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Fundador da FTX, corretora que chegou a valer US$ 32 bilhões e faliu, vai a julgamento por fraude em massa

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Se condenado, Sam Bankman-Fried – que já teve uma fortuna pessoal de mais de US$ 26 bilhões e perdeu tudo – pode pegar décadas de prisão. Sam Bankman-Fried, o ex-bilionário fundador da FTX
FTX/Divulgação via Reuters
Começou nesta terça-feira (3) o julgamento de Sam Bankman-Fried, fundador da FTX — uma corretora de criptomoedas que chegou a valer cerca de US$ 32 bilhões e foi uma das maiores do mundo antes de falir, no final do ano passado.
O julgamento, que ocorre nos Estados Unidos, vai determinar se a sequência de fatos que levaram a FTX à falência também representam uma fraude em massa cometida pelo executivo contra milhões de pessoas. Se condenado, o jovem de 31 anos, que chegou a ter uma fortuna estimada em US$ 26 bilhões, pode pegar décadas de prisão.
Segundo a agência de notícias France Presse, o primeiro dia do processo será dedicado à escolha do júri. O caso deve levar cerca de seis semanas até ser concluído no tribunal.
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Além de fraude financeira, Bankman-Fried também é acusado de conspiração criminosa. O promotor Damian Williams, ainda o acusa de comprar imóveis por milhões de dólares nas Bahamas e de ter doado quantias altas para políticos nos Estados Unidos.
O ex-bilionário foi extraditado das Bahamas em dezembro do ano passado, quando foi preso e solto logo em seguida, sob o pagamento de fiança. Ele voltou a ser preso em agosto, sob acusações de tentativa de manipulação de testemunhas do caso.
O que aconteceu com a FTX?
Os problemas da FTX começaram quando a mídia começou a noticiar que, para salvar a Alameda Research, um fundo de investimento também criado por Bankman-Fried, o executivo emprestou dinheiro da própria FTX para a empresa.
As informações são de que ele utilizou os recursos dos clientes que estavam depositados na corretora para financiar a operação da Alameda, o que é ilegal — já que, embora sejam do mesmo dono, os negócios das empresas devem ocorrer de forma separada.
A notícia veio à tona no começo de novembro, junto a um balanço patrimonial da Alameda. O documento revelava que cerca de US$ 14,6 bilhões eram mantidos em FTT (o token da FTX, uma espécie de moeda oficial da plataforma).
Com isso, os clientes da corretora, começaram uma corrida para sacar seus depósitos, com medo de perderem seus recursos.
Por não ter dólares suficientes para arcar com todos os saques, a FTX quebrou e entrou com um pedido de recuperação judicial na justiça americana em 11 de novembro. A companhia faliu e levou Bankman-Fried a perder tudo.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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