Economia
Fundo soberano norueguês rejeita pacote de remuneração de US$ 1 trilhão para Elon Musk
Musk poderia deixar Tesla se plano salarial de US$ 1 trilhão for rejeitado
O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, anunciou nesta terça-feira (4) que votará contra a aprovação do pacote de remuneração proposto ao CEO da Tesla, Elon Musk, avaliado em até US$ 1 trilhão, durante a assembleia anual da empresa que acontece nesta semana.
Os acionistas da fabricante de veículos elétricos decidirão, em 6 de novembro, se aprovam o pacote — considerado o maior plano de compensação já oferecido a um executivo —, alvo de críticas por ser considerado excessivo.
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Até o momento, o fundo norueguês é o maior investidor externo da Tesla a divulgar publicamente seu voto. O segundo maior, a gestora Baron Capital, informou na segunda-feira (3) que apoiará o plano de remuneração de Musk.
Os principais investidores institucionais da empresa — incluindo BlackRock, Vanguard e State Street — ainda não revelaram suas intenções de voto.
Valorização da empresa, mas preocupação com o tamanho do pacote
O conselho da Tesla vem pressionando os acionistas a aprovarem o plano, e a presidente do conselho, Robyn Denholm, alertou na semana passada que Musk poderia deixar a companhia caso o acordo fosse rejeitado.
Embora o pacote possa garantir ações avaliadas em até US$ 1 trilhão ao longo de dez anos, o custo dessas ações na data da concessão será descontado, reduzindo o valor líquido para Musk para cerca de US$ 878 bilhões, segundo uma análise da Reuters.
“Reconhecemos o valor significativo criado sob a liderança visionária do sr. Musk, mas estamos preocupados com o tamanho total da recompensa, a diluição das ações e a falta de mecanismos que reduzam o risco de dependência de uma única figura-chave — em linha com nossa posição sobre remuneração executiva”, afirmou o Norges Bank Investment Management (NBIM) em seu site.
O fundo, que é o sétimo maior acionista da Tesla, com uma participação de 1,12% avaliada em cerca de US$ 17 bilhões, também votou contra o plano anterior de remuneração de Musk — decisão que provocou uma reação dura do executivo, que chegou a recusar um convite para participar de uma conferência em Oslo.
Diversos grupos já tentaram, sem sucesso, barrar pacotes bilionários concedidos a Musk, incluindo o plano de US$ 56 bilhões aprovado em 2018 e ratificado novamente pelos investidores no ano passado, embora ainda enfrente disputas judiciais.
Votos contra membros do conselho e plano de ações
O NBIM também informou nesta terça-feira que votará contra dois dos três diretores da Tesla que buscam reeleição: Kathleen Wilson-Thompson e Ira Ehrenpreis. O fundo apoiará apenas Joe Gebbia, que ingressou no conselho em 2022
O fundo norueguês, que administra cerca de US$ 2,1 trilhões, também se posicionará contra o plano geral de ações proposto pela Tesla — voltado a todos os funcionários, mas que pode ser usado pelo conselho para beneficiar Musk.
A Tesla argumenta que seu CEO “não receberá nada” caso o valor de mercado da empresa não cresça substancialmente, e que a remuneração máxima só será paga se a companhia atingir diversas metas, entre elas alcançar um valor de mercado de US$ 8,5 trilhões — quase seis vezes o atual.
Mesmo assim, especialistas em remuneração executiva, avaliação de empresas, robótica e tendências automotivas afirmam que Musk ainda poderia lucrar dezenas de bilhões de dólares sem cumprir boa parte dessas metas.
Grandes gestoras americanas vêm sendo pressionadas por políticos republicanos a reduzirem a atenção dada a fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) nas empresas em que investem — e Musk é considerado um aliado do ex-presidente Donald Trump.
Essa pressão política torna mais difícil que os grandes investidores votem de forma independente, segundo Matt Moscardi, CEO da consultoria Free Float Analytics. “Neste momento, os grandes investidores praticamente não podem votar contra a administração”, afirmou.
Elon Musk em foto de setembro de 2025
AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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