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Economia

Inclusão de refinarias no regime da Zona Franca de Manaus pode levar a perdas de até R$ 3,5 bi por ano, diz Comsefaz

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Medida, criticada por secretaria estaduais de Fazenda, foi incluída pelo Senado na regulamentação da reforma tributária. Texto deve ser votado nesta terça-feira (17) pela Câmara. Estados e municípios podem perder até R$ 3,5 bilhões por ano com a inclusão das refinarias de petróleo no regime da Zona Franca de Manaus, segundo o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) nesta terça-feira (17).
A medida foi incluída pelo Senado na regulamentação da reforma tributária, na última semana. Com as mudanças, o texto voltou à Câmara dos Deputados e deve ser analisado nesta terça-feira (17).
A Zona Franca de Manaus segue com um regime favorecido no texto da reforma tributária –que vai mudar a cobrança de impostos no país. Um dos benefícios é a alíquota zerada para importação de bens e produtos usados pela indústria instalada no local, por exemplo.
Câmara deve concluir primeira parte da regulamentação da reforma tributária
Na última semana, o texto saiu do Senado com a inclusão, no regime favorecido, de refinarias de petróleo localizadas na Zona Franca.
Para o Comsefaz, a medida representa “um estímulo desproporcional à importação de combustíveis, em detrimento da produção nacional”, uma vez que os produtos poderão ser importados com descontos de impostos.
O comitê aponta uma perda anual de R$ 1,7 bilhão a R$ 3,5 bilhões para estados e municípios, caso a medida seja mantida pela Câmara dos Deputados.
“A inclusão da indústria de refino nos incentivos fiscais cria uma concorrência desigual, prejudicando refinarias fora da ZFM [Zona Franca de Manaus], responsáveis pela maior parte da produção nacional”, disse o Comsefaz em nota.
Em ofício ao presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL), o comitê pediu que os deputados mantenham o texto original que havia sido aprovado pela Câmara em julho, sem as alterações do Senado.
Nesta terça-feira (17), entidades do setor de petróleo assinaram uma carta conjunta ao Congresso Nacional pedindo a supressão das mudanças por meio da aprovação de um destaque para votação em separado apresentado pelo deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).
“A concessão desse benefício cria um incentivo inadequado para que as empresas da Zona Franca apresentem valores mais competitivos, o que afetará as empresas presentes nas regiões próximas (Nordeste e Centro- Oeste), uma vez que é difícil garantir que o benefício fique restrito ao consumo interno da área da Zona Franca de Manaus”, afirmaram.
A carta é assinada pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Instituto Combustível Legal (ICL), Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), Sindicado Nacional dos Transportadores Revendedores Retalhistas (SindTRR) e Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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