Economia
Golpe do Labubu: criminosos se passam por vendedores para roubar dados de consumidores
Golpistas fazem ofertas falsas para coletar informações financeiras sigilosas de compradores. Veja como se proteger. Labubu: o que é boneco que virou febre mundial
A febre dos monstrinhos dentuços de pelúcia da marca chinesa Pop Mart já começou a ser explorada por criminosos para aplicar golpes.
Segundo a Kaspersky, empresa internacional de segurança digital, surgiram diversas plataformas falsas na internet que se apresentam como revendedoras oficiais do Labubu. Os golpistas atraem fãs do boneco com promoções enganosas para obter dados financeiros confidenciais.
Esses sites falsos estão disponíveis em idiomas como português, espanhol, húngaro e francês, e imitam o visual de lojas confiáveis — inclusive o da própria Pop Mart.
“Esses sites fraudulentos frequentemente oferecem descontos tentadores ou ‘edições exclusivas’ dos bonecos para induzir as vítimas a inserirem dados de cartões bancários ou outras informações pessoas”, informou a Kaspersky em nota oficial.
A Kaspersky citou como exemplo um site em português operado por golpistas. A loja alegava ser revendedora oficial do Labubu e oferecia produtos supostamente originais, importados do Japão, por apenas R$ 47,90, um valor muito abaixo do praticado oficialmente.
Criado pelo artista e ilustrador Kasing Lung e vendido oficialmente pela Pop Mart, o Labubu ganhou popularidade principalmente a partir de 2023, quando foi lançado como chaveiro. Desde então, passou a ser comercializado em diversos países e já foi visto com celebridades como Rihanna, Kim Kardashian e integrantes do grupo Blackpink.
O sucesso do boneco foi tão expressivo que a receita da Pop Mart mais que dobrou no último ano, alcançando 13,04 bilhões de yuans (US$ 1,81 bilhão, ou R$ 9,9 bilhões).
Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de pelúcias, que aumentaram mais de 1.200% e passaram a representar quase 22% do faturamento total.
A maioria dos bonecos vendidos pela Pop Mart custa entre US$ 20 e US$ 300 (aproximadamente R$ 110 a R$ 1.643), embora colaborações especiais ou edições limitadas possam alcançar valores significativamente mais altos.
Como se proteger contra esses golpes?
Fabio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa da Kaspersky, alerta que os consumidores devem desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do valor de mercado.
“Gosto sempre de reiterar a expressão: ‘quando a esmola é demais, o santo desconfia’. Vemos ofertas com descontos urgentes o tempo todo, que se aproveitam da ansiedade dos compradores para, neste caso, conseguir bonecos raros. Essas plataformas fraudulentas agora aparecem em vários idiomas, o que amplia seu alcance”, afirma o executivo em nota oficial.
Veja algumas dicas para se proteger:
Prefira revendedores oficiais: compre apenas de lojas autorizadas e verificadas.
Cheque o endereço do site: antes de finalizar a compra, verifique se a URL é legítima e livre de erros ou símbolos estranhos.
Desconfie de promoções exageradas: preços muito baixos ou “edições exclusivas” em sites desconhecidos são sinais de alerta.
Use proteção digital: mantenha um bom antivírus ou software de segurança para bloquear sites maliciosos.
Nunca compartilhe dados sensíveis: evite inserir informações pessoais ou bancárias em páginas suspeitas.
Bonecos Labubu
Reprodução/Pop Mart
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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