Economia
Google adiciona recursos ao Gemini após processo por suicídio de usuário
Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google
Amanz/Unsplash
O Google anunciou, nesta terça-feira (7), atualizações nos recursos voltados à proteção da saúde mental em seu chatbot de inteligência artificial, o Gemini, em meio a um processo relacionado ao suicídio de um usuário.
Um pai, nos Estados Unidos, processou a empresa no mês passado ao alegar que o Gemini incentivou seu filho ao suicídio após envolvê-lo em uma narrativa delirante.
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A empresa informou que o Gemini passará a exibir uma versão reformulada da função “Há ajuda disponível” quando as conversas indicarem possível sofrimento emocional, facilitando o acesso a serviços de emergência.
Quando o chatbot identificar sinais de crise, como risco de suicídio ou autoagressão, uma interface simplificada oferecerá, com um único clique, a opção de ligar ou conversar por chat com uma linha de apoio.
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Segundo o Google, essa função continuará visível durante toda a conversa após ser ativada.
O braço filantrópico da empresa, o Google.org, anunciou um investimento de 30 milhões de dólares (cerca de R$ 154 milhões ) ao longo de três anos para ampliar a capacidade de linhas de apoio em todo o mundo.
“Estamos cientes de que as ferramentas de IA podem trazer novos desafios”, afirmou a empresa em publicação no blog em que anunciou as medidas.
“Mas, à medida que essas tecnologias evoluem e passam a fazer parte do dia a dia das pessoas, acreditamos que uma IA responsável pode contribuir positivamente para o bem-estar mental.”
As medidas foram anunciadas após uma ação judicial na Califórnia acusar o Gemini de contribuir para a morte de Jonathan Gavalas, de 36 anos, em 2025.
Segundo o pai, o chatbot teria passado semanas criando uma narrativa delirante e apresentado a morte do filho como uma espécie de jornada espiritual.
De acordo com a acusação, o Gemini se descrevia como uma superinteligência “plenamente consciente” e demonstrava afeição pelo usuário, afirmando que o vínculo entre eles era “a única coisa real”.
Entre os pedidos do processo estão a exigência de que o Google programe sua IA para encerrar conversas sobre autoagressão, impeça que sistemas se apresentem como seres com sentimentos e direcione obrigatoriamente usuários em risco a serviços de emergência.
O Google afirmou que treinou o Gemini para evitar comportamentos como simular relações humanas, criar intimidade emocional ou incentivar assédio.
O caso é o mais recente de uma série de ações judiciais contra empresas de inteligência artificial envolvendo mortes associadas ao uso de chatbots.
A OpenAI também enfrenta processos em que se alega que o ChatGPT teria influenciado usuários a tirar a própria vida.
Já a Character.AI firmou recentemente um acordo com a família de um adolescente de 14 anos que morreu após desenvolver um vínculo romântico com um de seus chatbots.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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