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Fundo de florestas ‘não é doação’ e já tem US$ 6 bi, diz Marina Silva; meta é US$ 25 bilhões

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Fundo de florestas ‘não é doação’, já tem US$ 6 bi e meta é US$ 25 bi, diz Marina Silva
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira (7) que o fundo “Florestas Tropicais para Sempre”, lançado pelo Brasil, já está em operação antes mesmo da COP 30 e conta com aportes iniciais de cerca de US$ 6 bilhões. A meta, segundo ela, é alcançar US$ 25 bilhões.
“O fundo Floresta Tropical para Sempre nasce como uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente. Depois nós fizemos um trabalho ombro a ombro com o Ministério da Fazenda, o Banco Mundial, e fomos alargando as parcerias”, disse Marina.
“O nosso objetivo no começo era que o fundo tivesse operacional na COP30, ele já está operacional e nós já conseguimos ter os primeiros aportes, é algo em torno de US$ 6 bilhões. […] Nós queremos alcançar no decorrer dessa jornada algo em torno de US$ 25 bilhões.”
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Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, em Belém (PA), Marina destacou que a arquitetura do fundo, criada em parceria com o Ministério da Fazenda e o Banco Mundial, não funciona como doação, mas como um investimento retornável para os países e investidores privados que aportarem recursos.
Para os países com florestas, no entanto, o dinheiro recebido será um “pagamento pelos serviços ecossistêmicos prestados”, ou seja, não precisará ser devolvido.
A ministra explicou que o mecanismo foi desenhado para atender a uma antiga demanda dos países desenvolvidos, provando que é possível usar dinheiro público para atrair capital privado em larga escala.
“Sempre os países desenvolvidos diziam que não bastava recurso público, que nós tínhamos que criar mecanismos que fossem alavancas de recursos privados”, disse Marina. “O Brasil criou uma arquitetura que […] para cada um dólar desses recursos que vem de fundos soberanos […] nós vamos alavancar pelo menos quatro dólares para pagar por floresta protegida”.
Segundo a ministra, cerca de 50 países, que detêm mais de 90% das florestas tropicais do planeta, já aderiram à iniciativa.
Sobre o Reino Unido integrar o fundo, a ministra disse que o país “ajudou desde o começo, inclusive com a arquitetura do fundo”. Segundo ela, o governo britânico está atualmente em sua “dinâmica interna” de “renovação do orçamento”, que depende de processos que “não dependem só do Poder Executivo”, mas que ela tem certeza de que “lá na frente” o encontro será aprofundado.
Ao comentar sobre a China, Marina afirmou que a China “também tem uma dinâmica diferente”, mas que nas conversas do ministro Fernando Haddad com autoridades chinesas, eles “sempre sinalizaram que celebram essa iniciativa do Brasil” e a necessidade de o Sul Global criar seus próprios instrumentos financeiros.
Na terça-feira (4), a ministra participou do lançamento da coalizão multilateral contra crimes ambientais. No evento, Marina reforçou o compromisso do Brasil com desmatamento zero até 2030, citando queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado em 2025.
No fim de outubro, o governo federal anunciou o menor desmatamento dos últimos 11 anos na Amazônia (queda de 11%) e dos últimos 5 no Cerrado (queda de 11%).
Pesquisadores identificaram um aumento expressivo da degradação florestal provocada por incêndios. Desde 2022, a degradação vem crescendo e, hoje, representa hoje 38% do desmatamento.
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Caminho para o fim dos combustíveis fósseis
Em relação ao debate sobre o fim dos combustíveis fósseis na COP30, a ministra afirmou que o presidente Lula quer ir além da decisão de Dubai (COP28), que apenas estabeleceu a intenção de fazer uma “transição para o fim do uso de combustível fóssil”.
Para Marina, a decisão de Dubai “precisa de indicadores de esforços, porque senão fica a decisão no papel”. Ela disse que a fala de Lula na abertura da conferência foi uma “bússola” para os negociadores, e que a proposta brasileira é criar um “mapa do caminho” com “padrões globais” para que essa transição de fato ocorra. “Não basta dizer que vamos sair, é preciso criar um mapa do caminho para essa saída”, concluiu.
Líderes fazem ‘foto de família’ da COP
Nesta sexta-feira (7), autoridades de todo o mundo se reuniram na manhã desta para a tradicional “foto de família” da Cúpula de Líderes da COP30. O encontro começou com a presença estimada de mais de 40 chefes de Estado e de governo e marca a abertura política da Conferência do Clima da ONU.
Antes mesmo do início oficial, a Conferência já tem a confirmação de novos países investidores para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). A proposta prevê remunerar países que conservam suas florestas tropicais.
O maior aporte anunciado foi o da Noruega, que vai colocar cerca de US$ 3 bilhões. Ao todo, o fundo já tem a promessa de US$ 5,5 bilhões em investimentos. Saiba mais sobre o fundo aqui.
🌎ENTENDA: Em outras COPs, como Glasgow (2021) e Dubai (2023), as reuniões de chefes de Estado ocorreram junto à abertura oficial. Segundo a presidência da COP30, desta vez a ideia é que os líderes se encontrem antes do início formal da conferência, para liberar os negociadores e ampliar o tempo dedicado às decisões climáticas mais complexas.
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente
Jornal Nacional/ Reprodução

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Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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