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Economia

Fim dos Big Macs de frango? Tribunal da UE decide contra o McDonald’s em caso de marca registrada

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Decisão representa uma vitória parcial para o rival irlandês Supermac’s, em uma longa disputa; entenda. Sanduíches de frango crocante e batatas fritas do McDonald’s em Nova York.
Reuters
O McDonald’s não tem o direito de usar o nome “Big Mac” para produtos de aves na Europa após cinco anos consecutivos sem usar o termo.
É o que decidiu o segundo principal tribunal da região nesta quarta-feira (5), em uma vitória parcial para o rival irlandês Supermac’s, que travou uma longa disputa de marca registrada.
A decisão do Tribunal Geral, sediado em Luxemburgo, tem como base a tentativa da Supermac’s, em 2017, de revogar o uso do nome Big Mac pelo McDonald’s, registrado pela empresa norte-americana em 1996 para produtos de carne e aves e serviços prestados em restaurantes.
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O Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (Euipo) indeferiu o pedido de revogação da Supermac e confirmou o uso do termo pelo McDonald’s para sanduíches de carne e frango, o que levou a empresa irlandesa a contestar a decisão.
A Supermac’s, que abriu seus primeiros restaurantes em Galway em 1978 e buscou expandir-se no Reino Unido e na Europa, vende hambúrgueres de carne e frango, além de nuggets e sanduíches de frango frito.
A Corte Geral rejeitou os argumentos do McDonald’s, anulou e alterou parcialmente a decisão do Euipo.
“O McDonald’s perdeu a marca registrada da UE Big Mac em relação a produtos de aves”, decidiram os juízes. “O McDonald’s não provou o uso genuíno em um período contínuo de cinco anos na União Europeia em relação a determinados produtos e serviços.”
A cadeia de fast-food dos EUA disse por e-mail que ainda pode usar a marca registrada Big Mac, utilizada principalmente para um sanduíche de carne bovina.
O fundador da Supermac, Pat McDonagh, disse à Newstalk Radio da Irlanda que a decisão foi “uma grande vitória para qualquer pessoa com o sobrenome Mac”.
“Isso significa que podemos expandir para outros lugares com o Supermac’s em toda a UE, o que é uma grande vitória para nós hoje”, disse ele à rádio.
Os proprietários de marcas registradas devem prestar atenção à decisão, disse o advogado de PI da Pinsent Masons, Matthew Harris.
“Esse é um grande alerta e os proprietários de marcas registradas bem conhecidas não podem simplesmente se acomodar com a premissa de que ‘é óbvio que o público conhece a marca e nós a temos usado'”, disse ele.
“O caso destaca que até mesmo marcas de renome mundial são submetidas ao mesmo escrutínio quando precisam comprovar o uso genuíno de uma marca registrada em um determinado território.”
A decisão pode ser objeto de recurso ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o mais alto da Europa.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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