Economia
Governo Trump corta parte das tarifas sobre produtos feitos de aço e alumínio
Míriam Leitão analisa motivação de novo tarifaço do governo Trump sobre o Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (1º) uma medida que reduz de 25% para 15% as tarifas aplicadas sobre alguns produtos derivados de aço e alumínio importados, informou a Casa Branca.
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Diferentemente da investigação comercial contra o Brasil, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, as tarifas sobre aço e alumínio têm como fundamento a Seção 232, dispositivo que autoriza os EUA a restringirem importações consideradas estratégicas para a segurança nacional.
A regra é usada quando os EUA entendem que depender demais de produtos estrangeiros, como aço, alumínio ou outros insumos importantes, pode enfraquecer sua indústria e sua capacidade de produção.
A redução anunciada ontem vale para itens como determinados equipamentos agrícolas e sistemas de aquecimento, ar-condicionado e ventilação usados em residências.
Equipamentos industriais móveis, como escavadeiras e empilhadeiras, também passarão a pagar uma tarifa de 15% quando forem importados de países que possuem acordos comerciais com os EUA e atenderem às condições estabelecidas pelo governo americano.
Além disso, fabricantes estrangeiros poderão obter uma tarifa menor, de 10%, caso seus equipamentos sejam produzidos com pelo menos 85% de aço ou alumínio fabricados nos EUA.
A medida também incluiu dois novos produtos na lista de itens sujeitos à tarifa de 25%: estruturas metálicas de armazenamento (racks de aço) e chapas de alumínio usadas na indústria gráfica.
As novas regras entram em vigor em 8 de junho e permanecerão válidas até 31 de dezembro de 2027. Segundo a Casa Branca, o objetivo é incentivar investimentos na indústria americana e aumentar a produção dentro do país.
Embora a Suprema Corte dos EUA tenha derrubado parte das tarifas generalizadas impostas por Trump, as taxas aplicadas ao aço e ao alumínio permaneceram em vigor, inclusive para produtos brasileiros. Isso porque elas foram adotadas com base na Seção 232, que não foi afetada pela decisão judicial.
🔎 Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que os produtos enquadrados nessa regra responderam por cerca de 27% das exportações brasileiras para os EUA até o fim de 2025, totalizando aproximadamente US$ 11 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões).
EUA concluem investigação contra o Brasil
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026
REUTERS/Evan Vucci
A mudança nas tarifas sobre aço e alumínio foi anunciada no mesmo dia em que os EUA concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano.
No caso dessa medida, os EUA utilizaram como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano adotar medidas de retaliação contra países cujas práticas sejam consideradas desleais ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos.
A tarifa ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA.
Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio americano.
🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção.
Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, carne, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos.
O governo americano prevê concluir as consultas e decidir sobre a eventual aplicação das medidas até 15 de julho de 2026.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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