Economia
Indicação dos EUA de novo embaixador no Brasil sem aval prévio do governo brasileiro incomoda Itamaraty
Indicação dos EUA de novo embaixador no Brasil sem aval prévio do governo brasileiro incomoda Itamaraty
A indicação de um novo embaixador dos EUA sem consulta formal prévia ao governo brasileiro causou incômodo no Itamaraty e pode levar a um novo atrito entre Brasil e Estados Unidos.
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🔎 Na formalidade diplomática, os governos costumam fazem uma consulta formal e confidencial sobre o nome que desejam indicar para comandar a embaixada – o chamado “agrément” – para só depois anunciarem o escolhido para ocupar o cargo de embaixador.
Daniel Perez, o escolhido pelo governo de Donald Trump para ser embaixador do país no Brasil é um parlamentar da Flórida. Ele é filho de cubanos e foi indicado pelo Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores dos Estados Unidos.
Seu nome foi enviado ao Senado norte-americano para aprovação. Os EUA estão sem embaixador no Brasil desde janeiro de 2025.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington
RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO
O blog apurou com integrantes do Itamaraty e do Planalto que a falta do “agrément” foi lida como um desrespeito por parte da diplomacia brasileira e acaba por reforçar a ideia de que o Departamento de Estado dos EUA é um núcleo do governo Trump que se movimenta contra o governo Lula.
Apesar do incômodo com a falta de consulta prévia, interlocutores da área diplomática do governo brasileiro não acreditam que a indicação de Daniel Pérez como novo Embaixador será avaliada no Brasil por critérios ideológicos.
Um assessor próximo do presidente defende que a falha diplomática dos EUA deve levar o Brasil a avaliar com cuidado autorizar que o diplomata assuma o posto em solo brasileiro.
Em tese, caso não haja nada que desabone, as questões de diferença política ou ideológica não deve ser um critério levado em consideração para negar a autorização para o novo embaixador atuar no Brasil, dizem as fontes.
Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil
Câmara dos Deputados da Flórida
Mesmo assim, há preocupação com o momento da indicação de um novo embaixador, às vésperas das eleições gerais no Brasil. No ano passado, o Brasil ignorou o “agrément” de Israel para um novo embaixador no país.
Perguntadas sobre a preocupação do governo brasileiro de que o novo embaixador possa ter um papel na eleição de apoio a um candidato de oposição a Lula, em especial Flavio Bolsonaro, fontes que acompanham a indicação no governo dos EUA afirmam que o processo de sabatina no Senado pode ser lento e não há garantias de que Perez chegue ao Brasil antes das eleições.
Apesar do mal-estar, a diplomacia brasileira entende que, do ponto de vista simbólico, é importante ter um embaixador no país.
Diferentemente de um encarregado de negócios – cargo abaixo ao de um embaixador em uma representação do país – o embaixador por ter uma interlocução maior com o governo brasileiro.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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