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Economia

Governo Trump pede que China pare com pressão sobre Taiwan e se abra ao diálogo

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China mobiliza quantidade recorde de navios de guerra e deixa Japão e Taiwan em alerta
O governo de Donald Trump pediu que a China cesse com a pressão militar, diplomática e econômica sobre Taiwan nesta sexta-feira (26).
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Há uma semana, o Ministério da Defesa chinês anunciou que as Forças Armadas do país iriam intensificar seu treinamento e “tomar medidas enérgicas para salvaguardar a soberania nacional e a integridade territorial” em resposta a um anúncio feito por Taiwan nesta quinta-feira (18) sobre a aprovação dos Estados Unidos para a venda de US$ 11,1 bilhões em armas para a ilha.
No texto, publicado em chinês, o ministério insta os EUA a “cessarem imediatamente a venda de armas a Taiwan” e a “cumprirem concretamente o seu compromisso de não apoiar forças ‘independentistas da ilha.
“As forças separatistas de Taiwan estão usando o dinheiro suado das pessoas comuns para enriquecer os traficantes de armas dos EUA”, acrescentou o comunicado.
O anúncio da venda de armas para Taiwan é o segundo sob a atual administração do presidente dos EUA, Donald Trump, e ocorre no momento em que Pequim aumenta sua pressão militar e diplomática contra a ilha, cujo governo rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.
A proposta abrange oito itens, incluindo sistemas de foguetes Himars, obuseiros, mísseis antitanque Javelin, drones de munição vagante Altius e peças para outros equipamentos, informou o Ministério da Defesa de Taiwan em um comunicado.
“Os EUA continuam a ajudar Taiwan a manter capacidades suficientes de autodefesa e a construir rapidamente um forte poder de dissuasão e alavancar vantagens de guerra assimétrica, que formam a base para manter a paz e a estabilidade na região”, afirma o texto.
EUA criticou recente treinamento chinês em Taiwan
Porta-aviões da China nas águas de Taiwan
Taiwan Ministry of National Defense via AP
No começo de dezembro, a China voltou a fazer exercícios militares ao redor de Taiwan. O Departamento de Estado dos Estados Unidos chamou a ação de “agressiva”.
À agência Reuters, um alto funcionário da segurança de Taiwan afirmou que mais de 10 navios de guerra chineses foram avistados. Além disso, segundo ele, a Guarda Costeira da China estava participando de exercícios de “assédio”.
Durante o primeiro dia de exercícios, a China afirmou que estava fazendo manobras militares como forma de “aviso” aos separatistas.
Para a China, Taiwan é uma província rebelde que ainda faz parte de seu território. Já para o governo taiwanês, a ilha é um Estado independente, com sua própria Constituição e, por décadas, se considerou o legítimo governo da China no exílio.
Os Estados Unidos declararam apoio a Taiwan e afirmaram que estavam monitorando a atividade militar na região. Durante a noite desta terça, o Departamento de Estado divulgou um comunicado afirmando que “as atividades militares agressivas e a retórica da China em relação a Taiwan apenas servem para exacerbar as tensões”.
“Diante das táticas de intimidação e do comportamento desestabilizador da China, o compromisso duradouro dos Estados Unidos com nossos aliados e parceiros, incluindo Taiwan, continua”, afirmou o governo americano.
Histórico
A disputa entre China e Taiwan tem raízes na queda da dinastia imperial chinesa e na fundação da República da China, em 1912. O país mergulhou em guerra civil entre nacionalistas do Kuomintang (KMT) e comunistas liderados por Mao Tsé-Tung.
Após a Segunda Guerra Mundial, os conflitos entre os dois grupos se intensificaram, culminando na vitória comunista em 1949 e na fundação da República Popular da China. Os derrotados do KMT fugiram para Taiwan fundando sua “própria China”.
A partir de então, passaram a existir duas Chinas: a República Popular da China, governada pelos comunistas em Pequim, e a República da China, sob liderança nacionalista em Taipé, onde o KMT estabeleceu seu governo provisório.
Durante décadas, Taiwan foi governada pelo KMT sob lei marcial, até a transição para a democracia nos anos 1980. Hoje, a ilha tem governo próprio, eleições livres e forças armadas, mas não é reconhecida como Estado soberano pela maioria dos países.
O “Consenso de 1992” estabelece que há apenas uma China, mas cada lado interpreta esse conceito de forma diferente. Enquanto o KTM acredita que Taiwan é esse único território, o governo chinês acredita que a ilha precisa ser reintegrada ao continente.
A crescente pressão militar e diplomática da China sobre Taiwan aumentou os temores de um conflito. Pequim não descarta uma ação militar, especialmente se o status político da ilha mudar.
Nos últimos anos, a tensão entre China e Taiwan aumentou. A aproximação da ilha com os Estados Unidos durante o governo de Joe Biden fez com que o Exército Chinês fizesse vários exercícios militares como forma de alerta.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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