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Política

Gabriel Colombo, do PCB, diz que dará fim a privatizações e propõe desmilitarização da PM

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Candidato do PCB, Gabriel Colombo foi o quinto entrevistado da série do g1 com os candidatos ao governo de SP. Questionado sobre como pretende dialogar com a Assembleia Legislativa para aprovar seus projetos com uma candidatura independente, o candidato disse que apostará na mobilização da sociedade. Candidato a governador de São Paulo Gabriel Colombo (PCB) durante entrevista à Walace Lara em série do g1
Celso Tavares/g1
Candidato do PCB ao governo de São Paulo, Gabriel Colombo foi o quinto a ser entrevistado na série do g1, que teve início em 22 de agosto. Ao repórter Walace Lara, disse ser a favor do fim das emendas parlamentares. Segundo Colombo, os recursos servem para criar “currais eleitorais” para muitos dos parlamentares e não necessariamente atendem às demandas urgentes da população.
Segundo ele, sua candidatura é a representação de uma proposta radical e popular da esquerda socialista.
Durante a entrevista, o candidato também criticou as concessões e privatizações e destacou que seu plano de governo prevê a desmilitarização da polícia no estado (veja mais abaixo).
Tarcísio de Freitas (Republicanos), Fernando Haddad (PT) e Rodrigo Garcia (PSDB) tiveram 6% ou mais na pesquisa Ipec de 15 de agosto e, por isso, foram entrevistados ao vivo por Alan Severiano, apresentador do SP1, direto do estúdio do g1, em São Paulo.
Além de Colombo, Carol Vigliar (UP), Altino Júnior (PSTU), Antonio Jorge (DC), Vinicius Poit (Novo), Elvis Cezar (PDT) e Edson Dorta (PCO), demais postulantes ao Palácio dos Bandeirantes, participaram de entrevistas gravadas que serão exibidas de 29/8 a 6/9.
OUTRAS ENTREVISTAS
Rodrigo Garcia nega rompimento com Doria, afirma que não dará ‘palanque para presidente’ e promete zerar filas de cirurgia
Fernando Haddad avalia que PT e PSDB mudaram, defende piso salarial mais alto para policiais e quer rever forma de comunicar sua gestão
Tarcísio de Freitas diz que Rota não deve ter câmera, irá rever contrato com ViaMobilidade e que Hospital SP tem ‘série de problemas’
Antonio Jorge, candidato do DC, diz que ‘valores da família devem ser defendidos em todas as esferas’ e que quer ‘reduzir impostos’
Elvis Cezar, candidato do PDT, quer tornozeleira eletrônica para ‘quem agride mulher’ e diz que expressão ‘dia de branco’ não é racista
O candidato do PCB ao governo do estado de SP, Gabriel Colombo, durante entrevista no g1
Celso Tavares/g1
Independência política
Colombo afirmou que a coesão entre Executivo e Legislativo é “danosa para os interesses populares”.
Questionado sobre como pretende dialogar com a Assembleia Legislativa para aprovar seus projetos com uma candidatura independente, o candidato disse que apostará na mobilização da sociedade.
“Uma questão é a Assembleia Legislativa fechada votando as pautas do governo, outra coisa é a classe trabalhadora e a juventude organizada, pautando essas questões e exigindo. Todas as transformações históricas, conquistas de direitos que nós temos foram fruto de mobilização e luta popular.”
Fim de concessões e privatizações
O candidatou diz ser a favor do fim de concessões para a iniciativa privada, citando como exemplo as falhas constantes nas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que são administradas pela ViaMobilidade.
“Na questão do transporte, tem predominado a dinâmica de concessões para a iniciativa privada que almeja o lucro com as linhas 8 e 9 da CPTM, recentemente concedidas para a ViaMobilidade, que ganhou, inclusive, o apelido popular de ‘via calamidade’.”
A concessionária assumiu as linhas no fim de janeiro, depois de seis meses de transição da operação e de treinamentos junto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo (STM) já multou em ao menos duas oportunidades a ViaMobilidade, num total de R$ 7,9 milhões, em razão de descumprimentos de procedimentos operacionais e da interrupção da prestação do serviço.
LEIA TAMBÉM:
Datafolha em SP: Haddad tem 38%, Tarcísio, 16%, Rodrigo, 11%
Ipec em SP: Haddad tem 29%, Tarcísio, 12%, Rodrigo, 9%
Emendas parlamentares
O candidato também afirmou ser contra as emendas parlamentares – recursos do Orçamento que deputados e senadores podem determinar onde serão aplicados. Geralmente, as verbas são repassadas para obras e projetos nos estados de origem dos congressistas.
“As emendas hoje servem para criar currais eleitorais para muitos dos parlamentares, seja na Assembleia Legislativa, seja no Congresso Nacional e que, em última instância, não estão necessariamente atendendo as demandas urgentes da população.”
“A dinâmica é o dinheiro público ser utilizado para os fins públicos, inclusive decidido a partir de conselhos populares em diversas instâncias, em diversos espaços, desde o estado regionais, nos municípios, nas empresas públicas que definam a prioridade dos investimentos.”
Desestatização de hospitais
Gabriel Colombo prometeu ampliar o investimento na área da saúde e defendeu que todo recurso público deve ser investido em saúde pública. O candidato avalia de forma negativa a dinâmica de destinar recursos públicos para a complementação de serviços nos hospitais privados e filantrópicos.
Colombo ainda criticou a Organizações Sociais (OSs) que administram unidades públicas de saúde na cidade e no estado de São Paulo, e dise que pretende romper as contratações com as entidades do terceiro setor.
Desmilitarização
Colombo destacou quais acredita ser as principais políticas de segurança pública que precisam ser feitas no estado. A primeira, segundo ele, seria o enfrentamento da desigualdade social, com a geração de emprego, a garantia de acesso à educação, à saúde, ao lazer e à cultura.
“A gente tem uma desigualdade social muito elevada e isso se apresenta inclusive nos números da segurança pública. Partindo do emprego, 34% dos jovens negros do estado de São Paulo estão desempregados, e eles são as principais vítimas dos homicídios praticados pela Polícia Militar e o principal grupo das pessoas encarceradas no estado de São Paulo. Entre os presos provisórios estão na casa de quase 100 mil, ou seja, estão com restrição de liberdade e encarcerados sem terem ido a julgamento.”
A segunda proposta de governo do candidato prevê a desmilitarização da polícia.
“A resposta da segurança pública nos últimos 30 anos tem sido militarização, violência policial, equipamentos para a polícia. Ninguém se sente mais seguro.”
“A política de segurança pública também é muito movida por uma dinâmica chamada de guerra às drogas que a partir da criminalização das drogas promove uma guerra aos pobres, porque provoca a violência, o encarceramento em massa e o extermínio, sobretudo da juventude negra nas periferias do estado de São Paulo.”

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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