Economia
Itaú aposta em atendimento por IA para atrair contas de empreendedores
Itaú lança banco digital desenvolvido especificamente para empreendedores
Rafaela Zem/ g1
O Itaú apresentou nesta segunda-feira (21) o Itaú Emps, um banco digital desenvolvido especificamente para empreendedores. O novo serviço, que estava em desenvolvimento há dois anos, é voltado para pequenos negócios e profissionais autônomos com faturamento anual entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões.
O objetivo desse novo segmento é atender um público que ainda carece de soluções financeiras específicas e integradas no mercado, explicou o diretor do Itaú Emps, Pedro Prates.
Entre os primeiros perfis contemplados estão restaurantes, oficinas mecânicas, mercearias, lojas de material de construção, médicos, advogados e freelancers. Em uma segunda etapa, o serviço será ampliado para MEIs e empresas com múltiplos sócios.
O Itaú Emps foi desenvolvido em parceria com empreendedores e usa inteligência artificial generativa para apoiar na gestão financeira.
A ferramenta oferece relatórios, tendências de mercado e recomendações de acordo com o perfil do cliente, além de atendimento 24h por meio de inteligência artificial generativa, funcionando como um “consultor virtual” para apoiar a gestão financeira.
O serviço, sem cobrança de mensalidade, terá uma prateleira de produtos customizados e deve, em breve, ser ampliado para MEIs e empresas com múltiplos sócios.
Outros serviços anunciados, são:
Conta sem mensalidade e Pix ilimitado gratuito;
Pagamento de tributos, boletos e concessionárias pelo aplicativo;
Adquirência integrada por meio da Laranjinha (máquina de pagamento do Itaú);
Linhas de crédito específicas, como limite de conta, cartão de crédito e Pronampe;
Atendimento especializado com tempo de espera médio de 30 segundos.
A abertura da conta é feita exclusivamente pelo aplicativo e leva cerca de três minutos, segundo o banco.
O Itaú Empresas, braço do banco voltado para pessoas jurídicas, passou por mudanças a partir de 2019, quando reformulou o modelo de negócios e aproximou funcionários da rotina de seus clientes.
De acordo com Pedro Prates, o novo produto surge a partir de uma lacuna identificada no mercado.
“Há um número expressivo de empreendedores que ainda não contam com uma proposta de serviços financeiros completa”, disse.
O lançamento amplia o chamado mercado endereçável do Itaú no segmento PJ. A expectativa do banco é consolidar um ecossistema de serviços para empresas, unindo produtos tradicionais, linhas de crédito e ferramentas digitais em um único ambiente.
O número de empreendedores no país tem crescido e ajuda a explicar o movimento do Itaú.
Atualmente, o Brasil tem 23 milhões de empresas ativas, sendo 2,2 milhões abertas apenas no último ano. D
Segundo dados do banco, 33,4% da população adulta está envolvida em algum negócio e 47 milhões de brasileiros têm relação direta com atividades empreendedoras. Para o Itaú, esse público tem potencial de desenvolvimento e demanda serviços financeiros mais estratégicos.
Emprego em tecnologia: IA ganha espaço, mas segurança da informação domina contratações
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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