Economia
Fundo de Bill Ackman propõe aquisição da Universal Music por US$ 64 bilhões
Logo da Universal Music Group
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Arquivo
O fundo de investimento Pershing Square, do bilionário Bill Ackman, propôs nesta terça-feira (7) uma fusão com a Universal Music Group (UMG), a maior gravadora do mundo, dona de um catálogo que inclui artistas como Taylor Swift, The Weeknd, Billie Eilish, Drake e Lady Gaga.
A oferta, que combina pagamento em dinheiro e em ações, avalia a Universal Music Group em cerca de 30,40 euros por ação — valor 78% acima do último fechamento, de 17,10 euros.
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Com isso, o negócio é estimado em aproximadamente 55,75 bilhões de euros (US$ 64,31 bilhões), segundo cálculos da Reuters. Atualmente, a Pershing detém cerca de 4,7% da UMG e é a quarta maior acionista da companhia.
Na prática, a proposta — ainda não definitiva — prevê a fusão da empresa com a SPARC Holdings, ligada à gestora. A operação daria origem a uma nova companhia, registrada nos Estados Unidos e com ações negociadas na Bolsa de Nova York.
Após a proposta, as ações da Universal Music Group, listadas em Amsterdã, subiram cerca de 13% nas primeiras negociações do dia. Já os papéis de sua maior acionista, o Bolloré Group, avançaram 6%.
Listagem em Nova York no radar
A cantora Taylor Swift assinou com a Universal Music Group em 2018, após sair da Big Machine Records.
Taba Benedicto/Estadão Conteúdo
A nova proposta surge após a Universal Music Group decidir, no mês passado, adiar seus planos de abrir capital nos Estados Unidos. Com isso, a empresa voltou atrás em um acordo que tinha com a Pershing Square.
Além da fusão, a gestora acredita que, com ações negociadas em Nova York, a gigante da indústria musical pode atrair mais investidores e aumentar seu valor de mercado.
Em carta ao conselho de administração da companhia, o investidor Bill Ackman elogiou a gestão da Universal Music, afirmando que o trabalho tem sido “excelente”. Ainda assim, destacou que as ações da companhia não têm tido bom desempenho desde a estreia na bolsa, em 2021.
🔎 Segundo ele, isso se deve a alguns fatores: dúvidas sobre o futuro da participação de 18% do Bolloré Group, o atraso na abertura de capital nos EUA e o uso pouco eficiente dos recursos da empresa.
Segundo a Reuters, o executivo Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney Company, deve assumir a presidência do conselho da nova companhia.
Se o negócio for aprovado, os acionistas da UMG receberão uma combinação de dinheiro e ações: ao todo, 9,4 bilhões de euros em dinheiro, além de papéis da nova empresa.
O pagamento em dinheiro viria de diferentes fontes da Pershing, como recursos próprios, empréstimos e parte dos valores obtidos com sua participação no Spotify. A expectativa é concluir a operação até o fim do ano, caso seja aprovada.
A estreia da Universal Music Group na bolsa ocorreu em setembro de 2021, na Euronext, em Amsterdã, e foi cercada de grande expectativa. Na época, a empresa não fez um IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial) tradicional.
Em vez disso, foi “desmembrada” da Vivendi, conglomerado francês de mídia, que distribuiu a maior parte das ações da UMG aos seus acionistas.
As ações da companhia subiram forte na estreia, impulsionadas pelo entusiasmo dos investidores com o setor, especialmente pelo crescimento do streaming. No entanto, depois disso, tiveram desempenho mais fraco, com pouca valorização e períodos de instabilidade nos últimos anos.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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