Connect with us

Economia

Exportadores afetados pelo tarifaço vão ter linha de crédito, cobrança de impostos adiada e produtos comprados pelo governo

Published

on

Exportadores afetados pelo tarifaço vão ter linha de crédito, cobrança de impostos adiada e produtos comprados pelo governo
Reprodução/TV Globo
O governo federal apresentou nesta quarta-feira (13) o pacote de ajuda às empresas exportadoras brasileiras atingidas pela chantagem tarifária do presidente americano, Donald Trump.
O governo publicou o pacote de ajuda aos exportadores em uma edição extra do Diário Oficial. A medida provisória, no entanto, precisa de aprovação do Congresso Nacional.
As empresas impactadas pelo tarifaço terão acesso a uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões, dinheiro do Fundo de Garantia à Exportação. O Conselho Monetário Nacional ainda vai estabelecer as condições do financiamento, como a taxa de juros, e os ministérios, os critérios de elegibilidade – quais setores terão prioridade no acesso ao crédito.
O governo ainda não informou quando o dinheiro do empréstimo estará disponível para as empresas. A condição exigida neste primeiro momento é manter os empregos. Ainda não há detalhes sobre como a regra será aplicada aos diferentes setores exportadores e por quanto tempo a ajuda vai durar.
Outras medidas e custos
O governo prorrogou o prazo do regime de drawback, que permite a suspensão de impostos sobre matérias-primas importadas usadas na fabricação de produtos destinados à exportação. As empresas terão mais um ano para vender para o exterior sem perder o incentivo. Além disso, as empresas poderão pedir adiamento do pagamento de tributos federais nos próximos dois meses.
Governo Federal, estados e municípios poderão comprar parte da produção de perecíveis que seria exportada. Os produtos irão para merenda escolar e hospitais, por exemplo. Até 2026, empresas exportadoras terão direito à devolução de parte dos tributos pagos ao longo da cadeia de produção, com até 6% para micro e pequenas empresas e até 3,1% para as demais. O governo vai deixar de arrecadar R$ 5 bilhões com essa medida.
O Tesouro Nacional também fará um aporte de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores, segundo a equipe econômica com o objetivo de garantir o acesso de pequenos e médios exportadores às linhas de crédito. As duas medidas custarão R$ 9,5 bilhões, e o governo vai pedir autorização ao Congresso para que esse valor não entre no cálculo da meta das contas públicas.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados disse que as medidas emergências divulgadas divulgadas são importantes para a preservação das empresas. E defendeu a necessidade de novos acordos comerciais, especialmente para potencializar a inserção dos produtos industrializados no mercado externo.
Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse que as medidas dão fôlego à indústria e mantêm negociação aberta com os EUA. Na solenidade desta quarta-feira (13), o presidente da CNI defendeu maior atenção aos exportadores com dificuldade em encontrar novos mercados.
“Aplauso às medidas que são paliativas. E vamos trabalhar muito duro para que essas medidas possam ser superadas o mais breve possível. Esses setores certamente vão precisar de muito mais carinho, muito mais atenção e muito mais esforço, principalmente porque o mercado não está disponível para nós, como estaria talvez para as commodities”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo continuará monitorando os impactos.
“É uma leva de proposições que vão atenuar esse impacto inicial. Vamos ficar atentos, monitorando nossas exportações e o comportamento do mercado. Já quero informar, presidente, que há setores que não estão no radar hoje, mas que podem vir a entrar no radar em função de uma agressividade muito grande, por exemplo, da exportação de algodão e soja por parte dos Estados Unidos, que está impondo compras de outros países aos seus produtos, isso pode arrecadar problemas internos aqui no Brasil”.
Lula rebate críticas e busca aliados
O presidente Lula voltou a rebater os argumentos do governo americano para o tarifaço, enfatizando que não há desrespeito aos direitos humanos no Brasil. Nesta terça-feira (12), os Estados Unidos publicaram um relatório afirmando que a situação dos direitos humanos no Brasil se deteriorou.
O documento faz críticas ao governo Lula, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e à prisão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na ação sobre a tentativa de golpe.
“O Brasil não tinha efetivamente nenhuma razão para ser taxado e tampouco aceitaremos qualquer pecha de que no Brasil nós não respeitamos o Direitos Humanos e que o julgamento nosso está sendo feito de forma arbitrária. Na verdade, o que nós estamos fazendo é aquilo que é feito apenas em país democrático. Julgando alguém com base em provas coletadas, em testemunhas e com total direito de presunção de inocência. Isso é democracia elevada à quinta potência”, afirmou Lula.
O presidente afirmou que, no momento, o Brasil não vai adotar ações de reciprocidade.
“Nós não estamos anunciando reciprocidade. Veja como nós somos negociadores. Nós não queremos, no primeiro momento, fazer nada que justifique piorar a nossa relação. Neste momento nós estamos tentando aproximar a relação. Procurando o nosso parceiro. Eu já falei com a Índia, já falei com a China, já falei com a Rússia, vou falar com a África do Sul, com a França, com a Alemanha, vou falar com todo mundo. Para eles se darem conta do que está acontecendo no mundo, e junto aos Brics nós vamos fazer uma teleconferência que está sendo articulada para a gente discutir, dentro dos Brics, o que a gente pode fazer para melhorar a nossa relação entre todos os países que foram afetados.”
LEIA TAMBÉM:
EUA atacam governo brasileiro e ministro Alexandre de Moraes em relatório anual de direitos humanos no mundo
Em busca de apoio para enfrentar tarifaço de Trump, Lula recorre a países do Brics e liga para presidente da China

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados