Política
Ipec frustra QG de Bolsonaro; Lula busca indecisos que rejeitam ‘porradaria’
Estratégia do presidente passa a ser diminuir vantagem antes do 2º turno e abrir conversas com o MDB. Petistas avaliam que apoio de Marina Silva (Rede) ajudará com público jovem e classe média. O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro, que lideram pesquisas de intenções de voto à Presidência
Suamy Beydoun/Agif – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo e Gesival Nogueira/Ato Press/Estadão Conteúdo
O novo Ipec, divulgado na noite de segunda-feira (12) e que mostrou estagnação de Jair Bolsonaro (PL) na campanha presidencial, frustrou o QG da reeleição.
De acordo com a pesquisa, Bolsonaro se manteve com 31% das intenções de voto – patamar similar ao obtido em 19 de agosto. Enquanto isso, Lula (PT) subiu de 44%, em 7 de setembro, para 46% agora.
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Em reunião no mesmo dia da divulgação dos dados, antes da pesquisa, aliados de Bolsonaro alinharam dois focos para a campanha daqui para frente: atuar para diminuir a vantagem de Lula no 2º turno e abrir conversas com o MDB de olho nos votos de Simone Tebet num eventual segundo turno.
Há, inclusive, quem defenda internamente que é possível convencer o MDB a apoiar Bolsonaro no 2º turno, mesmo sem declaração de Tebet. O comitê de Lula avalia ser improvável o apoio do MDB a Bolsonaro.
Mas, para o QG bolsonarista, o melhor cenário seria Tebet não declarar apoio explícito ao presidente.
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Em entrevista ao podcast O Assunto, do g1, Tebet afirmou que estará “em um palanque eleitoral defendendo a democracia” em um eventual 2º turno da disputa presidencial. Ao Congresso em Foco, em fevereiro, a candidata disse: “meu voto Bolsonaro não tem”.
Uma ala do QG bolsonarista aposta ainda em outra carta: que parte dos eleitores de Lula não vão votar e que essa abstenção diminua a vantagem para Bolsonaro no 2º turno. Essa esperança, contudo, causou um racha interno: outra parte do grupo acha que não passa de tese sem lastro de realidade.
Há um clima de frustração não apenas por conta da pesquisa, mas por erros de Bolsonaro na avaliação da ala mais pragmática da campanha.
Por exemplo: ainda é considerado insuficiente a explicação de Bolsonaro sobre a compra de imóveis por seus familiares, revelado pelo UOL, além de tardia a declaração de que se “arrepende” por ter “aloprado” na pandemia quando disse que não era coveiro.
Na reta final, a campanha aguarda alguma imagem positiva com Bolsonaro na ONU e participação no velório da rainha Elizabeth. Mas, nos bastidores, a campanha admite que é preciso um fato novo para desequilibrar a disputa ainda no primeiro turno – e o governo está ficando sem recursos.
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PT vê oscilação positiva como movimento de indecisos
Na avaliação da campanha de Lula, a variação positiva dentro da margem de erro pode ser um movimento de eleitores indecisos e que as medidas de Bolsonaro, com entrega de auxílios às vésperas da eleição, tiveram efeito esgotado.
Lembram, ainda, de frase dita pelo marqueteiro Duda Mendonça, que elegeu Lula em 2002, sobre estratégia de campanha: ele dizia que “quem bate perde” e, na visão de petistas ouvidos pelo blog, aliados de Bolsonaro “estão batendo muito, abaixando o nível” da disputa.
O QG petista considera que essa agressividade, capitaneada principalmente pelos filhos do presidente, “é boa para a torcida organizada” dos apoiadores de Bolsonaro, mas que o eleitor indeciso não quer “porradaria” e, sim, um motivo para votar no candidato.
“Se o indeciso gostasse de agressividade já estava com Bolsonaro”, avalia um petista ouvido pelo blog.
Outro trunfo de Lula é o recente apoio recebido de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata nas eleições presidenciais de 2014 e 2018. Após anos de separação e rusgas, ela entregou propostas e declarou apoio a Lula.
Sadi: Campanha petista comemora apoio de Marina Silva
Para aliados do ex-presidente, Marina pode cativar um público mais jovem e ajudará a atrair ainda mais os indecisos e a classe média, além de dialogar com o segmento evangélico.
A costura pelo apoio de Marina a Lula foi capitaneada por Fernando Haddad e teve ajuda de Gilberto Carvalho, um dos assessores mais próximos de Lula.
Sobre evangélicos, o especialista e antropólogo Juliano Syper, criador do observatório evangélico, a pedido do blog, fez uma avaliação a respeito do voto do segmento. Para Syper, notícias contra Bolsonaro geralmente não chegam a evangélicos e, se chegam, são repelidas ou justificadas.
Mas o antropólogo avalia que há um “cansaço” entre evangélicos associados à politização das igrejas e à postura do presidente (vista como agressiva), levando esse segmento a “lavar as mãos” e a considerar o voto nulo. “A ideia de que ‘nenhum candidato me representa'”, diz. Ele lembra que o último Datafolha aponta que 21% dos evangélicos não querem nem Lula nem Bolsonaro.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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