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Economia

Investidor anônimo lucra cerca de R$ 2 milhões ao prever derrubada de Maduro

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Veja os vídeos que estão em alta no g1
Um investidor anônimo lucrou cerca de US$ 410 mil, o equivalente a R$ 2,22 milhões, ao apostar na derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma plataforma de mercado de previsão.
➡️ O ganho ocorreu porque ele comprou os contratos quando eles ainda estavam muito baratos, antes da divulgação da operação militar dos Estados Unidos que levou à prisão do líder venezuelano.
O investidor operou na plataforma Polymarket, que permite apostas sobre eventos do mundo real. Ele comprou contratos ligados à destituição de Maduro ainda na sexta-feira (2), quando o mercado atribuía baixa probabilidade a esse desfecho, conforme divulgado a agência de notícias Reuters.
Antes do fim de semana, o conjunto dessas apostas valia cerca de US$ 34 mil.
Após a divulgação da operação militar dos Estados Unidos e da prisão de Maduro, o preço dos contratos subiu rapidamente. Com isso, o valor da posição do investidor aumentou de forma expressiva, gerando um lucro estimado em US$ 410 mil, segundo dados da Polymarket.
AGU pede investigação sobre investidores com informação privilegiada do tarifaço de Trump
A valorização ocorreu porque esses contratos pagam US$ 1 quando o evento previsto se confirma. Quem compra quando o preço está baixo e acerta o resultado obtém um retorno elevado em pouco tempo. Foi o que aconteceu neste caso, já que o investidor entrou antes da notícia se tornar pública.
A prisão de Maduro também impactou os mercados financeiros. Na manhã de segunda-feira (5), os principais índices de ações subiram. Os preços do petróleo avançaram, e ações de empresas do setor de energia registraram ganhos após o fim de semana.
Os títulos da dívida da Venezuela também subiram. Esses papéis vinham sendo negociados a preços baixos por causa do calote do país.
Com a mudança no cenário político, investidores passaram a considerar a possibilidade de uma reestruturação da dívida. Títulos emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal Petróleos de Venezuela, a PDVSA, tiveram alta de até 10 centavos de dólar, o que representa quase 30% em alguns casos.
A operação financeira deve ser analisada por autoridades nos Estados Unidos. Parlamentares discutem medidas para restringir o uso de informações privilegiadas em mercados financeiros e plataformas de apostas.
Após a divulgação das informações sobre a prisão de Maduro, o deputado democrata Ritchie Torres afirmou que pretende apresentar um projeto de lei ainda nesta semana.
A proposta deve proibir autoridades eleitas, parlamentares e funcionários federais de fazer apostas em plataformas de mercado de previsão, devido ao risco de acesso antecipado a informações sensíveis.
Os registros da Polymarket mostram que a conta anônima foi criada no mês passado. Em 27 de dezembro, o investidor comprou contratos no valor de US$ 96 que renderiam lucro caso os EUA realizassem uma operação militar na Venezuela até 31 de janeiro. Nos dias seguintes, ele fez novas apostas do mesmo tipo, sempre quando os preços ainda estavam baixos.
Mercados de previsão como a Polymarket funcionam com contratos simples de “sim” ou “não”. Os usuários apostam em eventos ligados a esportes, entretenimento, política e economia. Quando o evento acontece, o contrato paga US$ 1. Caso contrário, perde o valor.
Em setembro, a Polymarket recebeu autorização da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA, a CFTC, para retomar operações no país. A liberação ocorreu após a compra da QCEX, uma bolsa de derivativos e câmara de compensação licenciada pela CFTC, por US$ 112 milhões. A CFTC não informou se abriu investigação sobre negociações ligadas à prisão de Maduro.
A Polymarket já foi alvo de questionamentos sobre possível uso de informações privilegiadas. Embora americanos não tenham acesso oficial à plataforma principal, alguns investidores utilizam redes privadas virtuais, as VPNs, para acessar o serviço.
Até a publicação desta reportagem, a Polymarket não se manifestou sobre o caso.
Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump.
REUTERS

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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