Economia
Fazendeiro assume desmatar ilegalmente região de Cerrado no TO e questiona fiscal do Ibama: ‘Não tem outro caminho?’
‘Eu só, assim, te perguntei, porque às vezes tinha outro caminho. Mas, como você disse que não tem outra maneira, então vamos tocar aí’, questionou o fazendeiro Neri Ferreira ao fiscal. O Profissão Repórter desta terça-feira (11) mostrou a grilagem de terras em regiões do Cerrado e seus impactos. Fazendeiro assume desmatar ilegalmente região de Cerrado em TO e questiona fiscal do Ibama: ‘Não tem outro caminho?’
Com a ajuda de drones e satélites, os servidores do Ibama detectaram pelo menos 190 hectares de área desmatada ilegalmente em uma região do Tocantins. O dono da fazenda, Neri Ferreira, questionado pelo Ibama sobre o crime, perguntou se não haveria “outro caminho”, ao invés da aplicação das multas.
Assim que chegaram no local, os servidores pararam um veículo com funcionários da fazenda Reunidas Santa Luzia, e falaram com Paulo Bernardes da Silva, que é tratorista. Ele contou que foi contratado pelo dono da fazenda, Neri Ferreira – que mora em Goiânia. Os servidores do Ibama tiveram contato com ele por telefone.
Veja no diálogo abaixo:
Servidor: Aqui na fazenda Reunidas Santa Luzia, a gente percebeu que o senhor trabalhou, nos últimos 10 dias, desmatou lá [região ilegal]. Como está a regularidade?
Neri: Eu vou ser sincero com você. Não tem, não [autorização].
Servidor: O senhor sabia que tinha que ter uma autorização para trabalhar lá, né?
Neri: Pois é.
Servidor: Como naquele caso não tinha autorização, temos que fazer uma multa para o senhor, embargar a área e o senhor entra com suas alegações pedindo a legalização junto ao órgão estadual.
Neri: Não tem outro caminho? Não tem outro caminho, Edvaldo?
Servidor: Não, não tem. A legislação manda que a gente faça isso.
Neri: Eu só, assim, te perguntei, porque às vezes tinha outro caminho. Mas, como você disse que não tem outra maneira, então vamos tocar aí.
O Profissão Repórter desta terça-feira (11) mostrou a grilagem de terras em regiões do Cerrado e seus impactos.
No sistema de monitoramento do satélite, os agentes descobriram que outra área próxima da região também tinha sido desmatada nos últimos dias.
Os tratores de Paulo Bernardes da Silva usados para desmatar a fazenda Reunidas Santa Luzia, também estavam sendo utilizados nessa outra região, que faz parte da Fazenda Frades – propriedade de Claudiomir Abatti.
Os tratores de Paulo foram apreendidos e multas foram aplicadas a Abatti, que não respondeu às tentativas de contato do Profissão Repórter.
Veja a íntegra do programa desta terça-feira (10):
Edição de 11/07/2023
Confira as reportagens do programa abaixo:
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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