Economia
IPCA-15: preços sobem 0,36% em março, novamente impactados por alimentos
Prévia da inflação acumulou alta de 4,14% na janela de 12 meses. Mercado esperava alta de 0,31% no mês. Cebola teve alta expressiva no mês, de 16,64%.
Arina Krasnikova / Pexels
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — registrou uma alta de 0,36% nos preços em março, informou nesta terça-feira (26) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maior influência vem do grupo de Alimentação e bebidas, com alta de 0,91% no mês e impacto de 0,19 ponto percentual no índice geral.
Ainda assim, o índice teve desaceleração de 0,42 p.p. na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,78% para fevereiro. Em março de 2023, o IPCA-15 foi de 0,69%.
Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 4,14% na janela de 12 meses.
Os números vieram acima das expectativas do mercado financeiro. As expectativas eram de alta de 0,31% em março, chegando a 4,10% em 12 meses.
Apenas cinco dos nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta de preços em março. Além dos alimentos, o grupo Transportes também teve alta relevante, de 0,43% no mês e 0,09 p.p. de participação no índice geral.
Veja abaixo a variação dos grupos em março
Alimentação e bebidas: 0,91%;
Habitação: 0,19%;
Artigos de residência: -0,58%;
Vestuário: -0,22%;
Transportes: 0,43%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,61%;
Despesas pessoais: -0,07%;
Educação: 0,14%;
Comunicação: -0,04%.
Alimentos seguem em alta
O grupo Alimentação e bebidas segue incomodando, com a maior alta entre os grupos neste mês. Em meados de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a comandar uma reunião com ministros para discutir formas de reduzir os preços dos alimentos.
A alta do preço dos alimentos foi identificada pelo governo como um dos motivos para a queda na popularidade do presidente. Pesquisa Quaest mostrou que 51% dos entrevistados aprovam o trabalho de Lula, índice 3 pontos percentuais menor que em dezembro.
A pressão vem dos preços do subgrupo Alimentação no domicílio, que reúne basicamente os alimentos in natura. Houve alta de 1,04% em março — depois de 1,16% em fevereiro.
Subiram bastante os preços da cebola (16,64%), do ovo de galinha (6,24%), das frutas (5,81%) e do leite longa vida (3,66%). A batata-inglesa (-9,87%), a cenoura (-6,10%) e o óleo de soja (-3,19%) tiveram queda.
A alimentação fora do domicílio continua em alta mais moderada, de 0,59% no mês contra 0,48% de fevereiro. A refeição teve alta mais intensa, de 0,76% em março, enquanto o lanche subiu 0,19%.
Lula se reúne com ministros para discutir alta no preço dos alimentos
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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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