Economia
Ibovespa abre em baixa, com Copom e nota de crédito dos EUA no radar
Ontem, o principal índice da bolsa de valores recuou 0,57%, aos 121.248 pontos. Ibovespa opera em baixa nesta quarta-feira.
Pixabay
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, abriu em baixa nesta quarta-feira (2), com investidores aguardando a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom).
O mercado também acompanha o mau humor do exterior, após a notícia de que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito dos Estados Unidos.
Às 10h18, o índice recuava 0,33%, aos 120.852 pontos. Veja mais cotações.
No dia anterior, o índice fechou em baixa de 0,57%, aos 121.248 pontos. Com o resultado de hoje, passou a acumular:
alta de 0,88% na semana;
queda de 0,57% no mês;
ganhos de 10,49% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
O mercado brasileiro opera em compasso de espera pela decisão do Copom, que deve baixar a taxa Selic pela primeira vez em três anos. Especialistas esperam que essa seja a primeira queda de um ciclo de corte nos juros, agora que a inflação brasileira começou a arrefecer.
Atualmente, a taxa de juros está em 13,75% ao ano e não há unanimidade entre os analistas sobre qual deve ser o percentual do corte, mas a maioria das projeções aponta para uma redução entre 0,25% e 0,50%.
Além disso, em nível global, investidores repercutem o rebaixamento da nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira dos Estados Unidos de “AAA” para “AA+”, apontando para uma esperada deterioração fiscal nos próximos três anos, bem como uma alta e crescente carga geral da dívida do governo.
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, discordou do rebaixamento. “Discordo da decisão da Fitch Ratings. A mudança anunciada pela Fitch Ratings hoje é arbitrária e baseada em dados desatualizados”, afirmou Yellen em um comunicado.
Investidores usam as classificações de crédito para avaliar o perfil de risco de empresas e governos quando obtêm financiamento nos mercados de capitais de dívida.
“A maioria das pessoas está dizendo que os balanços corporativos estão indo bem, os mercados estão indo bem, mas esperamos uma desaceleração em algum momento, especialmente nos EUA, onde os valores estão muito altos. Portanto, seremos sensíveis a qualquer fluxo de notícias negativas em potencial”, disse Caroline Simmons, diretora de investimentos do UBS Global Wealth Management, à agência de notícias Reuters.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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