Economia
Exportações de veículos da China vão desacelerar em 2025, afirma associação de fabricantes
De acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, vendas no mercado interno chinês devem ficar mais aquecidas este ano, o que diminuirá o número de carros enviados a outros países. GWM Ora 03 Skin
divulgação/GWM
As exportações de veículos da China devem crescer 5,8%, alcançando 6,2 milhões de unidades neste ano. Esse montante representa uma desaceleração, sobretudo quando comparada ao aumento de 19,3% registrado em 2024. Essa é uma estimativa da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM), divulgada nesta segunda-feira (13).
A desaceleração nas exportações estimadas contrasta com uma leve alta projetada para as vendas de veículos na China neste ano, já que incentivos fiscais prolongados devem impulsionar as vendas internas no maior mercado automotivo do mundo.
A associação não forneceu uma divisão das estimativas de exportação por tipo de motor, mas informou que as exportações de veículos elétricos (EVs) caíram 10,4% no ano passado, enquanto as exportações de híbridos plug-in aumentaram 190%.
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Isso se compara a um aumento de 80,9% nas exportações de EVs em 2023, quando as exportações de híbridos plug-in cresceram 47,8%, e aponta para o impacto das tarifas adicionais sobre os EVs fabricados na China, introduzidas pela União Europeia no final de outubro.
A China orientou seus fabricantes de automóveis a interromper grandes investimentos em países europeus que apoiam tarifas extras sobre os carros elétricos fabricados na China, informou a Reuters em outubro. Enquanto isso, os fabricantes de automóveis na China estão se voltando para exportações de híbridos para a Europa a fim de contornar as tarifas adicionais sobre os EVs.
As vendas de veículos na China devem crescer 4,7%, atingindo 32,9 milhões de unidades neste ano, após um aumento de 4,5% em 2024, de acordo com a CAAM.
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A associação espera uma desaceleração no crescimento das vendas de veículos de nova energia (NEVs), que incluem EVs e híbridos plug-in, para 24,4% em 2025, em comparação com 35,5% no ano passado.
A extensão dos subsídios para a troca de carros até 2025 é vista como uma das maiores vantagens para o crescimento, enquanto a fraca demanda interna, a concorrência feroz e a crescente pressão externa devem ter efeitos adversos no mercado automotivo, afirmou o oficial da CAAM, Xu Haidong.
Mais de 6,6 milhões de carros vendidos na China no ano passado se beneficiaram de subsídios governamentais de até US$ 2.800 para a compra de veículos NEV e até US$ 2.000 para veículos com motores a combustão mais eficientes, de acordo com dados oficiais.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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