Economia
Fim da ‘febre Labubu’? Por que a Pop Mart perdeu quase US$ 13 bilhões na bolsa de Hong Kong
Labubu: o que é boneco que virou febre mundial
Após a febre que tornou a Pop Mart, fabricante do Labubu, uma das empresas de maior crescimento da Ásia, o ‘frenesi’ em torno dos ‘bonecos monstrinhos’ parece ter desacelerado. Nesta segunda-feira (15), as ações da companhia tiveram sua maior queda desde abril na bolsa de Hon Kong.
No início do pregão, a empresa com sede em Pequim viu seus papéis caírem quase 9%. Foi a maior queda intradiária desde o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma série de tarifas para diversos países. Ao final do dia, a ação da companhia ainda fechou em queda de 6,4%.
Apesar da baixa na bolsa de valores, a Pop Mart ainda acumula alta de mais de 180% em 2025 e continua com o melhor desempenho no Índice Hang Seng — terceiro maior mercado de ações da Ásia.
No final do mês passado, o diretor-presidente da Pop Mart, Wang Ning, que a empresa de brinquedos estava a caminho para atingir a meta de receita de 20 bilhões de yuans (US$ 2,78 bilhões) em 2025 e que “30 bilhões (US$ 4,18 bilhões) neste ano também devem ser bastante fáceis”.
A declaração veio após a divulgação dos resultados semestrais recordes: a fabricante da boneca Labubu registrou lucro líquido quase 400% maior, impulsionado pela forte demanda.
Apesar do sucesso momentâneo, analistas do mercado financeiro estão céticos quanto ao futuro da companhia fundada por Wang em 2010. Isso porque o JPMorgan, um dos maiores bancos de investimentos nos Estados Unidos e também do mundo, rebaixou a avaliação da empresa, citando “poucos catalisadores e uma avaliação considerada pouco atraente.
🔎 Quando um banco ou corretora “rebaixa” uma empresa, ele está sinalizando que acha que as ações dela podem ter desempenho pior no futuro ou que estão supervalorizadas, indicando cautela para quem pensa em comprar ou manter os papéis.
Segundo o JPMorgan, as ações da Pop Mart já refletem expectativas muito otimistas sobre o desempenho da empresa — quase como se tudo saísse “perfeito”. Na prática, isso significa que o mercado já precificou resultados muito positivos.
Então, se houver qualquer notícia ruim, mesmo pequena — como queda nos preços de revenda dos bonecos Labubu ou redução nas parcerias de licenciamento —, o valor das ações pode cair ainda mais rápido, pois os investidores perceberam que essas expectativas altas não estão sendo cumpridas.
O rebaixamento ocorre em meio ao arrefecimento do entusiasmo pelos bonecos Labubu, antes disputados por celebridades como Lisa (BlackPink) e David Beckham. O prêmio pago no mercado secundário vem diminuindo na China
Desde o recorde em 26 de agosto, a Pop Mart já perdeu quase US$ 13 bilhões em valor de mercado — cerca de um quarto do total.
Ainda assim, a ação quadruplicou em 2024, impulsionada pela febre do Labubu, e foi incluída neste mês nos índices Hang Seng e Hang Seng China Enterprises. Hoje, é negociada a quase 23 vezes a projeção de lucro para os próximos 12 meses.
Bonecos Labubu
Reprodução/Pop Mart
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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