Economia
EUA e mais 18 países da OMC fazem pacto para não taxar comércio eletrônico; Brasil fica de fora
A sede da OMC em Genebra.
Getty Images via BBC
Os Estados Unidos e outros 18 países, incluindo Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Austrália, anunciaram nesta quinta-feira (7) um pacto próprio para não impor tarifas sobre o comércio eletrônico.
O tratado foi firmado após a falta de um acordo para encerrar um impasse sobre o tema com o Brasil. As informações são da agência de notícias Reuters, com base em um documento.
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O fracasso de uma reunião de alto nível da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada em março, em Camarões, marcou mais um retrocesso para o papel do órgão na definição das regras do comércio global.
O tratado tinha como objetivo renovar a moratória de longa data sobre a cobrança de taxas para streaming e downloads transfronteiriços, mas foi barrado após oposição do Brasil.
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A moratória, acordada em 1998 e renovada regularmente desde então, proíbe a cobrança de tarifas sobre transmissões eletrônicas internacionais, como streaming de músicas e filmes e o download de softwares.
Membros da OMC com grandes economias digitais — incluindo Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Japão — argumentam que a medida proporciona previsibilidade ao comércio digital global e defendem que ela se torne permanente.
Sem resolução no impasse com o Brasil, dezenove países — entre eles Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália, Noruega e Argentina — firmaram um acordo entre si para não impor taxas sobre transmissões eletrônicas por um período não especificado.
O texto final confirma que o acordo entrará em vigor em 8 de maio e expressa desapontamento com a expiração da moratória multilateral.
“No entanto, este grupo de membros continua comprometido em fazer o possível para oferecer às empresas e aos consumidores previsibilidade e segurança na ausência da moratória multilateral do comércio eletrônico”, diz o documento, datado de 7 de maio, que também convida outros membros da OMC a aderir ao acordo.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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