Política
Grupo parlamentar diz que 13 autoridades brasileiras em Israel serão transferidas para a Jordânia nesta segunda
Negociações estão acontecendo por intermédio do senador Carlos Viana (Podemos-MG). Expectativa é que autoridades sejam transferidas na manhã desta segunda-feira (16). Uma equipe de resgate caminha ao lado de um veículo danificado no local do impacto após um ataque de mísseis do Irã contra Israel, em Ramat Gan, Israel, em 14 de junho de 2025
REUTERS/Ronen Zvulun
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel, afirmou neste domingo (15), que algumas autoridades serão escoltadas pelas Forças de Defesa de Israel até a Jordânia, na manhã de segunda-feira (16). O grupo está em negociações com a embaixada de Israel no Brasil.
Ainda de acordo com o senador, a negociação acontece diretamente com a embaixada em função de “dificuldades” nas relações entre Brasil e Israel.
A expectativa é que 13 autoridades estejam neste primeiro grupo a ser transferido. Ao todo, ao menos 41 representantes brasileiros estão em solo israelense (veja lista completa abaixo).
Nem o ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e nem a embaixada de Israel no Brasil confirmaram as informações do senador mineiro até o momento.
Mísseis do Irã cruzam céus da Cisjordânia em ataque a Israel
Críticas ao governo
No sábado (14), o grupo parlamentar emitiu uma nota de indignação ao governo brasileiro e fazendo um gesto de solidariedade à Israel, em função dos ataques realizados pelo Irã.
“Causa indignação a postura do atual governo do Brasil, que, mais uma vez, escolhe se alinhar aos que disseminam o terror, em vez de se posicionar firmemente ao lado das nações livres e democráticas”, afirmou o texto.
A nota, assinada pelo senador Carlos Viana ainda aponta que o posicionamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva coloca em risco a população brasileira que tenta sair da zona de conflito.
“A posição do governo brasileiro, inclusive, prejudica e atrasa as negociações para a retirada das comitivas brasileiras que se encontram em solo israelense”, disse Vianna.
Autoridades brasileiras em Israel
Na noite de sexta-feira (13), a Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal fez um levantamento de todas as autoridades brasileiras que estão em zona de guerra e esperam por uma saída para conseguir voltar para o Brasil.
A comissão, presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ainda fez uma solicitação de apoio às Forças Aérea Brasileira (FAB), para repatriar esses brasileiros que estão em território israelense.
Entre eles, estão:
Distrito Federal
Marco Antônio Costa Júnior – secretário de Ciência e Tecnologia
Ana Paula Soares Marra – secretária de Desenvolvimento Social
Thiago Frederico de Souza Costa – secretário-executivo Institucional e de Políticas de Segurança Pública
Rafael Borges Bueno – secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural
Denise Figueiredo Passos – acompanhante da primeira-dama
Angela Maria Ferreira Lima – acompanhante da primeira-dama (A primeira-dama do DF deixou Israel antes da escalada do conflito)
Goiás
Pedro Leonardo de Paula Rezende – secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Rasível dos Reis Santos Júnior – secretário estadual de Saúde
Keila Edna Pereira Santos – esposa do secretário Rasível
Mato Grosso do Sul
Ricardo José Senna – secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação
Christinne Maymone – secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Saúde
Marcos Espíndola de Freitas – coordenador de Tecnologia da Informação da Secretaria de Saúde
Rondônia
Marcos Rocha – governador
Augusto Leonel de Souza Marques – secretário de Integração
Valdemir Carlos de Góes – secretário-chefe da Casa Militar
Maricleide Lima da Fonseca – chefe de Agenda do Governador
Rute Carvalho Silva Pedrosa – chefe de Gabinete do Governador
Renan Fernandes Barreto – chefe de Mídias do Governador
Consórcio Brasil Central
José Eduardo Pereira Filho – secretário-executivo
Renata Zuquim – diretora de Relações Internacionais e Parcerias
Bruno Watanabe – diretor de Projetos
Fabrício Oliveira – assessor de comunicação
Ana Luisa Farias – analista internacional
Prefeitos e vice-prefeitos
Álvaro Damião Vieira da Paz – prefeito de Belo Horizonte (MG)
Cícero de Lucena Filho – prefeito de João Pessoa (PB)
Welberth Porto de Rezende – prefeito de Macaé (RJ)
Johnny Maycon – prefeito de Nova Friburgo (RJ)
Janete Aparecida Silva Oliveira – vice-prefeita de Divinópolis (MG)
Maryanne Terezinha Mattos – vice-prefeita e secretária de Segurança Pública de Florianópolis (SC)
Cláudia da Silva Lira – vice-prefeita de Goiânia (GO)
Vanderlei Pelizer Pereira – vice-prefeito de Uberlândia (MG)
Secretários municipais e representantes locais
Dilermando Garcia Ribeiro Júnior – secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Aracaju (SE)
Márcio Lobato Rodrigues – secretário municipal de Segurança Pública de Belo Horizonte (MG)
Paulo Rogério Rigo – secretário de Proteção Civil de Joinville (SC)
Francisco Vagner Gutemberg de Araújo – secretário de Planejamento de Natal (RN)
Gilson Chagas e Silva Filho – secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ)
Alexandre Augusto Aragon – secretário municipal de Segurança Pública de Porto Alegre (RS)
Verônica Pereira Pires – secretária de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais de São Luís (MA)
Flavio Guimarães Bittencourt do Valle – vereador do Rio de Janeiro (RJ)
Davi de Mattos Carreiro – chefe executivo do CIVITAS (Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro)
Francisco Nélio Aguiar da Silva – presidente da FAMEP, ex-prefeito de Santarém e secretário regional de Governo para o Baixo Amazonas (PA)
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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