Economia
Estudo revela que brasileiros reconhecem mudanças climáticas, mas nem todos entendem que ela seja grave
A pesquisa da FGV mostra que – ao contrário dos Estados Unidos e da Europa – em que o posicionamento político e o grau de escolaridade determinam se a pessoa acredita na mudança do clima e na gravidade dela, no Brasil, é o grau de individualismo. Estudo revela que brasileiros reconhecem mudanças climáticas, mas nem todos entendem que ela seja grave
Reprodução/TV Globo
Um estudo de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas revelou que – apesar de os brasileiros perceberem e se sentirem responsáveis pelas mudanças – nem todos entendem que ela seja grave.
Segundo a pesquisa, 94% das pessoas acreditam que estamos passando por uma mudança climática e 91% pensam que o fenômeno é causado principalmente pela atividade humana. Em contrapartida, apenas 56% acreditam que isso seja grave (veja no gráfico acima).
A pesquisa mostra que – ao contrário dos Estados Unidos e da Europa – em que o posicionamento político e o grau de escolaridade determinam se a pessoa acredita na mudança do clima e na gravidade dela, no Brasil, é o grau de individualismo.
“Cidadãos mais individualistas que acreditam que não tem solução coletiva para os problemas dela , que elas têm de lidar com seus problemas sozinhas, que não acreditam que as instituições políticas por exemplo vão vir trazer uma solução para os problemas. Essas pessoas têm me acreditar menos que a mudança do clima é um problema grave”, destaca o Professor titular da Escola de Relações Internacionais da FGV.
O estudo conclui que todos os envolvidos nessa mobilização pró-clima precisam ajustar a forma de transmitir a mensagem para conscientizar essa população.
“É mobilizar fontes de informação e de conhecimento que com as quais essas pessoas se identificam então o papel de empresários o papel de agentes do setor financeiro é o papel de ruralistas daquelas partes do agronegócio brasileiro que acreditam que o clima é um problema que sabem que a mudança do clima pode trazer consequências econômicas negativas para o Brasil que vai ter consequências severas para a vida das pessoas”, afirma Matias Spektor.
Estudo revela que brasileiros reconhecem mudanças climáticas, mas nem todos entendem que ela seja grave
Reprodução/TV Globo
Os efeitos das mudanças climáticas
Em relação às mudanças climáticas, é importante lembra o que vem acontecendo nessa semana no Brasil. Na segunda e na terça-feira (13), as temperaturas em São Paulo chegaram a quase 38°C.
No Rio de Janeiro, os termômetros passaram dos quarenta graus e hoje a sensação térmica bateu mais um recorde: 59,9°C. Os dados são do Sistema Alerta Rio, da prefeitura. Foi a maior já registrada, desde que a medição começou em 2014.
E esse calorão aumentou o consumo de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico intensificou o uso das usinas térmicas, por causa do aumento da demanda.
E em Belo Horizonte a população sofreu com a falta de água, também pelo aumento do consumo. Esses são exemplos do nosso cotidiano, mas que são ampliados globalmente.
Um estudo recente publicado na revista científica Lancet prevê que as mortes causadas diretamente e indiretamente pelo calor extremo devem aumentar quase cinco vezes até 2050.
O calor também deve trazer impactos negativos para a agricultura e provocar a migração de mosquitos, com potencial para ampliar a transmissão de doenças.
Estudo revela que brasileiros reconhecem mudanças climáticas, mas nem todos entendem que ela seja grave
Reprodução/TV Globo
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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