Economia
GM desiste de investir em táxi sem motorista
A GM planejava colocar 2,5 mil táxis autônomos nas ruas por ano e todos eles seriam desprovidos de controles humanos, como pedais de freio ou espelhos. Carro da Cruise andando nos Estados Unidos
divulgação/Cruise
A General Motors anunciou na terça-feira que encerrará o desenvolvimento de táxis robóticos realizado pela unidade deficitária Cruise, revertendo uma estratégia para a tecnologia que antes era considerada como prioridade máxima do grupo.
A montadora norte-americana disse que não vai mais financiar o trabalho da Cruise “devido ao tempo e aos recursos consideráveis que seriam necessários para expandir o negócio, juntamente com um mercado de robotáxis cada vez mais competitivo”.
A montadora investiu mais de 10 bilhões de dólares na Cruise desde 2016. A empresa será incorporada ao grupo que trabalha com tecnologia de assistência ao motorista.
A medida vem na esteira da redução dos planos da GM para veículos elétricos, que inclui venda de participação em uma fábrica de baterias e reestruturação de seus negócios na China. As ações da GM subiram 3,2% em negociações após o fechamento dos mercados na terça-feira.
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Em 2023, a presidente-executiva da GM, Mary Barra, disse que o negócio Cruise poderia gerar 50 bilhões de dólares em receita anual até 2030, mas na terça-feira disse que o negócio era dispensável.
“É preciso realmente entender o custo de administrar uma frota de robotáxis, que é bastante significativo e, novamente, não é nosso negócio principal”, disse Barra em conferência com analistas.
A GM espera que a reestruturação reduza gastos de cerca de US$ 2 bilhões para US$ 1 bilhão depois que o plano for concluído até o final de junho.
Barra se recusou a dizer quantos funcionários da Cruise poderiam ser transferidos para a GM.
Negócio caro
Os rivais que ainda estão no emergente setor de robotáxis incluem desenvolvedores com grande volume de recursos, como a Waymo, da Alphabet; Baidu e Tesla.
Mas alguns dos concorrentes da GM já pararam de financiar negócios de direção autônoma, citando os custos e as dificuldades envolvidos no desenvolvimento de uma tecnologia tão sofisticada.
Em outubro de 2022, a Ford começou a encerrar operação de IA Argo, que foi parcialmente financiada pela Volkswagen. A Ford ainda está trabalhando em sistemas avançados de assistência ao motorista internamente, diferentes dos sistemas totalmente autônomos que estavam sendo desenvolvidos anteriormente na Argo AI.
Ainda assim, o presidente-executivo da Tesla, Elon Musk – um conselheiro próximo do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump – está otimista quanto ao futuro da tecnologia. A expectativa de Musk é que Trump facilite a implantação de veículos autônomos nos EUA.
Na semana passada, a Waymo disse que expandirá serviços para Miami. Em outubro, a companhia obteve uma rodada de financiamento de 5,6 bilhões de dólares liderada pela Alphabet.
No mês passado, a Cruise admitiu ter enviado um relatório falso para influenciar uma investigação federal e concordou em pagar uma multa criminal de 500 mil dólares como parte de um acordo.
O Departamento de Justiça dos EUA disse que a Cruise não divulgou detalhes importantes de um acidente ocorrido em outubro de 2023 aos órgãos reguladores federais, no qual um de seus carros em São Francisco atingiu e feriu gravemente um pedestre. A GM pagou um acordo substancial para a mulher que ficou ferida e enfrenta fiscalização intensa de órgãos reguladores de segurança automotiva dos EUA.
Em julho, a GM anunciou o fim do desenvolvimento de um carro sem volante ou outros controles humanos. Após a colisão de 2023, a empresa demitiu muitos executivos de alto escalão e dispensou de mais de um quarto dos funcionários da Cruise.
A GM tinha planos de implantar até 2.500 veículos Origin autônomos anualmente sem controles humanos, como pedais de freio ou espelhos.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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