Economia
FMI considera ‘impressionante’ progresso na economia da Argentina com governo Milei
Porta-voz da organização internacional afirmou, no entanto, que ‘o caminho para a estabilização nunca é fácil’. Presidente Javier Milei discursa na abertura do Congresso argentino, em 1º de março de 2024.
Reuters/Agustin Marcarian
O progresso alcançado pelo governo do presidente ultraliberal da Argentina, Javier Milei, é “impressionante”, mas “o caminho para a estabilização nunca é fácil”, declarou nesta quinta-feira (4) uma porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O organismo financeiro apoia Milei desde que ele assumiu o cargo, em dezembro, com o objetivo de atingir um déficit zero em 2024, mesmo que isso inclua um plano “motosserra” para cortar gastos.
“O progresso até agora tem sido impressionante”, disse Julie Kozack, diretora de comunicações do Fundo.
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“Janeiro e fevereiro registraram um superávit fiscal pela primeira vez em mais de uma década, as reservas internacionais estão sendo reconstituídas, a inflação está caindo mais rapidamente do que o previsto e os indicadores de mercado, como a variação cambial e o spread soberano, continuam melhorando”, disse. O spread soberano é o custo do endividamento externo de um país.
As autoridades argentinas implementam “um ambicioso plano de estabilização macroeconômica” centrado em uma “forte âncora fiscal” que elimina qualquer financiamento do governo pelo Banco Central, e em políticas destinadas a reduzir a inflação e a reconstruir as reservas, explicou Kozack em uma conferência de imprensa em Washington.
Mas “o caminho para a estabilização [econômica] nunca é fácil e requer uma implementação forte de políticas”, acrescentou a porta-voz.
100 primeiros dias de Milei na Argentina
Para o FMI é importante “manter a melhora na qualidade do ajuste fiscal” e adaptar a política monetária durante a “transição”.
Em um país com mais de 12 milhões de pessoas pobres (41,7% da população), a organização financeira aplaude “os esforços recentes das autoridades para fortalecer a assistência social no emblemático programa de subsídios para crianças, além de proteger o valor real das pensões”.
As reformas precisam de “apoio social e político” para “garantir durabilidade e eficácia”, disse a porta-voz, enquanto sindicatos do setor público protestam nas ruas contra a demissão de quase 15 mil funcionários.
Milei reativou um programa de crédito de US$ 44 bilhões (R$ 220 bilhões) com o FMI, sobre o qual mantém “discussões ativas”, segundo Kozack, que negou que um novo plano esteja sendo negociado.
“Neste momento, seria prematuro discutir as modalidades de um possível programa futuro”, declarou.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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