Economia
Golpistas enviam mensagens falsas sobre restituição do Imposto de Renda; veja como se proteger
Mensagem inclui link que imita site do governo federal e induz usuários a enviarem PIX para agilizar o suposto pagamento. Receita Federal alerta que não inclui links nem pede informações pessoais em comunicações pela internet. Golpe induz usuários a pagarem PIX para receber suposta restituição do Imposto de Renda
Reprodução
Criminosos estão se passando pelo governo federal em mensagens fraudulentas sobre a restituição do Imposto de Renda. O golpe da vez tenta induzir as vítimas a enviarem um PIX para agilizar o suposto pagamento.
Tudo começa em um SMS com um alerta falso de que o valor a ser restituído no Imposto de Renda está prestes a vencer e que, para o contribuinte receber o pagamento imediatamente, é preciso clicar em um link.
⚠️ Mas lembre-se: se você tiver valores a receber, ele será depositado automaticamente na conta que você informou na declaração, seguindo o cronograma da Receita Federal. Você não precisa solicitar a transferência em nenhum lugar.
A Receita Federal, responsável pelo Imposto de Renda, não envia links nem solicita dados em mensagens pela internet. Por isso, se você receber esta mensagem, não clique no link (veja ao final como identificar mensagens falsas).
Como funciona o golpe?
A mensagem está circulando há algumas semanas e indica que é enviada por GOVBR, uma tentativa dos golpistas de se passarem pela plataforma gov.br, criada para permitir o acesso a vários serviços públicos na internet.
O link falso leva para um site que imita o do governo federal e leva a vítima a inserir CPF e senha do gov.br. Depois, a página pede para confirmar dados como nome da mãe e data de nascimento.
Os golpistas ainda orientam a informar uma chave PIX para onde seria destinado o valor da restituição. E informam que, para confirmar o processo, o contribuinte deve pagar uma suposta taxa do Banco Central via PIX.
Mas a chave informada no site é um CNPJ que não tem relação com o Banco Central. O g1 identificou que é titular é, na verdade, uma microempresa registrada na última sexta-feira (12), na cidade de São Paulo.
Veja o calendário dos lotes de restituição do Imposto de Renda
Hacker coloca à venda suposta lista de quase 10 bilhões de senhas: você deve se preocupar?
Golpe induz vítima a pagar taxa para receber suposta restituição do Imposto de Renda
Reprodução
Como se proteger?
Neste caso, somente clicar no link não oferece riscos como vírus para o dispositivo, já que o objetivo é levar a pessoa a fazer uma transferência por PIX. Também há a possibilidade de golpistas coletarem dados do gov.br, ainda que nos testes do g1, foi possível acessar o sistema com senhas fictícias.
Há alguns indícios que apontam que uma mensagem é falsa e podem te ajudar a não cair em um golpe. Veja abaixo alguns elementos presentes neste tipo de fraude.
📱 E-mails ou mensagens de texto com links ou solicitações de dados ou de correções nas declarações – a Receita Federal não inclui esses itens em suas comunicações pela internet
🌎 O link não tem o final “.gov.br”, usado por sites de órgãos públicos – neste caso, ele termina com “.com” e ainda direciona o usuário para outro endereço
✉️ O autor da mensagem, GOVBR, tenta se passar pelo gov.br, mas ao clicar no contato, não há mais informações sobre o número que enviou o SMS
📣 Os golpistas tentam trazer um senso de urgência ao dizer que o prazo está prestes a vencer, induzindo a vítima a clicar no link e seguir as instruções;
✍️ Texto não segue padrão de mensagens oficiais, ficando sem acentuação e pontuação corretas, além de letras maiúsculas no início das palavras “Imposto de Renda”
A Receita Federal também orienta a não abrir anexos, que podem ser programas criados para causar danos ao computador ou coletar suas informações, e orienta: em caso de dúvida, use o site do órgão ou o e-CAC, dois canais oficiais para verificar a autenticidade das comunicações.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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