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Economia

Governo Trump sanciona presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anuncia Tesouro dos EUA

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Gustavo Petro
REUTERS/Luisa Gonzalez
O governo Trump sancionou nesta sexta-feira (24) o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou o Tesouro dos Estados Unidos. A sanção bloqueou bens de Petro e de seus familiares.
Em comunicado, o Tesouro americano acusou Petro de estar envolvido com o narcotráfico para justificar as sanções impostas, porém não apresentou provas para sustentar a acusação.
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A sanção econômica ocorre após Petro e Trump terem trocado ofensas nos últimos dias, porque o presidente colombiano criticou publicamente os ataques dos EUA a barcos no mar do Caribe e no Oceano Pacífico. Petro acusou o presidente americano de fazer “execuções extrajudiciais”. Trump, por sua vez, chamou-o de “líder narcotraficante”.
Em resposta à sanção, Petro negou a acusação, disse que combate o narcotráfico há décadas e que não ficará “de joelhos”.
“De fato, a ameaça de Bernie Moreno se cumpriu: eu, meus filhos e minha esposa entramos na lista OFAC. (…) Lutar contra o narcotráfico durante décadas e com eficácia me traz esta medida do governo da sociedade à qual tanto ajudamos para combater o consumo de cocaína. Toda uma paradoxa, mas nem um passo atrás e jamais de joelhos”, afirmou Petro.
Um dia antes, na quinta-feira (23), Petro acusou o governo americano de estar cometendo “execuções extrajudiciais” em seus ataques no Caribe e no Oceano Pacífico.
Durante uma coletiva de imprensa em Bogotá, o líder colombiano voltou a fazer críticas ao movimento militar feito por Washington desde agosto em águas internacionais, e afirmou que os supostos traficantes de drogas deveriam ser levados à Justiça, e não assassinados.
“Nesse tipo de manobras, que acreditamos violar o direito internacional, os Estados Unidos (…) estão cometendo execuções extrajudiciais. Há um uso desproporcional da força que é punido pelo direito internacional humanitário”, declarou.
EUA bombardeiam mais um barco no Pacífico
Desde 2 de setembro, Washington ataca embarcações que supostamente transportam drogas e publica vídeos dos destroços em chamas. Os últimos bombardeios ocorreram nesta quarta-feira (22), os primeiros no Oceano Pacífico.
Até o momento, o governo americano contabilizou nove ataques, que deixaram 37 mortos. Ao menos um deles ocorreu perto de águas colombianas, segundo uma fonte militar.
A Colômbia denuncia que, ao longo dessas operações, os Estados Unidos violaram águas nacionais e, em um desses ataques, assassinaram um pescador colombiano.
“O mar do Caribe está repleto de navios de guerra, aeronaves navais e mísseis. (…) Inclusive, um pescador de Santa Marta foi assassinado em seu barco. Quando anularam a certificação antidrogas, achamos muito paradoxal e, obviamente, recebemos isso como se fosse um insulto”, disse Petro à imprensa nesta quinta.
Desde que Petro começou a fazer críticas a Trump nas redes sociais, os dois presidentes entraram em uma guerra de palavras que oscila em tom.
Os Estados Unidos retiraram a Colômbia da lista de países aliados na luta contra o narcotráfico neste ano e revogaram o visto de Petro e de vários de seus funcionários. Trump também acusou Petro de ser um “líder narcotraficante” e um “meliante”.
“O senhor Trump me caluniou e insultou a Colômbia”, respondeu Petro em uma coletiva de imprensa ao ser questionado sobre as acusações do presidente dos EUA.
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Um dia antes da coletiva, nesta quarta-feira, um grupo independente de especialistas na Organização das Nações Unidas (ONU) já havia feito críticas aos bombardeios dos EUA.
O grupo, nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos, disse que os ataques violam o direito internacional. Apesar da justificativa de Trump de combater o tráfico de drogas, os especialistas apontam que “mesmo que tais alegações fossem comprovadas, o uso de força letal em águas internacionais sem base legal adequada viola o direito internacional do mar e equivale a execuções extrajudiciais”.
“Esses movimentos são uma escalada extremamente perigosa com graves implicações para a paz e a segurança na região do Caribe”, disseram eles em um comunicado.
O grupo afirmou ter entrado em contato com os EUA sobre o assunto e disse que uma ação militar secreta ou direta contra outro Estado soberano constituiria “uma violação ainda mais grave” da Carta da ONU.
No dia 19 de setembro, a Procuradoria da Venezuela pediu à ONU que investigue os ataques dos Estados Unidos a barcos no Caribe.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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