Economia
Imposto de Renda 2026: veja como obter o informe de rendimentos no banco, empresa e INSS
Divulgação
O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, já começou — e um dos documentos mais importantes para o contribuinte é o informe de rendimentos.
O comprovante reúne salários, benefícios, aplicações financeiras e impostos pagos ao longo do ano, sendo a base para prestar contas à Receita Federal.
A seguir, veja como acessar o documento e o que fazer em caso de problemas.
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Onde conseguir o informe de rendimentos?
O informe de rendimentos deve ser obtido junto a todas as fontes pagadoras ao longo do ano, como empresas, bancos, corretoras, planos de previdência e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), no caso de aposentados e pensionistas.
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Cada uma dessas instituições é responsável por fornecer um documento com os valores pagos ou informados à Receita Federal.
🔎 Esse comprovante reúne dados essenciais para a declaração, como rendimentos tributáveis, valores isentos, imposto retido na fonte, saldos em conta e aplicações financeiras.
Por isso, é fundamental reunir todos os informes antes de começar a preencher a declaração, evitando erros ou omissões.
Como obter o informe de rendimentos no banco?
O informe de rendimentos dos bancos pode ser acessado de forma simples pelos canais digitais ou solicitado diretamente à instituição. A forma mais comum é pelo aplicativo ou pelo internet banking, onde o documento geralmente fica disponível em formato PDF.
Segundo Márcia Cleide Ribeiro, advogada especializada em Direito Tributário e Previdenciário, é importante saber onde procurar.
“Os bancos costumam disponibilizar o informe em áreas como ‘Imposto de Renda’, ‘Documentos’, ‘Comprovantes’ ou ‘Serviços’. Caso o cliente não encontre, ele pode solicitar pelo atendimento, gerente ou canais oficiais como telefone e WhatsApp”, explica.
O documento traz informações como saldo em conta, aplicações financeiras, rendimentos, juros e imposto retido, que são essenciais para preencher corretamente a declaração e evitar inconsistências.
Como acessar o informe de rendimentos pelo INSS?
Aposentados e pensionistas podem acessar o informe de rendimentos do INSS pelo site ou aplicativo Meu INSS, utilizando a conta gov.br.
Após o login, basta buscar pela opção “Extrato de Imposto de Renda”, onde é possível visualizar, baixar e imprimir o documento.
O acesso é totalmente digital e não exige ida a uma agência. Além disso, em muitos casos, o informe também pode ser obtido no banco onde o benefício é pago.
Esse documento traz os valores recebidos ao longo do ano, além de possíveis descontos e retenções, sendo indispensável para quem precisa declarar.
Como pedir o informe à empresa?
No caso de trabalhadores com carteira assinada, o informe de rendimentos deve ser fornecido pela empresa, independentemente de o funcionário ainda estar empregado ou não.
O documento costuma ser disponibilizado automaticamente, mas, se isso não acontecer, é possível solicitá-lo.
“O pedido pode ser feito ao RH, ao departamento pessoal ou ao setor financeiro, por e-mail, WhatsApp corporativo ou pelo portal do colaborador. O ideal é sempre formalizar essa solicitação”, orienta Márcia.
O informe reúne dados como salários, bônus, descontos e imposto retido, sendo fundamental para garantir que a declaração esteja correta.
Quem já saiu da empresa ainda pode pedir o documento?
Sim. Mesmo após o desligamento, a empresa continua obrigada a fornecer o informe de rendimentos referente ao período em que o trabalhador atuou.
“A obrigação da fonte pagadora permanece, independentemente do vínculo atual. O ex-funcionário pode solicitar o documento normalmente pelos canais oficiais da empresa”, afirma a advogada.
O envio pode ser feito de forma digital, e, se necessário, o contribuinte pode solicitar uma via impressa.
O que fazer se a empresa não entregar o informe?
Se a empresa não enviar o documento, o primeiro passo é reforçar a solicitação por escrito, preferencialmente por e-mail ou outro canal que permita comprovar o pedido. Isso é importante caso seja necessário tomar medidas posteriores.
“A empresa tem obrigação legal de fornecer o informe. Se não cumprir, pode sofrer penalidade. Por isso, o contribuinte deve guardar provas da solicitação”, afirma a especialista.
Caso o problema persista, é possível consultar os dados na Receita Federal, por meio do Meu Imposto de Renda ou do e-CAC. Ainda assim, esses dados podem não estar completos, e o ideal é insistir no envio do documento correto.
Posso usar só a declaração pré-preenchida?
A declaração pré-preenchida pode facilitar bastante o processo, pois reúne automaticamente informações enviadas por empresas, bancos e outras instituições à Receita Federal. No entanto, ela não substitui o informe de rendimentos.
Segundo Ribeiro, a pré-preenchida deve ser vista como uma ferramenta de apoio, e não como uma fonte definitiva. O contribuinte precisa conferir todos os dados antes de enviar a declaração”.
Isso porque podem existir informações incompletas, desatualizadas ou até incorretas, o que pode gerar problemas futuros.
O que fazer se houver diferença entre o informe e a pré-preenchida?
Se houver divergência entre os dados do informe de rendimentos e da declaração pré-preenchida, o correto é revisar cuidadosamente e ajustar manualmente as informações com base nos documentos oficiais.
O contribuinte deve sempre dar prioridade ao informe da fonte pagadora. Quando houver diferença, é necessário corrigir os dados na declaração para evitar inconsistências.
Ignorar essas diferenças pode aumentar o risco de cair na malha fina. Caso a declaração já tenha sido enviada com erro, o contribuinte deve fazer uma retificação o quanto antes.
Confira outras dicas importantes:
Priorize os documentos oficiais: use como base o informe de rendimentos, além de comprovantes de planos de saúde e de corretoras;
Corrija a pré-preenchida: ajuste manualmente os valores para que fiquem iguais aos do informe;
Confira os dados da empresa: se as informações do eSocial ou da fonte pagadora estiverem corretas, a diferença pode ser um atraso na atualização da Receita;
Espere, se necessário: quando a fonte pagadora corrige os dados, a pré-preenchida pode levar alguns dias para atualizar — mas você pode inserir os valores corretos por conta própria;
Evite problemas com a Receita: fazer ajustes não leva à malha fina; o risco está em enviar a declaração com dados errados;
Se já enviou com erro: o ideal é fazer uma declaração retificadora o quanto antes para corrigir as informações.
Quem recebeu de mais de uma fonte precisa de vários informes?
Sim. Quem teve rendimentos de mais de uma fonte pagadora ao longo do ano precisa reunir um informe de cada uma delas. Isso inclui empresas, bancos, INSS, corretoras e outras instituições financeiras.
“Cada fonte pagadora informa seus próprios dados, e todos precisam ser considerados na declaração. Por isso, é essencial organizar todos os informes antes de preencher”, diz Márcia.
A conferência deve ser feita separadamente, garantindo que todos os valores estejam corretos e completos.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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