Economia
Irã fecha parcialmente o Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com EUA
Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026.
Wana via Reuters
O Irã fechou nesta terça-feira (17) parcialmente o Estreito de Ormuz, importante via petrolífera mundial ao sul do país, por conta de exercícios militares, segundo a agência de notícias iraniana semioficial Fars.
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O fechamento parcial do estreito ocorre em meio às negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos. Negociadores dos dois países se encontraram em Genebra, na Suíça, nesta terça. O governo Trump exige um acordo com Teerã para limitar o programa nuclear iraniano e encerrar o enriquecimento de urânio, e ameaça atacar o Irã caso as negociações fracassem.
Segundo a Fars, o fechamento de partes do Estreito de Ormuz durará algumas horas e é necessária por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana realiza exercícios militares na rota de exportação de petróleo mais importante do mundo. Os exercícios foram anunciados na segunda-feira e escalaram as tensões em um momento delicado das relações com os EUA. Além disso, dezenas de navios de guerra norte-americanos estão estacionados na região.
Teerã já havia ameaçado no passado fechar o estreito para o transporte comercial se fosse atacada, medida que bloquearia um quinto do fluxo global de petróleo e elevaria os preços do petróleo bruto.
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Ao mesmo tempo, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu nesta terça-feira que tentativas dos EUA de derrubar seu governo fracassarão, enquanto Washington e Teerã iniciam negociações indiretas em Genebra sobre sua longa disputa nuclear, em meio a um aumento do contingente militar norte-americano no Oriente Médio.
Os EUA, que se juntaram a Israel no bombardeio das instalações nucleares do Irã em junho, enviaram uma força de combate para a região, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma “mudança de regime” no Irã pode ser a melhor coisa que poderia acontecer.
Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estão participando das negociações, que estão sendo mediadas por Omã, disse uma fonte informada sobre o assunto à Reuters, juntamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.
Donald Trump disse que estaria envolvido “indiretamente” nas negociações de Genebra e que acredita que Teerã queira chegar a um acordo.
“Não acho que eles queiram as consequências de não fazer um acordo”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One na segunda-feira. “Poderíamos ter feito um acordo em vez de enviar os B-2s para destruir seu potencial nuclear. E tivemos que enviar os B-2.”
Exercício militar realizado pela Guarda Revolucionária do Irã em 24 de janeiro de 2025.
Sepah News/AFP
Mesmo os mais fortes podem ser “esbofeteados”, diz Khamenei
Logo após o início das negociações, a mídia iraniana citou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei dizendo que Washington não poderia forçar a saída de seu governo. A república é governada por clérigos desde a Revolução Islâmica de 1979.
“O presidente dos EUA diz que seu exército é o mais forte do mundo, mas o exército mais forte do mundo às vezes pode levar um tapa tão forte que não consegue se levantar”, disse ele, em comentários publicados pela mídia iraniana.
Uma autoridade de alto escalão iraniano disse à Reuters na terça-feira que o sucesso das negociações em Genebra dependia de os EUA não fazerem exigências irrealistas e de sua seriedade em suspender as sanções econômicas que prejudicam o Irã.
Negociação nuclear e tensão militar
Em fevereiro, as Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do grupo de ataque do porta-aviões Lincoln no Mar Arábico.
Divulgação/Marinha dos EUA via Reuters
As negociações nucleares entre os EUA e o Irã são tratadas com cautela porque os dois países têm grandes diferenças entre suas posições: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.
A principal autoridade nuclear iraniana afirmou que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a “inspeções” da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a “exigências excessivas” dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar “medidas muito duras” contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região.
As Forças Armadas dos EUA estão se preparando para a possibilidade de semanas de operações contra o Irã, caso Trump ordene um ataque, disseram duas autoridades americanas à agência de notícias Reuters.
Washington e seu aliado próximo, Israel, acreditam que o Irã aspira construir uma arma nuclear que poderia ameaçar a existência de Israel. O Irã afirma que seu programa nuclear é puramente pacífico, embora tenha enriquecido urânio muito além da pureza necessária para a geração de energia e próximo do necessário para uma bomba.
Desde os ataques de junho, os governantes islâmicos do Irã foram enfraquecidos por protestos de rua, reprimidos com o custo de milhares de vidas, contra uma crise no custo de vida impulsionada em parte por sanções internacionais que estrangularam a receita do petróleo do Irã.
O Irã aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, que garante aos países o direito de desenvolver energia nuclear civil em troca da renúncia às armas atômicas e da cooperação com a agência nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica.
Israel, que não assinou o TNP, não confirma nem nega ter armas nucleares, sob uma política ambígua de décadas destinada a dissuadir os inimigos vizinhos.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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