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Política

Ex-médicos da Prevent dizem à CPI que enfermeiros assinavam receitas e atendiam pacientes

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Walter Souza Neto, Andressa e George Joppert trabalhavam na empresa até o ano passado e foram ouvidos pela CPI da Câmara Municipal de SP nesta quinta (25). Prática, segundo eles, acontecia nas unidades de Santana e do Butantã. Prevent diz que eles mentiram à CPI. Walter Souza Neto, Andressa e George Joppert ajudaram na construção do dossiê entregue à CPI da Covid, em Brasília. Eles prestam depoimento nesta quinta à CPI da Câmara de SP
Richard Lourenço/Rede Câmara
Três ex-médicos da Prevent Senior prestaram depoimento nesta quinta-feira (25) na CPI da Câmara Municipal de São Paulo e denunciaram que a operadora de saúde usa enfermeiros para atender e prescrever medicamentos para pacientes em pelo menos dois hospitais da rede.
Segundo os depoentes, os enfermeiros usam senha e login dos médicos para escrever em prontuários, chegando a assinar receitas e pedidos de exames usando carimbos com o nome dos médicos.
“O médico não tem mais um consultório. Quem tem um consultório é o enfermeiro. O paciente chega e ele é atendido no consultório pelos enfermeiros. Ele está sentado na frente do computador, logado no sistema com login e senha do médico, escrevendo no prontuário dos pacientes como se fosse o médico. Ele atende, faz anamnese. Em alguns casos, até solicita exames, de acordo com alguns protocolos. Na teoria, o médico deveria sentar e revisar o trabalho do enfermeiro, mas essa não é a proposta real que acontece de fato na Prevent”, afirmou o médico Walter Souza Neto, que dava plantões na unidade de Santana, na Zona Norte da capital paulista.
“Há uma pressão por atendimento muito rápido, o que leva o enfermeiro a fazer o atendimento. O médico só passa ali para carimbar e assinar. Em alguns casos, os médicos chegavam a ter 3 ou 4 carimbos. Deixavam um com cada enfermeiro e eles assinavam pelo próprio médico. E agiam como se fossem um médico. É uma coisa que sempre recusei a fazer e talvez tenha sido um dos motivos, a gota d’água, para a minha demissão”, completou.
A atuação da Prevent Senior durante a pandemia da Covid-19 se tornou um escândalo investigado no Congresso e em outras instâncias, como a CPI da Câmara Municipal.
A empresa é investigada na CPI da Covid no Senado por conduta antiética e anticientífica na pandemia. Pesam sobre ela denúncias de alteração de prontuários médicos para maquiar mortes por covid-19, realização de pesquisa médica sem consentimento de pacientes e distribuição de medicamentos para tratamento precoce da doença – que não têm qualquer eficácia comprovada.
Médico que denunciou irregularidades da Prevent Senior durante a pandemia presta depoimento à CPI da Câmara de SP
Rodrigo Rodrigues/g1
A médica Andressa Joppert confirmou o método denunciado pelo colega e afirmou que foi realocada da unidade da Prevent Senior do Butantã, na Zona Oeste, justamente por se negar a deixar que os enfermeiros usassem a senha dela para escreverem em prontuários ou adotar procedimentos.
“Eu estava de plantão na unidade Buntantã e foi mandado uma mensagem dizendo que não era mais para deixar o carimbo na mão dos enfermeiros, após uma fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem. E nem que os enfermeiros assinassem, porque era muito comum isso”, disse.
“Foi uma briga minha lá no hospital do Butantã porque eu falei que não faria isso. Que o enfermeiro ia logar e escrever [na senha] dele e depois eu iria fazer. Os diretores e coordenadores me chamaram para conversar e me disseram que eu não obedecia às ordens e, por isso, estavam me realocando para outras unidades”, declarou a médica.
A médica Andressa Joppert, que trabalhava na Prevent Senior, durante depoimento na CPI da Câmara Municipal de SP.
Reprodução/Youtube
Joppert reafirmou à CPI que existia uma orientação dentro da Prevent Senior para que o código de doença dos pacientes fosse mudado nos prontuários após 14 dias de internação.
