Economia
Fortunas de bilionários disparam com alta das bolsas de NY; Musk ganha US$ 30 bilhões em um dia
Bolsas de Nova York dispararam após Donald Trump anunciar que irá reduzir para 10% as taxas recíprocas a outros países, pelo prazo de 90 dias. Musk durante a posse de Donald Trump nos EUA
Chip Somodevilla/Pool via REUTERS/File Photo
Os maiores bilionários do planeta ficaram ainda mais ricos na tarde desta quarta-feira (9). O motivo foi a disparada nas bolsas de Nova York após Donald Trump anunciar que irá reduzir para 10% as taxas recíprocas a outros países, pelo prazo de 90 dias.
Elon Musk, que ocupa a primeira posição do ranking, ganhou cerca de US$ 28,3 bilhões em um único dia, aumentando seu patrimônio líquido para US$ 380,9 bilhões.
Atrás do dono da Tesla e assessor do presidente republicano Donald Trump, está Jeff Bezos, fundador da Amazon e proprietário do jornal “The Washington Post”, que viu sua fortuna aumentar pouco mais de US$ 18,6 bilhões, acumulando um patrimônio de US$ 207,7 bilhões.
Abaixo, veja o ranking dos mais ricos do mundo e o quanto eles faturaram nesta quarta-feira.
Elon Musk: patrimônio líquido UU$ 380,9 bilhões (+ UU$ 28,3 bilhões)
Jeff Bezos: patrimônio líquido UU$ 207,7 bilhões (+ UU$ 18,6 bilhões)
Mark Zuckerberg: patrimônio líquido UU$ 202,6 bilhões (+ UU$ 25,7 bilhões)
Larry Ellison: patrimônio líquido UU$ 175,4 bilhões (+ UU$ 18,4 bilhões)
Warren Buffett: patrimônio líquido UU$ 161,8 bilhões (+ UU$ 8,1 bilhões)
O anúncio da redução das taxas recíprocas de Trump veio após pressão dentro do próprio governo americano e de magnatas.
Somente nos dois primeiros dias de negociações após o anúncio do “Dia da Libertação”, na última quarta-feira (2), as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam um total de US$ 536 bilhões. Foi a maior perda de riqueza em dois dias já registrada pelo índice de bilionários da Bloomberg.
Dentro desse grupo, estão os bilionários que apoiaram Trump e participaram de sua posse em janeiro, mas agora veem suas riquezas encolherem.
Até então, Musk havia sido o mais atingido. A Tesla, montadora de veículos do magnata, já estava enfrentando uma potencial reação de compradores que demonstram preocupações sobre seu comportamento controverso. Desde o anúncio do tarifaço, o bilionário teve uma perda de US$ 30 bilhões do patrimônio pessoal.
Já Jeff Bezos teve perdas que somam US$ 24 bilhões desde o anúncio do “tarifaço”.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, que ocupa o terceiro lugar no ranking dos mais ricos, teve a próxima maior perda, com prejuízo de US$ 28 bilhões desde a semana passada. Hoje, o fundador da bigtech ganhou US$ 5,7 bilhões, acumulando um patrimônio de US$ 202,6 bilhões.
Redução das taxas
Apesar de ter reduzido para 10% as taxas recíprocas a outros países, pelo prazo de 90 dias, o presidente dos Estados Unidos afirmou que aumentará para 125% a tarifa sobre a importação de produtos da China. A medida tem efeito imediato.
A decisão é mais um episódio da nova disputa comercial entre EUA e China, iniciada pelo tarifaço de Trump. No último dia 2 de abril, o norte-americano anunciou taxas de importação sobre 180 países de todo o mundo. De lá para cá, houve retaliações de parte a parte, subindo tarifas de importação.
Os EUA haviam imposto uma taxa de 104% aos produtos chineses, que entraria em vigor nesta quarta. Em resposta, o Ministério das Finanças da China anunciou que subiria tarifas para 84% sobre os produtos americanos. (saiba mais abaixo)
O republicano afirmou que a decisão teve como base o fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos EUA, incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e USTR (agência do governo para o comércio exterior), para negociar uma solução ao tarifaço.
Trump em evento do Comitê Nacional Republicano para o Congresso
Reuters
Reflexos nos mercados
Apesar da nova ofensiva contra os chineses, o recuo de Trump em relação ao tarifaço fez o humor dos mercados mudar completamente.
Os principais índices dos EUA dispararam e fecharam com ganhos de até 12% nesta quarta.
Veja abaixo o desempenho:
Dow Jones avançou 7,87%, aos 40.608,45;
S&P 500 avançou 9,35%, aos 5.448,50;
Nasdaq avançou 12,16%, aos 17.124,97.
Os mesmos índices tinham despencado na última semana, chegando a derreter até 10%. Um dia após o detalhamento do tarifaço, por exemplo, as bolsas norte-americanas registraram as maiores quedas em um único dia desde 2020 — ano em que o planeta enfrentava a pandemia de Covid-19.
Bolsas da Ásia e da Europa também despencaram em consequência da guerra comercial. Aqui no Brasil, o dólar disparou nos últimos dias e se tornou a terceira moeda que mais perdeu valor contra o dólar desde o tarifaço. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, acumulou quedas.
O cenário, no entanto, se inverteu também nos mercados brasileiros após o anúncio de Trump de que irá pausar a aplicação geral de tarifas: o dólar passou a cair e fechou em queda de 2,54%, a R$ 5,84. O Ibovespa disparou 3,12%, aos 127.796 pontos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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