou após investigações apontarem que a empresa estava utilizando recursos públicos a partir de emendas parlamentares de forma indevida. O que acabou inibindo os deputados e senadores a enviar mais recursos para a companhia.
Tipos de emendas
As emendas parlamentares são divididas em três naturezas de despesa: investimento, despesa corrente e inversões financeiras.
A primeira, como o próprio nome diz, é voltada para a aquisição de bens ou construção de estruturas. A segunda, para custeio de atividades do dia-a-dia dos órgãos e a terceira é usada para transferências.
Historicamente, a dedicação de emendas para despesas correntes sempre foi menor do que os gastos com investimentos, porque havia um entendimento de que o Congresso tinha a função de ajudar na formulação do orçamento apontando as necessidades regionais.
“Sempre cabe a gente lembrar que a ideia inicial das emendas parlamentares é você convidar o parlamento a trazer as especificidades regionais na formulação do orçamento público e execução é função do Poder Executivo”, afirmou Testa.
Entretanto, essa lógica foi mudando aos poucos até que em 2022 foram empenhadas mais emendas para custeio de atividades do que para investimentos.
E essa mudança no comportamento escancara a relação de dependência que o orçamento da União passou a ter das emendas parlamentares nos últimos anos.
“A gente tem aí um processo de inversão profunda, eu acho que é uma discussão no sentido de pensar quem controla o processo orçamentário”, questionou Consentino.
O especialista ainda lembrou que uma das ideias sobre as emendas parlamentares era também ser usada como moeda de troca pelo Executivo para conseguir apoio para aprovação das agendas propostas pelo governo durante as eleições.
“Há não pouco tempo atrás, o Executivo controlava esse processo orçamentário e isso era uma moeda de troca importante do ponto de vista do presidencialismo de coalizão. Onde o Executivo tinha essa moeda para trocar por apoio dos parlamentares para os seus projetos”, afirmou.
Em 2024, o valor de emendas destinadas para despesas correntes foi de R$ 27,6 bilhões contra R$ 17,2 bi para investimentos.
Ou seja, sem essas emendas para pagamento de despesas, os ministérios poderiam ter dificuldade para operar ao longo do ano corrente.
“O executivo precisa que o legislativo autorize para que ele toque o básico da política pública do dia a dia, da estrutura não faz sentido. É um tipo de barreira que não gera contrapeso e que gera paralisia decisória. Então é muito negativo para gestão e não tem nenhuma explicação do ponto de vista político-democrático”, explicou Graziella Testa.
Distribuição de emendas para ministérios e por natureza (em milhões de R$)
O primeiro ministério no ranking dos que receberam mais emendas para despesas correntes do que para investimento é a Saúde, com R$ 22,7 bilhões. O valor corresponde a 11% de tudo que foi empenhado pelo próprio Ministério utilizando o Orçamento da União e é 11 vezes maior que as emendas empenhadas para investimentos.
A quantia destinada em 2024 para a pasta foi tão relevante, que durante a discussão entre Judiciário e Legislativo sobre as emendas de comissão bloqueadas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, abriu uma exceção na suspensão e autorizou que o Executivo pagasse as emendas necessárias para cumprir o piso constitucional dos gastos mínimos em saúde.
Já o Ministério da Igualdade Racial foi o que mais recebeu emendas para despesas correntes em comparação aos investimentos. Em 2024, a ministra Anielle Franco recebeu R$ 24,2 milhões em emendas para tocar a rotina da pasta, contra apenas R$ 1,3 milhões para investimentos. Ou seja, o valor para funcionamento operacional da pasta foi 18,7 vezes maior.
A Cultura também é outro Ministério que recebeu 12 vezes mais emendas parlamentares para utilização em despesas correntes do que investimentos. Ao todo, foram empenhados R$ 261 milhões contra apenas R$ 21 milhões para aquisição de bens.
“Essa semana, um parlamentar disse que não importa quantos ministérios o governo dê, ele não está atraído por estar apoiando esse governo. […] Isso ocorre justamente porque as emendas são mais atrativas”, lembrou Consentino.
Despesas correntes
Na situação do comprometimento direto das despesas correntes, as mesmas relações de dependências permanecem.
Origem dos recursos das despesas correntes (em milhões de R$)
De acordo com os dados do Planejamento, no ano passado, 71% do orçamento do Ministério do Esporte para pagamento de despesas correntes surgiu por conta de emendas parlamentares. No caso do Ministério das Mulheres, o valor foi de 52%.
“Cada vez mais os ministérios também se veem reféns de parlamentares, que também não têm responsabilidade sobre a execução”, criticou a deputada Ventura.
Outros seis ministérios tiveram mais de 10% das despesas correntes dependente diretamente das emendas parlamentares. Entre eles estão: Cultura (25,83%), Igualdade Racial (18,52%), Direitos Humanos e da Cidadania (16,58%), Turismo (13,74%), Microempresa (12,67%) e Saúde (11,26%).
“Do ponto de vista da gestão, me parece absurdo a gente pensar em um Ministério custear suas despesas correntes com emenda parlamentar”, disse a especialista.
A Educação, apesar de ter sido o segundo ministério que mais recebeu emendas para despesas correntes, em 2024, R$ 575.359.255,98. teve uma dependência de apenas 0,67%, já que o orçamento da União empenhado foi de R$ 86 bilhões.

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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