Ela também declarou que foi revisora do estudo da empresa com hidroxicloroquina, que foi paralisado pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) por suspeita de fraude, e nele ela se deparou com pacientes com infecção urinária, por exemplo, mas que eram relacionados aos protocolos de Covid para o uso da medicação e participação no estudo.
“Nós éramos seis médicos revisando aquela tabela com mais de 600 pacientes. Tenho uma mensagem do doutor Fernando Oikawa, quando começo a ver inconsistência, e coloco para ele dessas inconsistência. Inclusive um paciente que estava com infecção urinária e foi incluído num protocolo de Covid. A partir daí a gente começa a ver que tinha algo estranho ali”, declarou a médica.
Em nota, a Prevent afirmou que “os médicos mentiram à CPI e serão processados criminalmente, assim como a advogada que os representa”.
“É de se lamentar o depoimento de médicos que trabalharam por anos numa empresa que consideravam criminosa. Se os depoimentos destes médicos fossem verdadeiros, eles facilmente seriam acusados, criminalmente, de omissão ou cumplicidade. Vale lembrar que o médico Walter Correa foi o mesmo que violou prontuários de pacientes, posteriormente vazados à imprensa. Pela prática, criminosa, está sendo investigado pelo Conselho Regional de Medicina.”
O presidente da CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal, vereador Antonio Donato (PT).
Richard Lourenço/Rede Câmara
O presidente da CPI da Câmara, vereador Antonio Donato (PT), disse que as denúncias sobre a atuação dos enfermeiros nas unidades da Prevent Senior “são muito graves e trazem elemento novo” à investigação contra a empresa.
“É uma infração muito grave. Tem representantes do Cremesp acompanhando as oitivas aqui. São depoimentos muito fortes, dizendo que isso acontecia sem o conhecimento dos pacientes. Inclusive com vestimenta similar entre médicos e enfermeiros, induzindo o paciente a acreditar que estava sendo atendido por um médico e era um enfermeiro. É uma conduta bastante grave”, afirmou o vereador.
Os membros da comissão disseram que pretendem convocar o Conselho Regional de Enfermagem de SP (Coren-SP) e diretores da Prevent Senior para apurar mais as novas denúncias.
A representante do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) que assistia aos depoimentos não quis se pronunciar e se limitou apenas a dizer que a atuação de enfermeiros assinando e prescrevendo exames era totalmente irregular.
Os vereadores membros da CPI da Prevent Senior na Câmara Municipal de São Paulo nesta quinta-feira (25).
Rodrigo Rodrigues/g1
Em nota, o Cremesp informou que a presidente do conselho, Irene Abramovich, “acompanha a CPI da Câmara Municipal desde o início dos trabalhos dos vereadores membros da Comissão Parlamentar de Inquérito e, como explicado à reportagem, por uma questão ética e legal, não pode emitir nenhuma opinião em relação ao assunto antes de uma apuração rigorosa dos fatos pelo Conselho”.
“Dentro de suas atribuições institucionais e de acordo com as normas legais, o Cremesp cumpre seu dever de acolher, apurar e julgar quaisquer infrações éticas cometidas por médicos, no exercício da profissão, quando formalmente acionado ou quando os fatos chegam ao seu conhecimento. Qualquer investigação corre sob sigilo determinada por Lei”, diz o texto.
A nota afirma também que o conselho “seguirá colaborando com as autoridades competentes para todos os esclarecimentos necessários e a plena elucidação das denúncias, uma vez que sua atribuição principal é a proteção da sociedade” e que “qualquer manifestação por parte deste Conselho poderá ser considerada um pré-julgamento, tornando-o inválido”.
“Por fim, o Conselho esclarece que qualquer prescrição de medicamentos e exames deve ser feito por um profissional médico com CRM ativo, como também informado à reportagem.”
Os médicos Walter Souza Neto, Andressa e George Joppert, que trabalhavam na Prevent Senior.
