Economia
Imposto de Renda: Receita Federal cobrou mais de R$ 5 bilhões em 2025 por conta de irregularidades
A Secretaria da Receita Federal informou que foram cobrados, em 2025, R$ 5,2 bilhões de contribuintes pessoas físicas por conta de irregularidades identificadas na declaração do Imposto de Renda — que teve por base as movimentações financeiras do ano anterior.
As informações constam no relatório anual de Fiscalização, divulgado nesta quinta-feira (9).
Deste total, R$ 2,6 bilhões referem-se a 2,4 milhões contribuintes que se “autorregularizaram”, ou seja, que apresentaram declaração retificadora e pagaram à vista, ou parcelaram, os valores.
Outros 600 mil contribuintes, entretanto, não enviaram declaração retificadora, apesar das notificações do Fisco de que estavam na malha fina, e foram autuados em R$ 2,6 bilhões.
Contribuintes que acertaram as contas com o leão espontaneamente
Apresentação da Receita Federal
Imposto de Renda: golpes ficam mais sofisticados e enganam até usuários atentos
Filtros de checagem
Atualmente, a Receita Federal já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina do leão.
Além das movimentações financeiras, o Fisco checa, com a ajuda de supercomputadores e de inteligência artificial, uma quantidade enorme de informações dos contribuintes.
Ao todo, são mais de 160 filtros de checagem de dados na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser entregue todos os anos.
Alguns cruzamentos são mais simples, como CPF, endereço, dependentes, ou seja, informações pessoais.
Entre as informações obtidas e checadas pela Receita, estão:
rendimentos;
movimentações financeiras no PIX (acima de R$ 2 mil por mês);
pagamentos no débito (acima de R$ 2 mil por mês);
cartões de crédito (acima de R$ 2 mil por mês);
aluguéis;
despesas médicas (titular e dependentes, com recibos digitais a partir de 2025);
mercado acionário e criptoativos;
automóveis;
aplicações em renda fixa;
número de dependentes;
despesas com educação (titular e dependentes);
previdência complementar;
gastos com empregados domésticos,
informações sobre imóveis, incluindo compra e venda;
carnê leão;
bens no exterior;
deduções de incentivo cultural;
contribuição a entidades beneficentes.
O objetivo é saber se os valores declarados no Imposto de Renda estão corretos, ou se eles precisam ser ajustados.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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