Economia
Ipsos-Ipec: 90% dos brasileiros acreditam que conflito entre EUA, Israel e Irã terá impacto na economia do país
A ação militar dos EUA e de Israel causou destruição no Irã desde o início da guerra, em fevereiro
GETTY IMAGES
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (20) mostra que 90% dos brasileiros acreditam que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã trará impactos na economia do país. Segundo o levantamento, 65% avaliam que a economia será “muito afetada”, enquanto 25%, “um pouco”.
Aqueles que consideram que “não afetará “a economia brasileira são 6% e os que não sabem ou não responderam, 5%.
O levantamento aponta para um consenso sobre o a possibilidade do aumento de preços. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar diretamente os preços dos combustíveis (92%), dos alimentos (91%), do gás de cozinha (89%) e a inflação (89%). Além da economia, 76% consideram que as relações diplomáticas do Brasil com outros países sofrerão reflexos.
Preço do combustível
Vai afetar muito: 76%;
Vai afetar um pouco: 16%;
Não vai afetar: 4%;
Não sabe/não respondeu: 4%.
Preço dos alimentos
Vai afetar muito: 68%;
Vai afetar um pouco: 23%;
Não vai afetar: 6%;
Não sabe/não respondeu: 4%.
Inflação
Vai afetar muito: 68%;
Vai afetar um pouco: 21%;
Não vai afetar: 5%;
Não sabe/não respondeu: 5%.
Preço do gás
Vai afetar muito: 67%;
Vai afetar um pouco: 22%;
Não vai afetar: 7%;
Não sabe/não respondeu: 5%.
Economia brasileira de modo geral
Vai afetar muito: 65%;
Vai afetar um pouco: 25%;
Não vai afetar: 6%;
Não sabe/não respondeu: 5%.
Relação do Brasil com outros países
Vai afetar muito: 47%;
Vai afetar um pouco: 29%;
Não vai afetar: 16%;
Não sabe/não respondeu: 8%.
Segundo Márcia Cavallari, diretora-geral da Ipsos-Ipec, a percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra e, nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados.
A pesquisa Ipsos-Ipec foi realizada entre os dias 8 e 12 de abril e entrevistou 2 mil pessoas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Neutralidade brasileira
Quanto ao posicionamento diplomático, o levantamento mostra que 83% da população defende que o Brasil adote uma postura neutra no conflito. O apoio explícito ao bloco liderado por Estados Unidos e Israel soma 10%, enquanto a adesão à posição do Irã é de 2%. Não sabem ou não responderam foram 5%.
A percepção de neutralidade é acompanhada por uma visão crítica sobre o início das hostilidades, segundo a Ipsos-Ipec: 64% dos entrevistados consideram que o ataque conjunto de EUA e Israel em 28 de fevereiro — que resultou na morte do líder supremo iraniano — foi “totalmente desnecessário” ou “desnecessário”.
Segurança e preocupação humanitária
O levantamento também mediu o nível de receio da população com a segurança nacional do país. Para 67% dos brasileiros, o conflito representa um risco à segurança do Brasil.
No campo humanitário, 75% demonstram preocupação com a segurança de suas próprias famílias e 70% com a vida de brasileiros que residem no Oriente Médio. O temor se estende aos civis da região: 57% se dizem preocupados com israelenses e 55% com iranianos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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