Economia
IPCA-15: preços sobem 0,78% em fevereiro, com reajustes de educação
A ‘prévia da inflação’ acumula 4,49% na janela de 12 meses. Grupo Educação teve alta de 5,07% e impacto de 0,30 ponto percentual no índice geral. Grupo Educação teve alta de 5,07% e impacto de 0,30 ponto percentual no índice geral.
Divulgação/Cursinho Solidário
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — registrou uma alta de 0,78% nos preços em fevereiro, informou nesta terça-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mês de fevereiro costuma ser muito influenciado por uma alta sazonal no grupo Educação, por conta dos reajustes escolares. O segmento teve alta de 5,07% no mês e impacto de 0,30 ponto percentual (p.p.) no índice geral. (saiba mais abaixo)
Assim, o índice teve uma forte aceleração de 0,47 p.p. na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,31% para janeiro. Em fevereiro de 2023, o IPCA-15 foi de 0,76%.
Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 4,49% na janela de 12 meses.
Os números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. As expectativas eram de alta de 0,80% em fevereiro, chegando a 4,5% em 12 meses.
Apenas o grupo Vestuário registrou deflação em fevereiro, com queda de 0,39% nos preços, vindos de alta de 0,22% em janeiro. Todos os demais oito grupos subiram nesta medição.
Veja abaixo a variação dos grupos em fevereiro
Alimentação e bebidas: 0,97%;
Habitação: 0,14%;
Artigos de residência: 0,45%;
Vestuário: -0,39%;
Transportes: 0,15%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,76%;
Despesas pessoais: 0,46%;
Educação: 5,07%;
Comunicação: 1,67%.
Educação puxa a alta
Os resultados de fevereiro são, em geral, mais altos por conta dos reajustes escolares que acontecem de uma só vez. Em Educação (5,07%), a maior contribuição vem dos cursos regulares (6,13%).
Todos os subitens de escolas particulares tiveram altas importantes, caso do ensino médio (8,58%), do ensino fundamental (8,23%), da pré-escola (8,14%) e da creche (5,91%). Além disso, o curso técnico (6,01%), o Ensino superior (3,74%) e a pós-graduação (2,81%) também subiram.
O grupo de Alimentação e bebidas teve uma leve desaceleração, mas ainda tem contribuição relevantes no resultado do IPCA-15. A alta no mês foi de 0,97% contra 1,53% no mês passado. O peso no índice, porém, ainda foi de 0,20 p.p. para cima.
A alimentação no domicílio ainda sofre pressão da oferta mais escassa e efeitos do El Niño. A alta foi de 1,16% em fevereiro, com destaques para a cenoura (36,21%), a batata-inglesa (22,58%), o feijão-carioca (7,21%), o arroz (5,85%) e as frutas (2,24%).
A alimentação fora do domicílio teve aceleração, de 0,48% no mês contra 0,24% em janeiro. A refeição (0,35%) e o lanche (0,79%) subiram mais que no mês anterior (0,32% e 0,16%).
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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