Economia
Fundador de site de apostas é o mais jovem a se tornar bilionário sem ser herdeiro
Shayne Coplan, fundador e CEO da plataforma de apostas Polymarket.
Richard Drew/AP Photo
O fundador da Polymarket, Shayne Coplan, se tornou o mais jovem bilionário autodeclarado — ou seja, cuja fortuna não veio de uma herança —, após a Intercontinental Exchange Inc. (ICE), dona da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) anunciar um investimento de até US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões). As informações são da Bloomberg News.
O acordo foi anunciado como um investimento estratégico pela International Exchange na última terça-feira (7). Segundo o comunicado, o valor reflete uma avaliação da empresa de aproximadamente US$ 8 bilhões (R$ 42,7 bilhões).
Além do investimento, a ICE se tornará uma distribuidora global dos dados baseados em eventos da Polymarket, “fornecendo indicadores de percepção sobre temas relevantes para o mercado”. As duas companhias também firmaram um acordo de parceria para futuras iniciativas de tokenização.
Em comunicado enviado a investidores na última terça-feira, o presidente da ICE afirmou que o acordo une a ICE a uma empresa “inovadora e revolucionária” e que é “pioneira em mudanças no setor de finanças”.
“Shayne Coplan montou uma equipe na Polymarket para criar uma empresa orientada para o usuário, incansavelmente focada em produto, desenvolvimento, utilização e distribuição. Há oportunidades em diversos mercados que a ICE, juntamente com a Polymarket, pode atender de forma única, e estamos entusiasmados com o que esse investimento pode nos levar”, afirmou o executivo em nota.
Quem é Shayne Coplan?
Shayne Coplan tem 27 anos e fundou a Polymarket em junho de 2020. Segundo a Bloomberg, a ideia para a criação da plataforma veio alguns anos após Coplan abandonar a Universidade de Nova York para tentar viver o sonho de se dar bem no mundo das criptomoedas.
O sonho, no entanto, não deu certo — a tal ponto que, de acordo com a agência de notícias, ele precisou até fazer um inventário do seu apartamento para poder vender seus pertences e pagar o aluguel.
Ainda segundo a Bloomberg, Coplan teria começado a estudar as teorias do economista Robin Hanson sobre o mercado de previsão em 2019, até que a Covid-19 chegou e criou o momento perfeito para que ele conseguisse desenvolver um aplicativo voltado para o mercado de previsões. Assim, surgiu a Polymarket.
O caminho, no entanto, não foi fácil. A empresa entrou em repetidos conflitos com as autoridades e reguladores norte-americanos — e a casa de Coplan chegou a ser alvo de agentes do FBI após as eleições de 2024, quando usuários da Polymarket apostaram mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões na cotação atual).
Segundo a Bloomberg, no entanto, a empresa voltou a ganhar os holofotes — dessa vez, de um jeito positivo —, após o anúncio de investimento por parte da ICE.
Veja os bilionários brasileiros segundo a revista Forbes:
Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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