Economia
Inflação argentina fica em 2,4% em fevereiro e cai para 66,9% em 12 meses
Resultado veio em linha com estimativas de analistas. País passa por um grande ajuste econômico sob o comando do presidente ultraliberal Javier Milei. O presidente da Argentina, Javier Milei, vem ao Brasil participar de evento conservador
Natacha Pisarenko/AP
A inflação da Argentina ficou em 2,4% em fevereiro, apontou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos do país (Indec).
O resultado, que veio linha com estimativas de analistas, representa uma aceleração em relação aos 2,2% registrados em janeiro.
Enquanto isso, a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro atingiu 66,9%, abaixo da taxa de 84,5% registrada no mês anterior.
O índice oficial de preços do país apresentou progresso ao longo do primeiro ano de gestão do presidente ultraliberal Javier Milei. Nos últimos meses, no entanto, a taxa mensal estagnou, ficando entre 2% e 3%.
A Argentina, que já vinha enfrentando uma forte recessão, passa por um grande ajuste econômico. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados.
Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor — cenário que tem despertado protestos pelo país.
Por outro lado, o presidente conseguiu uma sequência de superávits (arrecadação maior do que gastos) e retomada da confiança dos investidores.
Milei busca manter o ímpeto positivo na economia em meio a negociações sobre um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a quem a Argentina deve mais de US$ 44 bilhões.
Nesse cenário, reduzir a inflação é fundamental para o governo do líder argentino, que deseja eliminar os controles de capitais que prejudicam os negócios e os investimentos. Para isso, Milei quer que a inflação permaneça abaixo de 2% ao mês.
No início do ano passado, a inflação em 12 meses na segunda maior economia da América do Sul chegou a perto de 300%. Mas, desde então, caiu para dois dígitos, e analistas consultados pelo banco central preveem que a inflação no final de 2025 cairá para 23,3%.
REPORTAGEM ESPECIAL: g1 mostra o que mudou na vida e na economia do país, um ano após o Plano Motosserra
Argentina de Milei: o que mudou um ano após o Plano Motosserra
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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