Richard Lourenço/Rede Câmara
Também em nota, o Coren informou que “a unidade Butantã foi fiscalizada em 9/9 e Santana, em 14/10. Essa situação não foi identificada anteriormente pelo Coren-SP em suas fiscalizações e, mediante essa denúncia, serão adotados novos procedimentos de apuração”.
O texto diz que “em outubro último, o Coren-SP realizou também inspeções nas unidades Paraíso, Alto da Mooca, Mooca, São Bernardo do Campo, Tatuapé e Higienópolis de hospitais da rede Prevent Senior e não foi constatada a prescrição de medicamentos por profissionais de enfermagem”.
“Em tempo, informamos que o Art. 11º da Lei 7498/86, que regulamenta o exercício profissional da enfermagem, estabelece que cabe ao enfermeiro a ‘prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde’ – entretanto, essa prática não foi identificada nos hospitais da rede, como destacado acima”, completa.
Quem são os depoentes?
Em 3 de outubro, os médicos Walter Neto, Andressa Joppert e George Joppert narraram ao programa Fantástico, da TV Globo, que sofriam pressão da operadora de saúde para a alta precoce de pacientes, a fim de diminuir custos e liberar leitos de UTI nos hospitais da empresa durante a pandemia (veja vídeo abaixo).
Na CPI desta quinta (25), eles reafirmaram a pressão para prescrição de ‘kit Covid’ nos hospitais da empresa e confirmaram que havia meta para que os médicos da empresa atendessem 60 pacientes por cada plantão de 12 horas nos hospitais.
George e Andressa Joppert voltaram a negar que tenham manipulado o estudo polêmico da Prevent Senior sobre o ‘kit Covid’, que foi suspenso pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), por suspeita de fraude, três dias depois da autorização dada pelo colegiado.
Médicos saem do anonimato e fazem acusações graves contra a Prevent Senior
O grupo de ex-médicos da Prevent Senior é composto por cerca de 12 pessoas, que são representados pela advogada Bruna Morato, que já prestou depoimento à CPI de Brasília e também na Câmara Municipal de São Paulo.
Nas duas CPIs, Morato disse que, no início da pandemia, a Prevent Senior passou a trabalhar em sintonia com o grupo que ficou conhecido como “gabinete paralelo da saúde”, e que assessorava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O objetivo, segundo ela, era difundir o uso de medicamentos ineficazes contra a Covid, passar uma falsa sensação de segurança, e assim evitar que fossem decretadas medidas de isolamento que prejudicassem a economia brasileira.
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Semana anterior
Na semana passada, outra ex-médica da Prevent Senior foi ouvida pela CPI da Câmara Municipal e disse que era contra a política da empresa de indicação “generalizada” de hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes com Covid-19. Os medicamentos são comprovadamente ineficazes contra a doença.
“Desde o início eu discordava sobre o uso generalizado de hidroxicloroquina. Então eu optei por não participar [das pesquisas] e foquei as minhas atividades na infraestrutura, na prevenção, no uso de EPIs”, afirmou.
Carla Morales Guerra, médica infectologista ouvida pela CPI da Prevent na Câmara de SP, nesta quinta-feira (18)
Reprodução/TV Câmara
A infectologista Carla Morales Guerra afirmou na quinta-feira (18) que o kit-covid na Prevent Senior não era usado em pacientes graves internados, mas em pessoas com sintomas iniciais.
“Essa pressão da prescrição era mais para pacientes ambulatoriais, da telemedicina, e pacientes que passavam pelo pronto-socorro, não era para paciente internado”, afirmou.
A infectologista, que tinha cargo de chefia na área, deixou a operadora de saúde em setembro deste ano. Segundo ela, era de sua responsabilidade a organização de fluxos nos hospitais, mas não o atendimento direto dos pacientes.
Em nota, a Pevent Senior afirmou que nunca obrigou médicos a prescrever os medicamentos. “A discordância da médica Carla Guerra e a afirmação do Dr. Saulo Oliveira, que não prescreviam hidroxicloroquina, são provas do respeito à autonomia médica pela Prevent Senior. A Prevent Senior nunca obrigou seus médicos a prescrever quaisquer remédios ou atendimentos”, disse a empresa.
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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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